O sustento, só por si, não basta


p. 221 A experiência de Milgram



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A experiência de Milgram

Um jovem psicólogo coloca um anúncio no jornal. Solicita voluntários para uma experiência e oferece quatro dólares a quem se prestar a colaborar. É um anúncio enganador. Diz-se que se trata de uma experiência para avaliar a memória, mas o que realmente se quer pôr à prova é a obediência ou a resistência dos participantes à autoridade.

A cada voluntário é-lhe pedido que forme par com outra pessoa, para depois lhes ser atribuído, à sorte, um papel. Um será o professor e o outro o aprendiz. De seguida, são colocados em divisões separadas.

O procedimento é simples: o professor formula uma pergunta ao aprendiz e deve castigar cada resposta errada com uma descarga elétrica. O sistema de descargas funciona mediante um gerador que transmite a eletricidade através de uns elétrodos ligados ao braço do aprendiz. Para cada resposta errada deverá aumentar a potência da descarga.

Para lhe demonstrar que o mecanismo funciona, o investigador aplica ao professor a descarga de mínima potência, comprovando assim, na sua própria pele, o castigo que se aplicará ao aprendiz.

O investigador, com a sua bata branca, é quem dá as instruções: converte-se na autoridade de referência para os participantes. As primeiras descargas não representam nenhum problema: o professor pulsa o interruptor sem vacilar… Todavia, com os primeiros gritos, a sua tarefa vai-se tornando mais dura. Alguns “professores” hesitam: sabem que estão a infligir dor… As vozes dos aprendizes pedindo que os tirem dali ficam cada vez mais fortes. A situação torna-se muito tensa.

Quando algum dos professores manifesta a sua intenção de abandonar, o investigador insiste, mas nem sequer levanta a voz: «A experiência requer que continue». Ou, simplesmente: «Vamos, continue». Estas frases simples são suficientes para que 65% dos participantes leve a experiência até ao fim.

Apenas uns poucos decidem que não querem continuar. Apesar do aumento progressivo dos gritos dos aprendizes, dois em cada três voluntários aplicam a descarga de máxima potência… sabendo que existe um grave perigo para aquele que a recebe.

No entanto, nem tudo é o que parece… O “professor” voluntário não sabe que o “aprendiz” que teoricamente esteve a maltratar é apenas um ator. Os seus gritos e súplicas são puro teatro.

A distribuição de papéis foi cozinhada de maneira a que todos os voluntários exercessem como professores e todos os atores como aprendizes. Foi uma estratégia para induzir os voluntários a pensar que aqueles que estavam a pôr à prova eram seus companheiros.




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