O paradigma da Complexidade e a Relação Cérebro/Mente



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William James: filósofo, psicólogo e médico

Adalberto Tripicchio MD PhD


Resumo

Neste artigo focalizo mais detalhadamente dois mo­mentos distintos da obra de William James: os escritos psicológicos e os filosóficos. Minha hipótese postula, a despeito da opinião de vários autores, que estes dois momentos de seu pensamento apresentam mais discordância que concordância. Seus métodos, objetivos e objetos distinguem-se na medida em que há algo como um pano de fundo demarcando fronteiras extensas, as concepções sobre a verdade, presentes nessas duas fases. Deste modo, utilizo para análise, além de alguns trabalhos representativos de James e textos de comentadores de época, outros mais recentes, bem como os de personagens que influenciaram marcantemente a obra pragmática jamesiana como Peirce e Dewey.

William James, filósofo, psicólogo e médico dos mais marcantes da Cultura Ocidental na virada do século XX, é um daqueles personagens controvertidos, sobre o qual se costuma afirmar as coisas mais contraditórias, suscitar a defesa das teses mais monistas sobre o desenvolvimento filogenético de nossa raça, ou àquelas mais pluralistas sobre a existência das verdades, para citar apenas um exemplo. Segundo Rorty (1992A), tanto ele quanto Dewey e Peirce possuíam uma dupla face que os faziam tentar romper para a face do campo científico e filosófico, com a hegemonia da ciência positiva sobre as formas do co­nhecimento humano. Por outro lado, quando o debate se dava no seio da sociedade mais ampla esta prioridade se invertia, o ataque era contra códigos morais cristalizados, que não permitiam o avanço do pensamento. Portanto, ora se privilegiava a busca de grandes fatos, ora se ques­tionava esta possibilidade sem que estes fossem banhados por um mar de crença.

Trata-se de uma escolha - eleger uma ou outra destas possibilidades.

Quanto ao tema a que me proponho destrinchar neste artigo, ele me parece deixar à mostra, de forma contun­dente, esta realidade. De um lado, temos a presença de emoções corporalmente determinadas, universais, marca da história naturalizada destes seres tão enigmáticos. De outro, temos verdades plurais que não apresentam versão definitiva e derradeira e que não funcionam como expli­cação de nenhum comportamento, sendo apenas um acon­tecimento da linguagem levando a conseqüências práticas poderosas. O nosso objetivo central é trazer ao conheci­mento dos psiquiatras, psicólogos e psicanalistas, as prin­cipais formulações e contradições de um autor que se torna cada vez mais referência para aqueles que se pro­põem a refletir sobre as teorias de verdade implícitas em suas práticas.



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