Microsoft Word protocolo de vinculaãÃo da gestante final doc



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Informações gerais:

Diante de uma paciente grávida, que tenha níveis pressóricos elevados, é muito importante a detecção do período da gravidez em que seus níveis pressóricos se elevaram e a presença ou não de proteinúria, quantificando-a e determinando o período da gravidez em que apareceu.

Deve-se respeitar o período de organogênese para as drogas conhecidas, e nunca usar os inibidores da enzima de conversão da angiotensina (inibidores da ECA-captopril, enalapril, lisinopril etc) e os bloqueadores do receptor AT1 por seus efeitos deletérios sobre a saúde fetal (má formação, crescimento intrauterino restrito– CIUR, depressão respiratória, falência renal e hipoplasia craniana).

Reconhecer o comportamento da pressão arterial de acordo com os trimestres Gestacionais:



  • No segundo trimestre há uma queda fisiológica;

  • No terceiro trimestre há retorno aos valores do primeiro trimestre. Reconhecer o comportamento circadiano da pressão arterial, com a queda. Fisiológica da pressão arterial durante o período do sono.

Valorizar sempre a pressão arterial de repouso da gestante.

Sempre atuar sobre a crise hipertensiva, evitando desse modo, o acidente Vascular cerebral. Níveis acima de 170/110 mmHg são extremamente danosos Para a circulação cerebral materna.

Usar a medicação que conheça bem, do ponto de vista de seu mecanismo de ação, efeitos esperados e de seus efeitos adversos.

Utilizar somente em situações de risco materno o nitroprussiato de sódio, pela potencial intoxicação cianídrica do feto.

Usar diurético somente na gestante com hipertensão crônica ou em caso de edema pulmonar, não devendo ser utilizado na pré-eclâmpsia, por já haver diminuição de volume.

A crise hipertensiva deve ser tratada com:



  • Um agente que tenha ação rápida;

  • Seja de fácil manuseio;

  • Que leve a um decréscimo lento e progressivo dos níveis pressóricos;

  • Que reduza o trabalho cardíaco;

  • Possua a capacidade de reverter a vasoconstricção útero-placentária, diminuindo ao mínimo os efeitos adversos para a mãe e o feto.

Não existe até o momento um consenso sobre o benefício do tratamento farmacológico da hipertensão estágio 1 na gravidez. As IV Diretrizes Brasileiras de Hipertensão preconizam que, diante de valores pressóricos ≥160/100mmHg, devemos iniciar o tratamento farmacológico.

As Diretrizes Européias estabeleceram valores não só para o início do tratamento, que são a partir de 150/95 mmHg, como também valores diante dos quais caracterize emergência hipertensiva, que são ≥170/110 mmHg, recomendando nestes casos a internação da paciente

Tratamento medicamentoso por via oral:

Em relação ao fármaco a ser utilizado, a metildopa é o preferencial em monoterapia, não por ser mais eficaz, mas pelo fato de ser mais seguro, já que

é a única classe de fármaco que esteve envolvida em um estudo clínico para verificação da evolução fetal há 25 anos.

Outras classes podem ser utilizadas, como os betabloqueadores, os antagonistas dos canais de cálcio e diuréticos, sendo os inibidores da ECA e os bloqueadores dos receptores da angiotensina II, como foi relatado, contraindicados.

Apesar da existência de poucos estudos clínicos sobre o manuseio da hipertensão arterial na gravidez, a clínica nos mostra que é possível atingir as metas pressóricas preconizadas atualmente de <140/90 mmHg, mesmo diante de pacientes estágio III, com os fármacos disponíveis, desde que haja adesão por parte do paciente, levando o parto a termo, proporcionando o nascimento de um feto saudável.




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