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BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR



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7 BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

FRITZEN, S. J. Exercícios práticos de dinâmicas de grupo. 17. ed. Petrópolis: Vozes, 1981. 2 v.

MARTINS, J. do P. Princípios e métodos de orientação educacional. São Paulo: Atlas, 1992.

MILITÃO, R.; MILITÃO, A. S.O.S.: dinâmica de grupo. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2003.

PICHON-RIVIÈRE, E. Teoria do vínculo. São Paulo: M. Fontes, 1991.

ROMAÑA, M. A. Psicodrama pedagógico: método educacional psicodramático. 2. ed. Campinas: Papirus, 1987.

INTRODUÇÃO

O conhecimento da psicopedagogia está cada vez mais próximo dos educadores preocupados com a inovação na ação pedagógica. Porém, é sempre importante, ao iniciar um estudo sobre os diferentes âmbitos de atuação da psicopedagogia, retornar a sua conceituação enquanto campo de atuação. Portanto, por mais que o objetivo seja o aprofundamento da psicopedagogia na instituição educacional, é importante que apresentemos uma visão ampla sobre essa área.

A psicopedagogia desenvolve seus estudos, concretizando seu corpo teórico e aprimorando seus instrumentos, para compreender de forma cada vez mais precisa o processo de aquisição do conhecimento pelo ser humano. A exigência de uma ressignificação do saber sobre a aprendizagem requer do estudioso um aprofundamento em teorias que deem conta de um ser humano que se relaciona com um mundo em constante movimento.

Hoje em dia o ser cognoscente é visto como um ser totalmente inserido em um contexto, que lhe permite infindáveis aprendizagens, nos diferentes âmbitos da sociedade.

No que se refere às visões sobre seu objeto de estudo, a história da psicopedagogia nos mostra como diferentes momentos históricos, por mais absurdos que pareçam, tiveram importância para que hoje pudéssemos ter uma compreensão ampliada do processo de aprender, que vai muito além da aplicação da psicologia à pedagogia.

O status interdisciplinar da psicopedagogia requer do pro­fissio­nal dessa área um aprofundamento em áreas de estudo que antes pareciam distantes das explicações que se buscavam para as dificuldades encontradas no processo de aprendizagem, bem como requer uma transformação que vai além da configuração do papel profissional do psicopedagogo, atingindo níveis de sua estrutura afetiva, cognitiva e social.

O alicerce da prática psicopedagógica não é formado apenas pelo conhecimento teórico sobre psicologia da aprendizagem, psicologia genética, teorias da personalidade, pedagogia, fundamentos da biologia, linguística, psicologia social, filosofia, ciências neurocognitivas, mas principalmente pela capacidade de articular estes conhecimentos e manter o compromisso ético e social na prática e na investigação científica do processo de aprendizagem.

A proposta de aprender o “aprender do outro” não se concretiza se o profissional da psicopedagogia não escutar e olhar clinicamente seu próprio aprender, atos que, para Alícia Fernandez, citada por Nádia Bossa1, configuram a atitude psicopedagógica.

Segundo Bossa2, o termo psicopedagogia distingue-se em três conotações: como uma prática, como um campo de investigação do ato de aprender e como um saber científico. É importante que se tente entender a psicopedagogia como uma área que vem, ao longo de sua história, criando um corpo teórico próprio, sistematizando instrumentos capazes de dar conta de suas investigações, não se propondo a especializar um profissional dando a ele parte do que lhe falta, mas fornecendo-lhe um novo olhar para caminhos já percorridos.

Portanto, no decorrer deste livro serão disponibilizados diferentes aspectos que permitirão, ao profissional que busca assu­mir uma nova postura frente ao aprender do ser humano, refletir e ao mesmo tempo se instrumentalizar, principalmente com relação à atuação institucional.






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