Não posso exigir nada do filho dela



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NÃO POSSO EXIGIR NADA DO FILHO DELA” UM RELATO SOBRE A EDUCAÇÃO INCLUSIVA NO INTERIOR DO BRASIL

Introdução

Ao longo da história da humanidade a pessoa com deficiência tem sido vista e tratada pelas sociedades de formas distintas, na antiguidade as pessoas com limitações funcionais ou necessidades diferenciadas eram excluídas por meio de extermínio ou deixadas a própria sorte; na idade média, com o advento do cristianismo, e a noção de que todas as criaturas de Deus têm direito à vida, ela passou a ser suportada, porém vista como inferior, então ficava à margem da sociedade, somente no século XVIII surge a iniciativa de educar a pessoa com deficiência, pois entendiam que com estimulação direta seria possível obter algum resultado em relação à aprendizagem e à sua adequação dos comportamentos desejáveis, mesmo assim, ela era apartada do convívio familiar e encaminhada à espaços especiais para sua educação, de forma segregadora; em meados do século XX, o paradigma da institucionalização começa a ser criticado, visto que não supriam as necessidades educacionais tampouco preparavam as pessoas para o convivo em sociedade. Nessa época, sob uma perspectiva integradora, inicia-se um movimento na educação que visava a adequação do aluno com deficiência às normas sociais, mas sem apartá-la do ceio familiar; por fim, em 1994, a partir da Declaração de Salamanca realizada pela UNESCO, ficou explicito que os países que assinaram tal declaração devem proporcionar condições de igualdade para todas as pessoas pela inclusão social e, criar condições de acesso à educação em espaços não segregadores.

A educação inclusiva desde então tem sido amplamente discutida por diversos pesquisadores nacionais e internacionais (CASTRO, 1997; ARANHA, 2000; AVRAMIDIS; BAYLISS; BURDEN, 2000; MENDES, 2006), que indicam que em um contexto mundial, a proposta de inclusão passa a ter caráter prático e de necessária aplicação no campo educacional. A repercussão brasileira veio no artigo 208, da Constituição Federal de 1988, onde é recomendado que o ensino da criança com deficiência ocorra na rede regular de ensino. Para Bisol et al (2015, p. 241) “a partir da metade dos anos 1990, os professores das escolas regulares têm sido chamados a responder às propostas de inclusão de crianças e adolescentes com necessidades especiais em suas salas de aula”, para as autoras a busca pela qualidade de vida para todos ajudou a formatar no Brasil o paradigma da inclusão no final do século XX e início do século XXI, havendo, entretanto, um abismo o discurso científico e as práticas no dia a dia das escolas.

Nesse mesmo sentido alguns pesquisadores tem apontado diversas incompatibilidades entre a prescrição legal e a prática diária nas escolas brasileiras, (PAULON; FREITAS; PINHO, 2005; SANT’ANA, 2005; ANJOS; ANDRADE; PEREIRA, 2009; BISOL; SANGHERLIN; VALENTINI, 2015), entre outros problemas eles denunciam a ausência de suporte para implementação das políticas inclusivas; número elevado de crianças em sala de aula, falta de adaptações curriculares, dificuldade de comunicação entre a família e a escola, falta de recursos para a sustentação de práticas pedagógicas, falhas nos projetos políticos pedagógicos em na abrangência da dinamicidade e da diversidade e uma forte inclinação por parte dos agentes escolares em pensar a educação para a norma social e a consequente dificuldade em abranger as diferenças.



Método

A pesquisa foi realiza em uma escola do interior de Mato Grosso, no município de Novo Mundo de cuja população estimada em 2004 era de 6.046 habitantes e, ocupa uma área de 5811,35 km². O gráfico abaixo mostra a evolução do índice de desenvolvimento humano do município e compara IDH renda com IDH longevidade e IDH educação.



No caso do IDH educação do município, em 2010, 38,41% da população com 18 anos ou mais, possuía ensino fundamental completo; 92,53% da população com idade entre 5 a 6 anos estava frequentando a escola; 81,22 % com idade entre 11 e 13 anos estava frequentando os anos finais do ensino fundamental; 60,06% com idade entre 15 a 17 possuía ensino fundamental completo e; 49,40% com idade entre 18 a 20 anos possuía ensino médio completo. Em relação aos dois gráficos que seguem, o primeiro apresentam a evolução do fluxo escolar por faixa etária no município de Novo Mundo de 1991 até o ano de 2010 e, o segundo apresenta o fluxo escolar de Novo Mundo, exclusivamente em 2010 e compara com a realidade mato-grossense e brasileira.







Contribuiu para este etudo uma professora do ensino fundamental de uma escola estadual localzida no municipio de Novo Mundo em Mato-Grosso. A professora é formada em Pedagogia e exerce essa função há cinco anos. Para a coleta de dados foi realizada uma entrevista semiestruturada no sentido de verificar como a professsora estabelece sua prática no contexto da educação inclusiva, a entrevista foi gravada, transcrita e, posteriormente entregue à professora para que ela pudesse realizar as correções que julgasse necessárias. Para confrontar as informações prestadas pela professora foi realizada uma pesquisa emptirica. A professpra trabalha no ensino fundamental sendo que seus alunos têm entre 10 e 12 anos, entre esses alunos um tem um laudo médico em é identificado como portador de transtorno de déficite de atenção com hiperatividade – TDAH, é sobre esse aluno que a professora fala em toda a entrevista.






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