Oficinas terapêuticas: a “Roda de Leitura Reflexiva” Atividade realizada nas comunidades terapêuticas


As oficinas terapêuticas de Leitura: “Roda de Leitura Reflexinva”



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As oficinas terapêuticas de Leitura: “Roda de Leitura Reflexinva”
As oficinas terapêuticas contribuem com o tratamento dos acolhidos nas suas variadas fases. Na primeira fase, na qual se trabalha o “acolhimento” e o “autocuidado”, o acolhido precisa se adaptar à rotina da comunidade e aderir, de forma efetiva, ao projeto terapêutico e social. Questões relacionadas ao autocuidado passam a fazer parte da reflexão diária, e a pessoa passa a se reconhecer como responsável por suas ações e escolhas. Nesse momento, no qual o acolhido deve lidar com a fissura e a abstinência, torna-se imperativo desenvolver trabalhos motivacionais que o ajude a lidar com a frustração, bem como, o ajude a direcionar as prioridades na vida.

A leitura de textos literários pode contribuir para com a organização psíquica do indivíduo, para que esse repense as suas ações e prospecte uma nova forma de viver. Atividades aparentemente simples como escolher um livro, lê-lo sozinho ou de forma compartilhada, podem auxiliá-lo nesse processo. Nesse espaço de produção livre e espontânea da Roda de Leitura, a pessoa será incentivada a refletir sobre os seus valores, e a dar um significado diferente às experiências vividas, de forma que sua história de drogadicção e de sofrimento passe a ser encarada como um período a ser superado. Essa experiência será acolhida pelo grupo que será um importante apoiador no processo de mudança de comportamento.

O espaço das oficinas terapêuticas, marcadamente dialógico, facilita o enfrentamento das emoções e o aumento da resiliência, e as atividades grupais são um reforço importante nessa fase, pois o acolhido encontra forças nas histórias de vida de outros acolhidos, ele vê que não está sozinho.

Na segunda fase, intitulada “Planejamento”, na qual o acolhido passa a pensar na sua vida sem as drogas, é momento de planejar, de formular objetivos e estabelecer metas. Nessa fase é importante leituras que reforcem a compreensão da importância da mudança de hábito e da adoção de hábitos salutares, trabalhos que elevem a autoestima e forneça aos acolhidos, ferramentas que facilitem o diálogo e a capacidade de restabelecer vínculos sociais. Trabalhos que fortaleçam a resiliência podem estar vinculados a outros que objetivem a aceitação de uma rotina de trabalho, estudo, etc. A literatura é um recurso importante. A reflexão a partir de variados textos (contos, histórias, crônicas, poesias, etc.), bem como a escrita de textos, ou a reescrita da própria história e de experiências vividas. Essa atividade pode associar-se a outras como a música, o psicodrama, a pintura.



A terceira fase, intitulada “reinserção”, trata de uma questão fundamental e complexa, visto que o acolhido encontra-se em fase de voltar ao convívio social e familiar. É importante que nessa fase os trabalhoas leituras tenham como foco fortalecer a pessoa para lidar com preconceitos e estigmas sociais que fazem parte do universo da drogadicção, é tempo de reforçar a identidade saudável da pessoa, e tempo de interação. Oficinas lúdicas advindas da leitura de textos auxiliarão na expressão das preocupações com a vida que o acolhido terá fora da comunidade e junto á familia e a sociedade e na externalização de seus sonhos. Após a roda de leitura reflexiva os acolhidos que desejarem, poderão, ainda, se expressar via a pintura, o desenho, a modelagem, a escrita, o psicodrama, a dança, o teatro, entre outras técnicas artísticas.



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