Olhares da História 2 Brasil e mundo



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A festa

A festividade era animada por instrumentos musicais africanos, como oboés e tambores, acompanhados por danças típicas. Os participantes seguiam o rei e a rainha, eleitos entre a comunidade, e marchavam dançando e cantando versos feitos para a ocasião. Os indicados ao trono podiam ser escravizados ou alforriados. As roupas do rei, da rainha e de sua corte eram muito coloridas, assim como as coroas, cetros e outras insígnias, símbolos do poder real, feitas de papelão e geralmente forradas com papel de cores vibrantes.

LEGENDA: Festa de Nossa Senhora do Rosário, de Johann Moritz Rugendas, litografia presente na obra Viagem pitoresca ao Brasil, do início do século XIX.

FONTE: Reprodução/Coleção particular



Discriminação

As festividades realizadas pelas comunidades negras tiveram ora condenação, ora aceitação pela administração senhorial. Foram vistas com desconfiança, uma vez que permitiam comportamentos tradicionalmente proibidos aos escravos, como a manifestação pública de danças e cantos. Em alguns casos, os cortejos de coroação de um rei negro, organizados pelas irmandades nas festas de seus santos padroeiros, eram aceitos como forma de promover a inclusão dos escravizados e aproximá-los da sociedade colonial.

LEGENDA: Comemoração do Dia da Consciência Negra, na cidade do Rio de Janeiro. Foto de 2013.

FONTE: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/AE






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