O entendimento de avaliaçÃo nos



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5 CONCLUSÃO
Entendemos que todas as atividades avaliativas visam diagnosticar como o processo educacional tem concorrido para o desenvolvimento das capacidades intelectuais, sociais, morais etc, considerando os seus principais participantes como sendo a escola, os professores e os alunos. Ao longo da história tem havido alguns desatinos sobre como tornar a avaliação uma atividade realmente contributiva para o processo educacional. “O importante não ‘é fazer como se’ cada um houvesse aprendido, mas permitir a cada um aprender”. (Perrenoud, p. 165, 1999). Verificamos que ora dá-se ênfase aos aspectos quantitativos como a realização de provas e atribuição de notas e ora dá-se maior valor aos aspectos qualitativos onde a subjetividade e a experiência anterior dos alunos também são consideradas. Com isso a prática da avaliação escolar tem sido predominantemente equivocada.

O entendimento correto de avaliação consiste em considerar a relação mútua entre os aspectos quantitativos e qualitativos. A escola cumpre uma função determinada socialmente a de introduzir as crianças e jovens no mundo da cultura e do trabalho; tal objetivo social não surge espontaneamente na experiência das crianças jovens, mas supõe as perspectivas traçadas pela sociedade e um controle por parte do professor. Por ouro lado, a relação pedagógica requer a interdependência entre influências externas e condições internas dos alunos; o professor deve organizar o ensino, mas o seu objetivo é o desenvolvimento autônomo e independente dos alunos. Deste modo, a quantificação deve transformar-se em qualificação, isto é, numa apreciação qualitativa dos resultados verificados. (LIBÂNEO, 1994, p.199).


A dicotomia das abordagens da avaliação tem sido uma característica notória ao longo da historia das práticas avaliativas. Na Idade Clássica tivemos entre os métodos naturalistas e humanistas. Na Idade Moderna o humanismo cristão teve como contrapartida o humanismo pagão que culminou com as pedagogias tradicionais e críticas. E, no pós-moderno, estamos vivendo as pedagogias de cunho sócio-cultural-críticas e as pedagogias racionais, entre outras. O fato é que, apesar da relação pedagógica ser uma atividade relativamente arbitrária das instituições escolares, ou nos solidarizamos com o resgate da dignidade humana, onde o sujeito histórico influencia na organização do currículo, e têm espaço para refletir, agir comunicativamente e participar das transformações, ou nos colocamos a mercê do sistema ideológico dominante, conformados e confiantes nos discursos da democracia representativa atual.



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