O presente Relatório de Estágio surge no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem na Área de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria, da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa



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INTRODUÇÃO
O presente Relatório de Estágio surge no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem na Área de Especialização em Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria, da Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. Tem como objetivos descrever e refletir sobre o percurso formativo associado ao desenvolvimento e/ ou aquisição de competências especificas de EEESCJ durante a unidade curricular Estágio com Relatório.

A temática escolhida surge de uma necessidade pessoal e coletiva identificada no serviço de urgência onde trabalho. No meu caso em particular, desde cedo que sinto uma grande dificuldade na comunicação com o adolescente. Pelas características que lhe são particulares, a perceção com que fico é que tendem a distanciar-se de nós, profissionais de saúde, demonstrando por vezes pouca disponibilidade para se envolverem na prestação dos cuidados de enfermagem. Após questionar alguns dos meus colegas, percebi que a dificuldade era semelhante e que desconheciam estratégias e formas de contornar esta situação. Por conversas informais conclui que as dificuldades começam na triagem quando é necessário proceder à colheita de dados. Os adolescentes mostram-se pouco disponíveis ao fornecimento de informação, alguns não nos dirigem o olhar e por vezes solicitam aos familiares ou acompanhantes que transmitam as principais queixas. As dificuldades parecem acentuar-se quando é necessária a realização de procedimentos ou de internamento em Sala de Observação (SO) com a consequente necessidade de planeamento de cuidados de enfermagem em parceria.

Segundo Martyn, et al. (2013), o Cuidado Centrado na Pessoa implica considerar a experiência de doença, promovendo uma relação terapêutica entre esta e o prestador de cuidados de enfermagem e adequando as intervenções às suas necessidades, sendo por isso a comunicação uma componente essencial em todo este processo. Para alguns autores, a comunicação é indispensável ao estabelecimento de uma relação terapêutica, favorecendo a perceção do outro como indivíduo único, que possui necessidades específicas, estimulando, por outro lado, a sua autonomia e favorecendo a confiança entre quem cuida e quem é cuidado (Conz, Merighi & Jesus, 2009).

Preconiza-se que os profissionais de saúde que atendem os adolescentes nos serviços de saúde tenham capacidade para atuar perante as especificidades da adolescência tais como as mudanças físicas e psicológicas que ocorrem (Loureiro, 2012). O investimento na comunicação tem demonstrado resultados positivos na adesão ao tratamento, na saúde emocional do adolescente, na sua função física, recuperação e nos resultados fisiológicos (Sequist, et al. 2008). Por outro lado tem também demonstrado satisfação do cliente e resultados positivos na relação profissional-cliente (Martyn et al, 2013).

Assim e tendo em conta a problemática identificada e a sua relevância para a prática de enfermagem, o presente relatório intitula-se “Comunicação do Enfermeiro Especialista com o Adolescente: desafios e oportunidades” e tem como principais objetivos: desenvolver competências de EEESCJ e desenvolver boas práticas de comunicação Enfermeiro-Adolescente.

Este relatório encontra-se dividido em quatro partes. Numa primeira parte é feito um enquadramento teórico com base numa revisão da literatura sobre a temática em estudo, sendo igualmente apresentado o quadro de referência orientador. Na segunda parte reflete-se sobre o percurso formativo efetuado, com base nos objetivos e atividades de estágio traçados. A terceira parte ressalva a importância do estudo desta temática para a melhoria dos cuidados de enfermagem ao adolescente e, finalmente, no último capítulo são abordadas as questões éticas.

Este relatório de estágio não contempla as correções resultantes da discussão pública.





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