O estresse no ciclismo / mountain bike



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Encontro21.05.2018
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O ESTRESSE NO CICLISMO / MOUNTAIN BIKE
Prof.Ms.Franco Noce

Coordenador do Laboratório de Psicologia do Esporte – UNIBH

Doutorando em Psicobiologia – UNIFESP

Prof. Ms. Reginaldo Gonçalves

Mestre em Treinamento Esportivo - UFMG

Treinador de Ciclismo e Mountain Bike

reginaldociclismo@hotmail.com

No esporte competitivo, as situações que se apresentam aos atletas antes e durante a competição podem gerar estresse. Neste sentido a psicologia do esporte vem tentando estudar a fundo estas situações no intuito de minimizar os efeitos do estresse e otimizar a performance dos atletas.


O estresse pode ser entendido como qualquer condição ou situação (pessoal ou ambiental) que pode gerar uma carga psicofísica provocando no organismo reações específicas de defesa. Do ponto de vista psicológico, o estresse é gerado a partir da percepção subjetiva do atleta frente a uma situação potencialmente estressora (ver figura 1).

Figura 1: Modelo de estresse psicológico
Impedir a manifestação de uma reação de estresse (p.ex: nervosismo excessivo, reações psico-vegetativas, dor de cabeça, sudorese extrema,irritabilidade), por parte do atleta, dependerá dos recursos que o mesmo possui para lidar com as diferentes fontes de estresse, além das qualidades pessoais e das experiências passadas.
Atletas bem preparados podem perceber determinada situação como desafio, aumentando o rendimento, enquanto que atletas menos experientes podem reagir de forma negativa, entendendo a situação como negativa, prejudicando o bem-estar físico, psicológico e social, com isso provocando altos níveis de estresse e reduzindo o desempenho.
Além disto, pode-se ilustrar como exemplo os seguintes fatores intrínsecos (pessoais) e extrínsecos(ambientais) que podem afetar o atleta de ciclismo/mountain bike:
Fatores Intrínsecos

Sentir-se destreinado; medo da presença de adversários mais fortes; lesões; estar doente (gripado por ex.); sentir-se pouco apto geneticamente a competir neste nível; medo de quedas, etc.


Fatores Extrínsecos

Percurso muito técnico; percurso muito exigente em termos de condicionamento físico; percurso perigoso devido a chuva; bicicleta pesada ou inadequada; bicicleta com defeitos ou com possibilidades de estragar/furar pneu; muitos competidores largando juntos; calor excessivo; atitudes desonestas dos adversários, etc.


Para evitar os efeitos negativos do estresse, tanto o controle das condições como o controle dos sintomas podem ser aplicados (ver figura 2).
No caso da auto-regulação, o próprio atleta aplicará diferentes técnicas ou medidas cognitivas ou comportamentais nas diferentes situações.
No caso da regulação externa, os procedimentos são executados pelo treinador ou por outro componente da equipe.

Figura 2: Modelo de controle das condições e sintomas do estresse na competição


Assim, para se ter um bom desempenho nas competições recomenda-se ao atleta:

  • Aprender técnicas de controle de estresse (relaxamento, pensamento positivo).

  • Simular no treinamento situação de competição introduzindo fatores de estresse (carga física, pressão psicológica, pressão de outro atleta da equipe) a fim de se preparar para situações críticas.

  • Evitar sobrecarga e excesso de treinamento. Aplicar técnicas de relaxamento e recuperação durante e após o treino.

  • Transformar fatores negativos, antes e durante a competição, em fatores positivos através do pensamento positivo.

  • Aprender a cooperar e trabalhar em equipe.

  • Se julgar necessário, busque ajuda especializada.



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