Nota sobre a autora


A relação família e escola



Baixar 0,76 Mb.
Página27/48
Encontro04.03.2018
Tamanho0,76 Mb.
1   ...   23   24   25   26   27   28   29   30   ...   48
3.4.3 A relação família e escola

Não é de hoje que a instituição educacional vem adquirindo status de socializadora e responsável por grande parte do desenvolvimento e da aquisição de condutas e atitudes necessárias à sobrevivência social do sujeito.

Portanto, o desenvolvimento de um comportamento social adequado não é mais objetivo somente da família. A escola muitas vezes fornece maiores subsídios ao sujeito para que desenvolva comportamentos aceitáveis pela própria natureza da ambientação grupal.

Esse fato foi se constituindo com base na crescente necessidade das famílias em matricular seus filhos em instituições educacionais que ofereçam um espaço educativo preocupado com a formação integral do sujeito. A família contemporânea tem exigido da escola uma responsabilidade que vai além da escolarização e sistematização dos conteúdos.

Os sistemas extrafamiliares passaram, dessa forma, a influenciar significativamente a vida do ser humano, pois as crianças permanecem um bom tempo de suas vidas na escola. Em contrapartida, a família passou a exigir mais qualidade e competência da instituição educacional na formação de seus filhos para a complexidade da vida, o que acabou gerando fronteiras tênues, frágeis e às vezes bastante rígidas entre esses dois sistemas. Dessa forma, a relação saudável entre família e escola é de fundamental importância para evitar que o educando seja prejudicado.

Dessa forma, é primordial que o educando perceba a confiança que a família deposita na escola. Para isso, os pais devem demonstrar tranquilidade em deixá-lo naquela instituição e valorizar suas aquisições e avanços. Além disso, o sucesso escolar do educando não pode estar vinculado ao sucesso de seus pais, a ponto de estes indicarem o quão competentes têm sido.

À escola compete criar um contexto institucional favorável à aprendizagem, em que se observe uma interação instrutiva e o desenvolvimento de competências. A criação de uma relação dialógica entre família e escola, em que haja aceitação de princípios de ambas as partes, favorece que esses sistemas constituam fronteiras flexíveis, em que as trocas resultem em um movimento de transformação mútua, sem necessidade de definir causas nem procurar culpas.

Segundo Bassedas et al.22, “A angústia e a ansiedade de pais e professores interferem na relação e a criança sente-se prejudicada”. O psicopedagogo, por sua vez, pode ajudar as partes implicadas a despirem-se de culpa e analisarem de forma mais objetiva o que está ocorrendo. É preciso fazer um trabalho de aproximação dos dois sistemas, ajudar a buscar canais mais fluidos de comunicação e colaboração para planejar e estabelecer compromissos e acordos mínimos que levem ao fim do bloqueio criado nessa situação.

Para finalizar essas reflexões sobre a relação família e escola, podemos pensar no papel da escola enquanto transmissora de valores e significados que determinam uma cultura, bem como responsável pela escolarização. Ela possui uma dinâmica própria que a referencia enquanto espaço relacional, funcional, sistêmico e organizacional.

A família deve inserir-se no espaço do sistema escolar participando de seu cotidiano (normas, regras) e também propondo mudanças nessa dinâmica, pois a exigência da escola e as demandas da família podem entrar em confronto algumas vezes. O fato de a escola manter um padrão rígido em função de um aluno levará à manutenção do funcionamento familiar, o que pode caracterizar um dos obstáculos na aprendizagem, configurando um sintoma.

A escola deve estar preparada para novas configurações nas relações familiares, mobilizando-se para ressignificar a disfuncionalidade da família frente à dificuldade de aprendizagem. A participação da escola na família deve atualizar a possibilidade de ressignificar mitos relativos ao processo de construção do conhecimento.

As relações família e escola devem ser caracterizadas pelo esforço comum em prol do desenvolvimento do educando. A escola não deve manter o sintoma familiar, mas sim ­apropriar-se de mecanismos que favoreçam a transformação, o crescimento e a aprendizagem.

ATIVIDADES DE AUTOAVALIAÇÃO

Para as questões a seguir, marque a alternativa correta.

Qual proposta psicopedagógica caracteriza uma mudança na ação educativa?

Superar um posicionamento diferenciado.

Considerar a importância do poder do educador.

Priorizar a dimensão cognitiva.

Visualizar a importância do vínculo na relação ensino-aprendizagem.

Podemos considerar a família como um sistema aberto porque ela:

mantém seu equilíbrio com base nas trocas que estabelece com outros sistemas abertos.

não enfrenta situações que exigem mudanças.

é muito flexível.

tem normas regulamentais.

Uma relação saudável entre família e escola depende de:

a escola assumir uma função social mais efetiva.

a família exigir mais qualidade da escola.

os dois sistemas abrirem espaço para colaboração mútua.

mais reuniões de pais.

O que mais se relaciona com o termo intervenção ­psico­pe­dagógica?

Fornecimento de um modelo a ser seguido.

Uma ação que predetermina um movimento na aprendizagem.

Não prevê uma transformação.



Passível de acontecer sem o estabelecimento de vínculos.

São considerados recursos para a intervenção psicopedagógica:

Eoca e Eocmea.

Informe psicopedagógico.

Mostra, informação e alternativas múltiplas.

Pesquisa documental.



ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM




Compartilhe com seus amigos:
1   ...   23   24   25   26   27   28   29   30   ...   48


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal