O sustento, só por si, não basta



Baixar 27.04 Kb.
Página4/8
Encontro10.04.2018
Tamanho27.04 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8
BRAZELTON, T. B. (2000). Tornar-se Família, pp. 145-146. Lisboa: Terramar.
p. 199

Definições de resiliência

Encontramos, na literatura especializada, diferentes definições e abordagens da resiliência nos indivíduos e nos grupos. (…)

Para propor uma primeira abordagem da resiliência, diremos que é a capacidade de sair vencedor de uma prova que poderia ter sido traumática com uma força renovada. As definições da resiliência na literatura remetem para dois tipos de reações de adaptação: o desenvolvimento normal apesar dos riscos e o domínio de si após o traumatismo. A resiliência designa a arte de se adaptar às situações adversas (condições biológicas e sociopsicológicas) desenvolvendo capacidades ligadas aos recursos internos (intrapsíquicos) e externos (ambiente social e afetivo) que permitem aliar uma construção psíquica adequada e a inserção social.

Podemos realçar a abundância, na literatura, de definições latas da resiliência, por exemplo, como a de Fonagy (1994) para quem a resiliência pode ser considerada como um desenvolvimento normal face a circunstâncias difíceis. Este autor relaciona a resiliência com as teorias da vinculação (…).

Entre as inúmeras definições que podem ser evocadas para abordar este conceito, podemos citar a de Cyrulnik (1999), que lembra que a resiliência em psicologia é muitas vezes definida como: «a capacidade de ser bem-sucedido, de viver e de se desenvolver positivamente, de maneira socialmente aceitável, apesar do stresse ou de uma adversidade que normalmente implica o risco grave de um resultado negativo». A resiliência refere-se portanto a um processo complexo que resulta da interação entre o indivíduo e o seu meio ambiente.

Cyrulnik (2001) precisa que para que haja resiliência é preciso que tenha havido confronto com um traumatismo ou com um contexto traumatogénico, o que vai ao encontro do ponto de vista dos investigadores de orientação psicanalítica, que consideram que o traumatismo é o agente da resiliência. Nesta perspetiva, De Tychey (2001) refere que «parece ter-se estabelecido um consenso para definir a resiliência como a capacidade de o indivíduo se construir e viver de maneira satisfatória apesar das dificuldades e das situações traumáticas com as quais pode ser confrontado». (…)

Veremos que a resiliência não diz apenas respeito ao indivíduo, mas pode ser aplicada a um grupo humano, familiar ou não. Eis uma definição transversal da resiliência proposta conjuntamente por Manciaux, Vanistendael, Lecomte e Cyrulnik (2001): «A resiliência é a capacidade de uma pessoa ou de um grupo se desenvolver bem, se continuar a projetar no futuro apesar de acontecimentos desestabilizantes, de condições de vida difíceis, de traumatismos por vezes graves».



Baixar 27.04 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
Processo seletivo
ensino médio
Conselho nacional
minas gerais
terapia intensiva
oficial prefeitura
Curriculum vitae
Boletim oficial
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
educaçÃo física
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
Conselho regional
ensino aprendizagem
ciências humanas
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Dispõe sobre
ResoluçÃo consepe
Colégio estadual
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
extensão universitária
língua portuguesa