O alto nível de Inteligência como atributo na inclusão de alunos com sinais de altas habilidades/superdotados



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Introdução

As diversas pesquisas sobre dotação e talento avançam em múltiplos níveis de analise, quer social, cognitivo, psicométrico, neural, genético, dentre outros. Unindo-se esses níveis, somadas as imagens do cérebro in vivo ou in vitro, pode-se chegar a um entendimento mais concreto das variações individuais. Tal fato, conduz à uma reflexão permanente do conjunto de atividades a ser oferecido, institucionalmente, aos alunos que se diferenciam pela capacidade acima da média, de modo a sair do „ensaio e erro“ para um pratica educativa que se apoie na clarificação do construto e assim chegar a uma intervenção eficaz para o desenvolvimento do talento.

Segundo Bárbara Clark (1998, 2001), a superdotação é um conceito de fundo biológico que serve como definição para alto nível de inteligência e indica um desenvolvimento acelerado e avançado das funções do cérebro, incluindo a percepção física, emoções, cognição e intuição. Desenvolvimento que pode ser expresso por meio de altas habilidades, tais como as inerentes à cognição, à criatividade, à liderança e ao desempenho artístico, dentre outros. A canalização destas altas habilidades para a realização traduz-se, então, em talentos. Para esta pesquisadora, alunos talentosos se mostram bons pensadores, com profundo interesse pelo próprio rendimento, gostam de analisar e questionar o que lhes ensinam, examinar as novas informações, vão do concreto ao abstrato, diferenciando-se daqueles que não o são, mais pela forma como usam as suas habilidades cognitivas do que propriamente pelas habilidades que possuem.

Investigadores na área de inteligência e superdotação (Clark, 2007; Gagné, 2007; Howe, 1990; Treffert, 1989) vêm demonstrando que determinados atributos, captados pelo desempenho observável, são sinais para se inferir a existência de um potencial superior, assumido como uma aptidão natural ou de origem genética. Se ter aptidão é ter possibilidade, o talento seria a expressão fenotípica dessa possibilidade pela capacidade de operar, em um alto nível de habilidade e conhecimento, independente do QI, num determinado domínio de realização. Sob esta ótica, o talento não surge em um vazio interior (Landau, 1990), mas se manifesta no campo específico de interesse da pessoa, a partir da inteligência e da superdotação.

Podemos evidenciar em muitos estudos na área que a superdotação está intimamente relacionada à diversidade interindividual e, ao mesmo tempo, à identidade individual. O que dá identidade ao indivíduo? São, de alguma maneira, os próprios átomos que compõem o corpo? Depende sua identidade da eleição particular de elétrons, de prótons e de outras partículas que compõem esses átomos? Para Penrose (1996), o que diferencia é a maneira como estão dispostos seus constituintes e, não, a individualidade deles. As diferenças interindividuais têm sido uma indagação sempre presente na investigação psicológica. Para Colom (1998), a idéia de que as condutas influenciadas pela herança não se podem modificar, enquanto as condutas determinadas pelas condições ambientais se podem modificar sem problemas, não é mais aceita. Um dos temas em foco nas investigações é a influência hereditária e ambiental na inteligência, e, mais precisamente, nas diferenças intelectuais medidas pelos testes psicológicos.

Por muitos anos, as pesquisas sobre inteligência, quer como uma capacidade funcional da mente, composta por múltiplas funções, quer como múltiplas capacidades diferentes, ficaram restritas ao enfoque psicológico. O desenvolvimento das teorias cognitivas e das neurociências mostra que entre o estímulo e a resposta existe um comportamento mobilizado por um conjunto de processos e de células nervosas, respectivamente, que não pode ser descurado (Changeaux, 1985). A apreensão do mundo exterior e a resposta produzida dependem da organização interna do sistema nervoso e, nesse nível, devemos procurar também a explicação do comportamento cognitivo. A inteligência como cognição se relaciona a processos mentais que nos permitem reconhecer, aprender e recordar, como também, se refere a planejamento, resolução de problemas, julgamento e outras funções cognitivas superiores. Assim, inclui funções mentais como a atenção, memória, percepção, raciocínio, juízo, imaginação e outros processos que se fazem presentes no processamento cognitivo.






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