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A teoria da ação comunicativa de Habermas



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A teoria da ação comunicativa de Habermas

O que está posto nas teorias de Habermas é a reconstrução das teorias de Marx, Weber, Mead e outros da Escola de Frankfurt. Busca-se a compreensão da evolução social enquanto processo duplo de alienação e relações sociais de poder definidas por interesses distintos de diferentes grupos sociais. Habermas realmente avança quando propõe a expansão de um processo de reflexão e aprendizagem ético e capaz de criar uma cultura de desenvolvimento do potencial emancipação social individual e coletiva desprovida dos aspectos reprodutores da racionalização instrumental. Habermas vê na racionalização da sociedade moderna, um potencial para a emancipação humana, obviamente sem as certezas e otimismos do que é progresso na visão da ciência moderna e da economia capitalista. (BANNEL, 2006).


Para Bannel, a aplicação do pensamento de Habermas para a prática pedagógica na escola é um caminho cheio de armadilhas e dificuldades. Mesmo assim, a escola é entendida como o espaço de formação adequado para apropriação das teorias de Habermas considerando a emergência de uma nova racionalidade, que favoreça a reconstrução da sociedade e a reinvenção da cultura. Nessa perspectiva, a ação comunicativa, ao ser desenvolvida sistematicamente, coincide com os objetivos de uma educação que visa à formação de indivíduos críticos e participativos. Acreditamos que o valor pedagógico das teorias de Habermas está na base de fundamentação dos objetivos educacionais, ou seja, na possibilidade do desenvolvimento da capacidade de diálogo (exercício do diálogo), da competência comunicativa entendida, pelo teórico, como o centro das decisões comunitárias. (HABERMAS, 1999).
A preocupação no âmbito escolar se reside na formação de cidadãos críticos e participativos capazes de identificar e interferir nos mecanismos do sistema capitalista que asseguram sua manutenção. A legitimação da dominação pela institucionalização do conhecimento científico e técnico, simplesmente por propiciar o crescimento e/ou aperfeiçoamento das forças produtivas, não pode por si só criar um estado de acomodação social de que tudo está bem sem que haja uma ‘ação comunicativa’. Para Habermas (1999), os problemas da modernidade, em grande parte estão na unilateralidade dos projetos de desenvolvimento da sociedade que definem os caminhos a serem percorridos por todos.
A obra de Habernas é rica em argumentos para defesa de uma escola que promova a emancipação das pessoas. Quando pensamos na racionalidade comunicativa estamos em defesa do homem contemporâneo, capaz de sentir, pensar e agir de forma potencialmente interativa, dialógica e comunicativa e contrapondo-se as atitudes de individualismo, de isolamento, de competição, de cálculo e de rendimento que estão na base dos problemas sociais. (BANNEL, 2006).
O que Habermas percebeu e que pode ser objeto de apropriação da escola, e que através do diálogo, o homem pode retomar o seu papel de sujeito. Através da linguagem podemos comunicar percepções e desejos, intenções, expectativas e pensamentos. Enfim, as condições sociais, a miséria, a fome, a corrupção, a violência, o sub-emprego, o desemprego etc., são resultado de um processo histórico e que, portanto, pode ser mudado pela própria sociedade.



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