O antepassado esquecido: Paul Otlet



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O antepassado esquecido: Paul Otlet

por Alex Wright


tradução de Moreno Barros

Em uma tarde chuvosa de 1968, um jovem universitário australiano chamado Boyd Rayward entrou em um escritório vazio no Parque Leopold em Bruxelas, Bélgica. Dentro, ele descobriu “um escritório bagunçado, com cheiro de mofo e cheio de teias de aranha, com goteiras da chuva – e que um dia foi inundado – causando ao então responsável pela organização quase um ataque epilético”¹. Havia pilhas e pilhas de livros, arquivos e manuscritos empoeirados: os restos sobreviventes intelectuais de um estudioso aparentemente desorganizado.

O antigo morador, Paul Otlet, havia morrido cerca de vinte e cinco anos antes. Como bibliógrafo, pacifista e empreendedor, Otlet havia sido em seu auge, celebrado como um grande homem, aproveitando a companhia de premiados pelo Nobel e até mesmo exercendo um papel na formação da Liga das Nações. Até sua morte em 1944, ele havia vivido o suficiente para ver sua reputação se degradar à quase obscuridade, ver sua grande ambição falhar e sofrer a humilhação final, com os nazistas roubando e destruindo muitos dos seus trabalhos. Quando ele finalmente morreu alguns meses antes do final da guerra, poucas pessoas notaram.

Quem foi Paul Otlet? Conheça o avô esquecido da arquitetura da informação.






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