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O QUE É INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA?



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3.2 O QUE É INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA?

Tomando como base as reflexões de Silvia Ancona-Lopez6, a palavra intervir prevê uma ação que predetermina um movimento. Alguém, numa atitude ativa, estabelece uma ligação com outro alguém e, assim, por estar habilitada, produz alguma transformação, que abrirá uma cadeia de ação para novas intervenções.

A intervenção psicopedagógica pressupõe essa ligação com objetivos muito claros, delineados pelo seu objeto de estudo, que é o processo de aprendizagem. Como intervir, então, para promover o aprender?

Se a psicopedagogia propõe que o próprio sujeito seja autor de sua aprendizagem, intervir nesse processo é criar mecanismos que contribuam para que o aprender do sujeito possibilite, num processo dialético, a transformação da realidade, bem como a transformação de si mesmo.

Pichon-Rivière7 apresenta um conceito de operatividade que pode nos referenciar sobre a ação interventiva do psicopedagogo. Ele propõe que operatividade seja a capacidade de agir por si, sem esperar que aquele que coordena dê os passos e as ­soluções para a realização de uma tarefa, mas que coordene usando o desenvolvimento da autonomia.

Na instituição educacional, o psicopedagogo, segundo Barbosa8, intervém com base em ações que se caracterizam por uma atitude operativa, com o objetivo de provocar no sujeito da aprendizagem a busca da operatividade, da resolução de um problema. Ele cria, mantém e fomenta a comunicação, para que os envolvidos possam se desenvolver progressivamente a ponto de se aproximar afetivamente da tarefa e realizá-la.

Visca9, teoricamente embasado pela epistemologia convergente, sugere que a atividade operativa do psicopedagogo tem como finalidade o movimento interno do sujeito em direção à aprendizagem. Para isso, o psicopedagogo deve estabelecer, na configuração da sua Ecro3 profissional, a capacidade de integrar a atitude operativa no seu modo de interagir com o mundo.

Dissociar instrumentalmente sua ação interventiva faz do psicopedagogo um profissional que, na instituição educacional, seja capaz de compreender horizontalmente o funcionamento de uma totalidade grupal, assim como verticalmente o indivíduo que se encontra nela inserido, considerando tanto a dinamicidade das situações quanto os problemas de adaptação que dela decorrem.

Barbosa10 sugere que “vivenciar a operatividade como aprendiz e como possibilitador de aprendizagem deveria fazer parte da formação de todos aqueles que ocupam o lugar de educador, sejam eles professores, pedagogos, psicopedagogos ou quaisquer outros profissionais que possuam em sua ação o objetivo de promover a realização e o aprender do outro”.




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