Olhares da História 2 Brasil e mundo


1. Práticas imperialistas



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1. Práticas imperialistas

A historiografia tradicional do Ocidente, impregnada de uma visão eurocêntrica, quase sempre tratou a história de outras regiões como irrelevante. Esse olhar, que considerava a Europa o eixo do movimento civilizatório e evolutivo, foi construído desde a Antiguidade, época em que a região mediterrânea era definida como o centro do mundo.

Poucos eram os que consideravam africanos e asiáticos como seres humanos iguais aos europeus, diferentes apenas nos aspectos étnico e cultural. Durante a Idade Média, a cor negra foi associada ao pecado e ao demônio. Povos asiáticos também eram vistos pelos europeus com estranhamento e desconfiança, embora com certo fascínio por sua cultura tão distinta. Esse sentimento de superioridade foi uma das marcas da violência exercida pelos europeus contra povos de outros continentes na formação de impérios coloniais durante a Idade Moderna, quando a Europa passou a centralizar o poder econômico, político e militar mundial.

As práticas imperialistas intensificaram-se na segunda metade do século XIX, protagonizadas pelos países europeus industrializados. Entre 1884 e 1885, a Inglaterra, a França, a Alemanha e mais outros doze países partilharam o continente africano e boa parte de territórios da Ásia em uma conferência realizada em Berlim. Na mesma época, os Estados Unidos e o Japão exerceram práticas imperialistas em suas regiões de influência.

Contudo, diferentemente do colonialismo do século XVI, cuja meta era a obtenção de especiarias, gêneros tropicais e metais preciosos no continente americano, o neocolonialismo do século XIX, motivado pelo capitalismo industrial e financeiro, procurava mercados consumidores de produtos manufaturados e fornecedores de matérias-primas (como ferro, cobre, petróleo, manganês, trigo e algodão), territórios para instalar parte de seu excedente populacional e novas áreas de investimento de capitais. Por meio dessas conquistas, garantiam-se impostos e contingentes para os exércitos imperialistas.

Outro aspecto característico do impulso imperialista do século XIX foi a conquista de bases estratégicas para a segurança do comércio marítimo.

As disputas entre potências por áreas coloniais agravaram conflitos e estimularam o armamentismo, o que levou à formação de blocos de países rivais e a uma conjuntura tensa e propícia a uma confrontação em grande escala.

LEGENDA: Gravura do século XIX: peças de vestuário europeu usadas por nativos africanos revelam a interferência neocolonial no continente.

FONTE: Reprodução/Coleção particular

Boxe complementar:

Veja abaixo os períodos e os lugares em que se passaram os principais eventos do capítulo.

Fim do complemento.



Onde e quando

LEGENDA: Linha do tempo esquemática. O espaço entre as datas não é proporcional ao intervalo de tempo.

FONTE: Banco de imagens/Arquivo da editora




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