O entendimento de avaliaçÃo nos


A Pedagogia racional-tecnológica



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A Pedagogia racional-tecnológica

O conceito de empregabilidade da sociedade contemporânea está fortemente atrelado às imposições do modo de produção da sociedade e da própria concepção de desenvolvimento que é difundido pelo estilo vida globalizado. Nunca o homem teve que se adequar tanto à lógica do mercado para ter as oportunidades de uma vida mais digna. De acordo com Castells apud Ramos (2006, p. 211-12) "a divisão social fundamental desta era seria a fragmentação interna da mão-de-obra entre produtores informacionais ou auto-programáveis e trabalhadores genéricos substituíveis". A educação, neste contexto, assume um papel de transmissora de conhecimentos que levem ao estabelecimento de habilidades, conforme as exigências momentâneas do mercado.


Parece ficar claro que a Economia da Educação e a Teoria do Capital Humano foram norteadoras das ações e políticas educacionais, cujos frutos são profissionais formados mediante currículos científicos que viriam a compor o terceiro insumo ou fator de produção, integrados às máquinas e matéria prima dos processos produtivos. Esta lógica de integração seria mediada pela escolarização/profissionalização. Entretanto, com as transformações económicas, políticas, sociais e culturais na década de 1970, modificam-se substancialmente o sentido dessa integração econômica fundada no emprego e na crença da relação linear entre escolaridade-formação-emprego. (RAMOS, 2006, p. 278).
Portanto, podemos dizer que a corrente racional-tecnológica é uma prática pedagógica que forma cidadãos para o sistema produtivo, adaptando-os ao interesses institucionais e regulando-os pelo discurso institucional. Para Libâneo (2005, p.30):
Diferentemente do cunho acadêmico da pedagogia tradicional, a corrente racional-tecnológica busca seu fundamento na racionalidade técnica e instrumental, visando a desenvolver habilidades e destrezas para formar o técnico. Metodologicamente, caracteriza-se pela introdução de técnicas mais refinadas de transmissão de conhecimentos incluindo os computadores, as mídias. Uma derivação dessa concepção é o currículo por competências, na perspectiva economicista, em que a organização curricular resulta de objetivos assentados em habilidades e destrezas a serem dominados pêlos alunos no percurso de formação.
Logo, ao pensarmos um processo de avaliação escolar de cunho racional-tecnológico estaremos em defesa da formação de indivíduos com competências específicas dentro da cadeia produtiva, instruídos para ‘o fazer’ e para o ‘ensinar a fazer’, seja na perspectiva da mão-de-obra ou para fazer parte da elite que reproduzirá os interesses do sistema reprodutivo, realimentando-o. O bom aluno passa a ser aquele que demonstra raciocínio lógico e rápido, que é capaz processar e se adaptar rapidamente as mudanças decorrentes do desenvolvimento tecnológico e científico, e que, encontra rapidamente os caminhos que levam à aceleração do crescimento e ao incremento dos meios de produção.






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