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O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL



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2.3 O DIAGNÓSTICO PSICOPEDAGÓGICO INSTITUCIONAL

Quando nos referimos ao diagnóstico psicopedagógico no âmbito da instituição nos referimos a um instrumento conceitual capaz de levar o psicopedagogo, segundo Barbosa13, “a construir um olhar e uma escuta diferenciada, voltada para o ensinar/aprender, que possibilite o conhecimento de sintomas, a análise dos mesmos e a busca de solução para os problemas estudados”.

O diagnóstico psicopedagógico deve ser entendido como uma dinâmica de relações que se estabelecem acerca do foco do diagnóstico e que deve ser entendida sistemicamente. O sintoma, que orienta o início da ação diagnóstica, é um sinalizador dessa dinâmica, comunicando a configuração que essa rede de relações está assumindo. Portanto, entender o fenômeno psicopedagógico envolvido no processo de ensinar e aprender requer uma compreensão das causas que coexistem com o sintoma. O diagnóstico objetiva essencialmente orientar para um processo interventivo que seja significativo para o sujeito ou instituição em questão, no sentido de potencialização da aprendizagem.

Segundo Marcos Lopes, citado por Walter Trinca et al.14, “A palavra diagnóstico origina-se do grego diagnostikós e significa discernimento, faculdade de conhecer, de ver através de”. De modo geral, as pessoas têm capacidade de diagnosticar um fenômeno, por observação e experiências próprias, usando o que não se pode chamar de senso comum.

A proposta do diagnóstico psicopedagógico baseia-se em pressupostos científicos que caracterizam a compreensão de um fenômeno, em que a realidade é significada com base no uso de conceitos, noções e teorias científicas.

Identificar o sintoma, conhecer o contexto, referenciar uma construção histórica e discernir aspectos, características e relações que compõem o todo configuram o que chamamos de processo. Este diferencia-se de uma ação pontual, pois trata-se de uma sequência de atuação que tende à transformação de uma situação inicial.

Portanto, o diagnóstico é muito mais do que uma coleta de dados, sobre a qual se organiza um raciocínio. Ele é um momento de transição, como um passaporte para a intervenção posterior. Usa de aproximação sucessiva para entrar em contato com seu objeto de estudo.

Mais uma vez nos reportaremos à epistemologia convergente, pois segundo Visca15, é necessário que exista um instrumento conceitual “capaz de representar os distintos estados do objeto sem que o mesmo perca sua unicidade”. Esse instrumento diz respeito à matriz de pensamento diagnóstico, sendo que sua prática é orientada por princípios que estabelecem a realização do diagnóstico.

Veremos inicialmente o conceito de matriz do pensamento diagnóstico e em seguida os instrumentos que o psicopedagogo utiliza para sua prática no âmbito da instituição.




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