Não agora a coisa é séria



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Não... agora a coisa é séria”: Fecundidade na adolescência e juventude na perspectiva masculina em Belo Horizonte e Região Metropolitana, Brasil

Resumo

O objetivo deste trabalho é entender os impactos da fecundidade ocorrida na adolescência e juventude sobre a vida de homens residentes em Belo Horizonte e na Região Metropolitana. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com vinte e dois homens entre 21 e 30 anos, que foram pais pela primeira vez na adolescência (entre 15 e 19 anos) ou na juventude (entre 20 e 24 anos). As conversas possibilitaram uma aproximação retrospectiva das trajetórias desses pais, englobando desde o momento do início do relacionamento com a mãe da criança, passando pela notícia da gravidez e a reação das famílias, e chegando à paternidade propriamente dita, tendo em vista o cuidado, envolvimento e convívio atual com o(s) filho(s). Os resultados sugerem que não houve diferença entre os pais que tiveram seus filhos na adolescência e aqueles que tiveram na juventude quanto à reação à notícia da gravidez. A maior parte dos entrevistados fala em “choque” e “susto”. Ao serem questionados sobre como receberiam a mesma notícia hoje, alguns pais afirmaram que, na condição de um filho planejado, a reação seria “mais tranquila” e menos impactante que no passado. No que tange à decisão de morar juntos após a notícia da gravidez, não houve diferença entre os pais que tiveram seus filhos na adolescência e entre aqueles que tiveram na juventude. No entanto, mais pais jovens do que pais adolescentes permanecem com as mães de seus filhos. Ao serem indagados sobre o desejo por ter mais filhos, apenas três entrevistados afirmaram não desejarem mais filhos – um tem 3 filhos, um tem 2 filhos e um tem 1 filho. Assim, dos vinte e dois entrevistados, somente um pretende ter apenas 1 filho, contribuindo para que, ao menos neste pequeno e seletivo grupo, a fecundidade se aproxime do nível de reposição. Quando falam da fecundidade de seus filhos e filhas, os pais falam de erro, de “hora certa”, de momento certo, de fases que devem ser cumpridas antes de ter um filho – estudo, trabalho e casamento. O significado de ser pai está fortemente associado ao termo “responsabilidade”, que também aparece nas falas dos entrevistados como uma característica da vida adulta. Além da responsabilidade, ser pai está ligado a “estar presente”, “educar”, dar “carinho” e “afeto”, indicando mudanças na percepção da figura do pai em relação ao passado, mas sem deixar de lado o papel tradicional do pai provedor, que “sustenta a casa e o filho”.






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