Oficinas terapêuticas: a “Roda de Leitura Reflexiva” Atividade realizada nas comunidades terapêuticas


Novos tempos para as comunidades terapêuticas (CT’s)



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Novos tempos para as comunidades terapêuticas (CT’s)
Vivemos um momento singular da história das comunidades terapêuticas, no qual, aos moldes do movimento antimanicomial, a sociedades se mobiliza e exige de seus governantes atitudes e leis que potencializem e consolidem esse serviço de utilidade pública. O ano de 2011 foi importante para esse movimento, pois variados grupos sociais uniram forças para estabelecer diretrizes comuns para as comunidades terapêuticas.

Desde o século XIX o interesse científico pela questão do uso das drogas se intensificou, e deu origem a variadas teorias, uma delas preconizava que “o comportamento dependente resultava de instintos subconscientes”, já outra, essa da década de 1940, chamada “teoria do reforço”, surgiu da união entre a psiquiatria e a psicologia. Por meio de experimentos com chipanzés, essa teoria buscava provar que após receberem drogas por um período, os chipanzés as pediam aos pesquisadores. Essa pesquisa com macacos mostrou que o uso de drogas causa modificações cerebrais, e que cada uma das substâncias psicoativas age de maneira particular no cérebro4.



Os circuitos cerebrais nos quais as drogas de abuso agem e provocam modificações se chamam “Sistema de recompensa cerebral”, esses não são os mesmos circuitos responsáveis pela memória e pelas emoções.

As drogas estimulantes, as anfetaminas, a cocaína, e mesmo doses baixas de álcool, desencadeiam um processo chamado “sensibilização”, que faz com que o usuário se torne intolerante. Nos estados de abstinência das drogas, há uma redução dessa percepção no usuário, consequentemente do prazer, o que leva a pessoa à fissura e ao desejo do reuso da droga. Além dos prejuízos neurológicos, o uso de drogas e álcool ocasiona uma série de doenças: o álcool afeta quase todos os sistemas do organismo, especialmente o fígado; a cocaína agride, entre outros, o sistema respiratório, assim como o crack e a maconha; os inalantes causam danos à medula óssea, nervos e rins, além de problemas sociais como conflitos familiares, acidentes de trânsito, vandalismo, problemas no trabalho, de ordem financeira, homicídios, suicídios, entre outros.



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