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REFERÊNCIAS - PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Educação Básica. Diretriz Curricular de Física



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REFERÊNCIAS

- PARANÁ, Secretaria de Estado da Educação. Superintendência de Educação. Departamento de Educação Básica. Diretriz Curricular de Física . Curitiba . 2008.


Física Em Seis Lições, Richard P. Feynman, 2004.
Física Quinta Edição, Paul A. Tipler& Gene Mosca, 2006.

- PPP, Colégio Estadual Osório Duque Estrada. Diamante do Sul - PR

- Regimento Escolar, Colégio Estadual Osório Duque Estrada. Diamante do Sul - PR
PROPOSTA PEDAGÓGICA CURRICULAR - GEOGRAFIA

HISTÓRICO

A geografia é uma das ciências mais antiga da história. Relata Sodré (1992), que foram os gregos que divulgaram conhecimentos sobre a superfície da terra. Heródoto não foi apenas o pai da geografia, foi também o primeiro que tratou de aspectos geográficos.

Segundo Sodré (1992, p.17) “os romanos eram conquistadores, mas deixaram os gregos submetidos ainda à primazia de acumular os conhecimentos geográficos”, Políbio descreveu as correntes que cavavam os vales; Possidônio mediu a profundidade do mar, Teofrasto relacionou a história das plantas com o clima, Agartácides estudou as tribos conforme suas dietas.

Como podemos observar na antiguidade, a geografia ficava vinculada a outras disciplinas: havia filósofos, historiadores, cientistas, que se referiam, secundariamente, os aspectos geográficos: esse conhecimento aparecia como tributário e desinteressante; advindo de outras áreas do conhecimento, científico ou não.

A geografia era carregada de lendas e mitos. Na geografia moderna, esses conhecimentos foram sendo sistematizados, conforme se desenvolvia o capitalismo, poisa intensa atividade comercial entre os gregos permitiu-lhes explorar e conhecer diferentes povos e lugares ao longo de suas viagens. Para Kozel&Filizola (1996, p.11) esse crescimento se deu conforme os interesses comerciais, ao lado do desejo de expansão da fé religiosa, que impulsionavam as navegações e aguçavam o espírito aventureiro de italianos, árabes e portugueses.

Foi no século XVII que a geografia se tornou importante sob o ponto de vista histórico. Estudiosos buscam explicação para esse conhecimento específico, como a obra de Bernhard, que foi o pioneiro em estudar os fenômenos da terra, a qual dividia em celeste, terrestre e humana.

Sodré (1992, p.110) comenta que “a confusão entre histórico e geográfico chegou até ao nosso tempo”. A disciplina tinha condições de emancipar-se no final do século XVIII, mas o problema da geografia, por um bom tempo, era ser conhecida como servidora da história. O outro problema seria a relação entre a natureza e o homem, o que persiste até os dias de hoje, na qual pode ser identificado entre geografia física e a humana.

A fundamentação da Geografia moderna está voltada para a geografia de passado, com Ritter e Humbolt, quando a geografia passou por sua história para chegar na modernidade, surgindo de um modelo cosmológico para um modelo geocêntrico, para que as instituições dominantes aceitassem as teorias. Conforme ressalta Gomes (1996, p.197) “geografia moderna foi à reutilização destes conhecimentos, ajustados às exigências do discurso científico”.

\ A Geografia passa a ter conceitos definido, quando surge a relação humana e natureza, completando um século de existência. Como Ciência, a Geografia estuda as relações entre o homem e a natureza, o processo de apropriação e de organização do espaço natural pela sociedade, vinculado ao conhecimento da natureza e dos diversos ramos científicos formando uma unidade.

Conceitos de Geografia vão se tornando disciplinas, conforme vão surgindo às viagens geográficas, as reuniões e os congressos, ampliando aos conhecimentos geográficos.

Nesse contexto, percebesse que o ensino da Geografia busca livrar-se de paradigmas adquiridos dentro do positivismo clássico, tentando repensar sua prática metodológica, numa relação pedagógica tradicional: professor e criança relacionam-se com os sistemas ideológicos constituídos palavras alheias como palavras que devem ser apreendidas independentemente de sua persuasão interior. Para Calai (1992, p.12), A geografia tem instrumental teórico capaz de dar conta da explicação da sociedade expressa, quer dizer, concretizada em um espaço construído, do qual resulta uma paisagem. Esse território cheio de vida, de movimento da sociedade, precisa ser compreendido, precisa ser analisado e interpretado. O ensino da geografia na escola exige, para que seja eficaz clareza nos seus pressupostos, atenção a ciência, ao conteúdo e a dimensão pedagógica para contribuir na construção de uma identidade da educação geográfica.

A análise acerca do ensino de Geografia começa pela compreensão do seu objeto de estudo. Muitos foram os objetos da Geografia antes de se ter algum consenso, sempre relativo, em torno da ideia de que o espaço geográfico é o foco da análise. Entretanto, a expressão espaço geográfico, bem como os conceitos básicos da Geografia – lugar, paisagem, região, território, natureza, sociedade – não se auto explicam. Ao contrário, são termos que exigem esclarecimentos, pois, a depender do fundamento teórico a que se vinculam, refletem posições filosóficas e políticas distintas.

No esforço de conceituar o objeto de estudo, de especificar os conceitos básicos e de entender e agir sobre o espaço geográfico, os geógrafos de diferentes correntes de pensamentos se especializaram, percorreram caminhos e métodos de pesquisas diferentes, de modo que evidenciaram e, em alguns momentos, aprofundaram a dicotomia Geografia Física e Geografia Humana.

Essa dicotomia permanece até hoje em alguns currículos universitários, assim como em algumas práticas escolares. Diante disso, propõe-se um trabalho conjunto que vise superar a dicotomia entre Geografia Física e Humana, parte do construto histórico com o qual os professores de Geografia convivem pedagógica e teoricamente há muito tempo.

Nas Diretrizes Curriculares do Paraná, o objeto de estudo da Geografia é o espaço geográfico, entendido como o espaço produzido e apropriado pela sociedade (LEFEBVRE, 1974), composto pela inter-relação entre sistemas de objetos – naturais, O espaço é formado por um conjunto indissociável, solidário e também contraditório, de sistemas de objetos e sistemas de ações, não considerados isoladamente, mas como o quadro único no qual a história se dá. No começo era a natureza selvagem, formada por objetos naturais, que ao longo da história vão sendo substituídos por objetos técnicos, mecanizados e, depois, cibernéticos, fazendo com que a natureza artificial tenda a funcionar como uma máquina (SANTOS, 1996, p. 51).Culturais e técnicos – e sistemas de ações – relações sociais, culturais, políticas e econômicas (SANTOS, 1996).



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