O aprender do adulto: contribuições da teoria histórico-cultural



Baixar 22,06 Kb.
Página1/3
Encontro21.03.2018
Tamanho22,06 Kb.
  1   2   3



O APRENDER DO ADULTO: CONTRIBUIÇÕES DA TEORIA HISTÓRICO-CULTURAL
Mariângela Tostes Innocêncio

Universidade Federal de Juiz de Fora



INTRODUÇÃO
O presente pôster é parte de uma pesquisa de Mestrado em andamento na Universidade Federal de Juiz de Fora que pretende investigar de que maneira os gêneros que envolvem a argumentação podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem dos alunos da educação de jovens e adultos. Para isso realizou-se uma pesquisa qualitativa, de abordagem sócio histórica, balizada nos estudos e trabalhos de Bakhtin e Vygotsky. No trabalho em questão, faz-se a análise das contribuições da teoria histórico-cultural para a educação de jovens e adultos.

Os estudos acerca da psicologia da aprendizagem e desenvolvimento anteriores a Vygotsky traçavam um panorama pouco animador para os adultos. Era muito difundida a análise piagetiana que descrevia estágios universais idênticos para todas as crianças em função da idade, acreditando-se que os processos de desenvolvimento cognitivo davam-se apenas até a adolescência, que as crianças e os adolescentes cresciam e se desenvolviam, enquanto os adultos se estabilizavam e os velhos se deterioravam.

A partir da teoria do desenvolvimento cognitivo vygotskyana, apontou-se que o processo evolutivo continua na idade adulta e na velhice, constituindo-se essas fases etapas substantivas do desenvolvimento psicológico, já que compõem um processo que dura a vida toda.

A idade adulta é profícua em transformações e dá continuidade ao desenvolvimento psicológico do indivíduo. O desenvolvimento cognitivo do adulto relaciona aprendizagem, interação com o meio sócio-cultural e os processos de mediação. O adulto, geralmente, está inserido no mundo do trabalho e realiza relações interpessoais de caráter diverso das da criança e do adolescente. Traz consigo uma bagagem de experiências, conhecimentos acumulados e reflexões acerca do mundo externo, acerca de si mesmo e das outras pessoas. Não raramente, o adulto mostra maior capacidade de reflexão sobre o conhecimento e sobre seus próprios processos de aprendizagem.

Não se pode negar, porém, uma limitação na psicologia no que diz respeito às teorias do desenvolvimento que, na maioria das vezes, enfocam somente as crianças e adolescentes. Essa limitação parece ter ligação com o fato de as pesquisas em psicologia colocarem ênfase nos processos de origem biológica, buscando-se uma universalidade no que tange àquelas etapas em que tem sido dividida a vida humana: a infância, a adolescência, a idade adulta e a velhice. Dessa forma, para uma psicologia que busca explicações universais para o desenvolvimento humano, quanto mais jovens os indivíduos, mais similares se apresentam, já que, de certa forma, é mais fácil construir teoria para as etapas da vida em que os sujeitos humanos se encontram em uma fase mais próxima de sua origem animal, de sua determinação orgânica, sem tanto peso da cultura em sua constituição (OLIVEIRA, 2002 – p. 26).


: anteriores
anteriores -> Formação de professores e pesquisa: metodologias de participação, colaboração e autoformação
anteriores -> MediaçÃo da aprendizagem no ensino de psicologia de educaçÃo sob a perspectiva de reuven feuerstein: uma pesquisa-açÃo no curso normal nível médio
anteriores -> A influência da família na construçÃo da noçÃo de lucro na criança trabalhdora de rua de curitiba
anteriores -> EducaçÃo científica e atividade grupal na perspectiva sócio-histórica
anteriores -> As implicaçÕes das emoçÕES, dos afetos e dos sentimentos na prática pedagógica a partir da psicologia sócio-histórica
anteriores -> Referências bibliográficas
anteriores -> Da inovaçÃo técnica à inovaçÃo edificante: o ensino de Didática em questão
anteriores -> O estágio supervisionado na formaçÃo do(A) professor(A) de educaçÃo física
anteriores -> RepresentaçÕes de alfabetizaçÃo em discursos escolares: harmonia entre palavras proferidas e coisas feitas
anteriores -> As práticas cotidianas de alfabetizaçÃO: o que fazem os professores


Compartilhe com seus amigos:
  1   2   3


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal