Ofício nº 16/99 goe aplo



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Atividades de Pesquisa

O Campus conta com um corpo docente bastante qualificado: 48 com titulação de doutor, 37 % com livre-docência e 5 % são titulares (10 docentes). Com este contingente de profissionais qualificados, o Campus de Ilha Solteira conseguiu obter um grande salto de qualidade nos últimos anos. Foram criados vários programas de Pós-graduação consolidados ou em vias de ser consolidados. O número de publicação cresceu bastante, estando, atualmente, no nível dos melhores centros de ensino e pesquisa do país. O corpo docente cresceu, também, nos demais itens que contemplam as atividades de pesquisa: criação de grupos de pesquisa, captação de recursos para pesquisa, formação de pós-graduando (mestrado e doutorado), etc. Contudo, devemos trabalhar para que o nosso perfil consiga atingir um patamar ainda maior. Neste sentido, o Campus irá incentivar, promover e organizar ações para aumentar a captação de recursos para pesquisa, articular a criação e consolidação de grupos de pesquisa, em especial tendo por fim a formação de grupos em áreas estratégias e de vanguarda.

      1. Departamento de Matemática:

Continuar desenvolvendo projetos de pesquisa visando publicações em periódicos referenciados. Continuar, também, com as orientações de iniciação científica, graduação, aperfeiçoamento/especialização, mestrado e doutorado. O Departamento de Matemática espera que sejam dadas as condições para que seus docentes possam desenvolver integralmente os planos de pesquisa propostos.

O Departamento de Matemática pretende, ainda, fomentar o surgimento de grupos de pesquisa bem como fortalecer os grupos de pesquisa já existentes, estimulando a integração entre eles. A criação de uma política de capacitação docente, visando principalmente, a realização de pós-doutorado em centros de excelência, também constitui uma das pretenções do Departamento de Matemática.



      1. Departamento de Engenharia Elétrica:

Todos os professores do DEE da UNESP-Ilha Solteira realizam trabalhos de pesquisa. Entretanto, a pesquisa mais ativa está concentrada em dois ramos de atividade: (1) pesquisa relacionada com as atividades de Pós-graduação e (2) pesquisa relacionada com o financiamento dos fundos setoriais de pesquisa e desenvolvimento.

Como foi mencionado anteriormente, em relação ao ensino de Pós-graduação, a maioria dos professores do DEE atua na Pós-graduação e realizam pesquisa de qualidade. Esse desempenho pode ser verificado pelo número elevado de professores que são pesquisadores do CNPq e pela qualidade e quantidade de publicações em revistas internacionais de elevado nível (ver anexo).

Os professores do DEE também trabalham ativamente em convênios relacionados com financiamento dos fundos setoriais de pesquisa e desenvolvimento. Esses trabalhos de pesquisa gerenciados pela FEPISA e realizados em parcerias com empresas elétricas e supervisionados pela ANEEL permitiu ao DEE realizar muitos trabalhos de pesquisa aplicada ao setor elétrico brasileiro. Como conseqüência desse processo, foi incrementada a inserção dos professores e alunos no setor produtivo e, portanto, muitos egressos da graduação e da Pós-graduação se encontram trabalhando em empresas elétricas com os quais os professores do DEE realizaram trabalhos de pesquisa em parceria. Adicionalmente, esse trabalho permitiu uma captação de financiamento muito elevado para os padrões acadêmicos da UNESP, anteriores a esse processo. Mais importante ainda, uma parcela significativa dos recursos financeiros oriundos desses projetos foi direcionada para bolsas de estudo de IC, mestrado e doutorado, dinamizando a atividade da Pós-graduação e aliviando o problema de falta de bolsas de estudo.

Como parte desse processo de consolidação da pesquisa, os professores do DEE e o Curso de Pós-graduação em Engenharia Elétrica captaram um número de bolsas de estudo de CAPES, CNPq e FAPESP em número significativo (ver anexo). Adicionalmente, foram obtidos financiamentos para pesquisa através de projetos individuais da FAPESP e do CNPq como do edital Universal.



Em resumo, podemos considerar que o DEE já atingiu a maturidade nas atividades de pesquisa e nos próximos anos, deve-se terminar esse processo de consolidação. Forma parte deste processo a pretensão de apresentar e obter a aprovação de projetos temáticos financiados pela FAPESP que indicaria que o DEE já teria atingido a maturidade plena nas atividades de pesquisa.

      1. Departamento de Engenharia Mecânica:

O DEM está dividido em três grandes áreas de atuação em pesquisa, a saber: Área de Ciências Térmicas, Área de Mecânica dos Sólidos e Área de Materiais e Processos de Fabricação. Dentro dessas três áreas de atuação, ao longo dos anos foram formando e se consolidando os seguintes grupos de pesquisas:

    • Métodos Analíticos e Numéricos em Engenharia Mecânica: grupo coordenado pelo Prof. Dr. João Batista Aparecido, único professor Titular do DEM. Neste grupo também estão engajados mais 11 docentes do DEM, 01 docente do Departamento de Matemática e 01 docente do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia. Também, entre Pós-graduação e graduação estão engajados neste grupo 20 alunos. Este grupo tem atuação em Dinâmica de Sistemas Mecânicos e Métodos Analíticos e Numéricos em Mecânica dos Fluidos e Transferência de Calor. Nesta última linha de pesquisa destacam-se: Simulação numérica de escoamentos turbulentos com ou sem transferência de calor, usando elementos finitos ou volume de controle; Solução de problemas de mecânica de fluidos e transferência de calor e massa empregando a técnica TTIG; Modelagem de escoamento bifásico de fluidos refrigerantes, de misturas de fluidos refrigerantes e de misturas de fluidos refrigerantes e óleos lubrificantes.

    • Núcleo de Planejamento Energético – NUPLEN (www.dem.feis.unesp.br/nuplen): grupo coordenado pelo Prof. Dr. Ricardo Alan Verdú Ramos e Prof. Dr. Cássio Roberto Macedo Maia. Também fazem parte desse grupo mais 04 docentes do DEM, 01 docente colaborador da Faculdade de Engenharia de Bauru, 01 docente colaborador da Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá e 03 pesquisadores colaboradores de empresas (Petrobras, Destilarias Pioneiros e Indústrias Maracaju). Estão envolvidos neste grupo 07 alunos de mestrado e 15 alunos da graduação. Os principais objetivos do NUPLEN podem ser descritos resumidamente a seguir: Contribuir para a formação de profissionais em atividades relacionadas às áreas de planejamento energético e cogeração de energia; Estreitar as relações entre a sociedade, as instituições de ensino e as empresas envolvidas com o setor energético, através da realização de projetos de pesquisa integrados e eventos; Explorar as potencialidades energéticas nas regiões oeste-paulista e sul-matogrossense, visando o desenvolvimento científico e tecnológico regional. Dentre as linhas de pesquisas atuais do NUPLEN podem ser destacadas as seguintes: Planejamento Energético; Cogeração de Energia; Energias Renováveis Regionais; Termoeconomia; Otimização de Processos e Equipamentos.

    • Visualização Experimental de Escoamento: grupo coordenado pelo Prof. Dr. Sérgio Said Mansur e pelo Prof. Dr. Edson Del Rio. Também faz parte de grupo 01 docente colaborador do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia. Estão engajados neste grupo 02 alunos de mestrado e 08 alunos da graduação.

    • Estudos Experimentais de Escoamento Bifásico: grupo em uma área de inovação de conhecimento coordenado pelo Prof. Dr. José Luiz Gasche. Também faz parte desse grupo 01 docente colaborador do DEM. Conta com 01 aluno de mestrado e 05 alunos da graduação. Desenvolve pesquisa sobre escoamento bifásico, com formação de espumas, de misturas compostas por óleos e refrigerantes usadas em sistemas de refrigeração.

    • Grupo de Tribologia: Grupo coordenado pelo Prof. Dr. Aparecido Carlos Gonçalves. Além do coordenador, este grupo é composto por mais 07 docentes do DEM, 01 docente do Departamento de Física e Química da FEIS e 01 docente da Faculdade de Engenharia de Bauru. Este grupo desenvolve pesquisa na área de análise de partículas em óleos devido ao desgaste de máquinas, bem como monitoramento e diagnose de falhas por análise de óleos e vibrações. Estão envolvidos diretamente neste grupo de pesquisa 03 alunos de mestrado, 05 alunos da graduação. Conta com a infra-estrutura do Laboratório de Tribologia para o desenvolvimento de suas pesquisas.

    • Grupo de Controle Ativo de Vibrações e Ruído: grupo coordenado pelo Prof. Dr. Vicente Lopes Júnior. Participam também deste grupo mais 04 docente do DEM. Está inserido dentro deste grupo o Grupo de Materiais e Sistemas Inteligentes – GMSINT (www.dem.feis.unesp.br/gmsint), também coordenado pelo Prof. Dr. Vicente Lopes Júnior. O grupo de controle ativo desenvolve pesquisa na área de modelagem e otimização de estruturas inteligentes e localização e quantificação de falhas estruturais, bem como controle ativo de vibrações e ruído de estruturas. Adicionalmente, desenvolve pesquisa em controle ativo de vibrações de rotores utilizando atuadores magnéticos. Conta atualmente com 13 alunos de mestrado e 22 alunos da graduação trabalhando em pesquisa neste grupo, quase todos em projetos de Iniciação Científica. Trata-se de um grupo consolidado no DEM que trabalha dentro de uma área relevante que contam com 04 docentes com titulação de Livre Docente.

    • Dinâmica dos Corpos Rígidos: grupo de pesquisa composto por 09 docentes do DEM que desenvolve pesquisa na área de identificação de parâmetros, análise modal de máquinas e estruturas, dinâmica de rotores e monitoramento e diagnose de falhas em máquinas. Estão envolvidos neste grupo 08 alunos de mestrado e vários alunos da graduação em projetos de iniciação científica. Trata-se de um grupo consolidado em uma área relevante da engenharia mecânica.

    • Grupo de Pesquisa em Usinagem (www.dem.feis.unesp.br/gpu): grupo coordenado pelo Prof. Dr. Hidekasu Matsumoto. Também participa deste grupo mais 01 docente do DEM e 01 docente do Departamento de Matemática da FEIS, este desenvolvendo um projeto de Jovem Pesquisador financiado pela FAPESP. Além do Jovem Pesquisador, estão engajados neste grupo 01 aluno de mestrado e 05 alunos da graduação com Iniciação Científica. Trata-se de um grupo emergente que desenvolve pesquisa de grande relevância na engenharia mecânica.

    • Grupo de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais e Processos Tecnológicos – MAPROTEC (www.dem.feis.unesp.br/maprotec). Grupo de pesquisa liderado pelo Prof. Dr. Juno Gallego, com a participação de mais 03 docentes do DEM. Desenvolve trabalhos nas seguintes linhas de pesquisas: Mecanismos de Formação da Ferrita Acicular no Metal de Solda Depositado em Aços ARBL por Arco Submerso; Análise e Otimização do Processo de Forjamento a Quente de Aços para Construção Mecânica; Minimização de Tratamento Térmico Usando Resfriamento Controlado; Efeito da Condição HIGH SPEED MILLING Sobre a Tensão Residual e Dureza Superficiais de Aços Forjados a Quente; Efeito da adição de CO2 nos revestimentos soldados aplicados nas turbinas; Microestrutura e tenacidade ao impacto do metal de solda do aço API X-70 soldado através de eletrodo revestido e arame tubular. Estão engajados neste grupo 03 alunos de mestrado e 07 alunos da graduação com projeto de Iniciação Científica.

    • Grupo de Caracterização Mecânica e Microestruturas dos Materiais - (GC3M): grupo de pesquisa liderado pelo Prof. Dr. Ruiz Camargo Tokmatso. Além do coordenador fazem parte desse grupo mais 03 docentes do DEM e 02 colaboradores Faculdade Federal de São Carlos e 01 colaborador da USP de São Carlos. Este foi criado no início do ano 2000. É constituído de 07 pesquisadores, dos quais 04 são doutores e 03 são doutorandos – vinculados a programas de Pós-graduação de outras instituições, que têm atuado como um importante elo de ligação e de contato entre o GC3M e outras universidades e centros de pesquisa. Além dos pesquisadores, o grupo conta com 06 alunos de mestrado e 08 alunos de Iniciação Científica. O foco das ações é o estudo do comportamento mecânico dos materiais. Para tanto, tem-se empenhado no domínio e no desenvolvimento das técnicas de caracterização mecânica e microestrutural dos materiais.

Atualmente, os membros do grupo estão engajados e distribuídos em quatro linhas de pesquisa. Duas das linhas de pesquisa estão vinculadas à soldagem. Uma delas trata especificamente da caracterização do aço API X70, utilizado no gasoduto Bolívia/Brasil que passa a menos de 70km de Ilha Solteira. A outra, em parceria com uma empresa – a ICEC, visa tornar a estrutura metálica utilizada no ramo da construção civil mais competitiva.

A terceira linha de pesquisa, em parceira com FEM/UNICAMP e a Baumer Ortopedia S/A, visa estudar um aço inoxidável austenítico utilizado em implantes ortopédicos. A quarta linha está desenvolvendo uma cadeia de medição a ser acoplada a uma máquina de ensaio de impacto Charpy de modo a possibilitar a obtenção de mais informações acerca do processo de fratura dinâmica dos materiais.

Os grupos de pesquisa do DEM foram fundamentais para a consolidação do Programa de Pós-graduação em Engenharia Mecânica e formam a base para o planejamento da implantação do doutorado neste departamento. Portanto, uma das metas do DEM para os próximos anos é criar condições e trabalhar para o fortalecimento e consolidações definitiva desses grupos de pesquisa. Para isso, o número de projetos de pesquisa encaminhados para os órgãos de fomento de pesquisas de deverão aumentar significativamente em relação à condição atual (vide tabelas anteriores). O estabelecimento de projetos de intercâmbio entre universidades brasileiras e universidades estrangeiras também tem sido foco de discussão no DEM, de forma a consolidar os grupos de pesquisas. Esforços também serão demandados para a elaboração de projetos de pesquisa envolvendo o setor industrial.

Com relação às publicações, tradicionalmente o DEM tem publicado bastante em congressos nacionais e internacionais. Ultimamente, DEM vem fazendo um grande esforço para publicar em periódicos com classificação Qualis/ CAPES, como demonstra o número de publicação ditas “nobres” de 2005, que foi de 24. A meta para os próximos anos é, no mínimo, duplicar esse número de publicações, além de manter o número de publicações em congressos.



      1. Departamento de Biologia e Zootecnia:

Continuar desenvolvendo projetos de pesquisa visando publicações em periódicos referenciados. Continuar com as orientações de iniciação científica, graduação, aperfeiçoamento/especialização, mestrado e doutorado. O Departamento de Biologia e Zootecnia espera que sejam dadas condições para que seus docentes possam desenvolver integralmente os planos de pesquisa propostos.

O Departamento de Biologia e Zootecnia pretende, ainda, fomentar o surgimento de grupos de pesquisa bem como fortalecer os grupos de pesquisa já existentes, estimulando a integração entre eles.



      1. Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos:

DEFERS conta com um corpo docente bastante qualificado: 45% com titulação de Doutor, 50% com Livre-Docência e 5% Titular (1 docente). Com este contingente de profissionais qualificados, o DEFERS tem apresentado sistematicamente uma produtividade e qualidade satisfatória em todo o tripé da Universidade, qual seja, ensino, pesquisa e extensão.

Todavia, há espaço para a qualificação, assim o cargo de Titular (daqui a cinco anos, todos os Professores Livre-docente, estariam em condições de prestar o concurso, se houvessem vagas) deve ser uma meta, assim como nos próximos cinco anos, a expectativa é de que os nove Doutores atuais já tenham realizado o concurso para Livre-docente.



Para a continuidade das atividades de pesquisa, a busca constante por recursos externos à UNESP e a participação em eventos científicos com a publicação dos trabalhos gerados são a meta principal. Recursos financeiros e pesquisas atuais que contribuam para a modernização da agropecuária nacional devem ser a principal meta e ao mesmo tempo objetivo dos Docentes do DEFERS.

      1. Departamento de Fitotecnia, Tecnologia de Alimentos e Sócio-Economia:

O Departamento pretende continuar incentivando os docentes a enviarem projetos a agências de fomento para financiamento, publicação de artigos científicos em periódicos Qualis A e B; a participação em eventos científicos, tais como: Congressos, Simpósios, reuniões científicas, entre outros; aumentar o número de bolsas de iniciação científica, mestrado, doutorado e aperfeiçoamento.




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