Microsoft Word protocolo de vinculaãÃo da gestante final doc



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ATENÇÃO: Para o diagnóstico da sífilis, devem ser utilizados: Um dos testes treponêmicos (ex: teste rápido ou FTA- Abs ou TPHA ou EQL ou ELISA) e MAIS um dos testes não treponêmicos (ex: VDRL ou RPR ou TRUST). A ordem de realização fica a critério do serviço de saúde. Quando o teste rápido for utilizado como triagem, nos casos reagentes, uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para realização de um teste não treponêmico. Em caso de gestante, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste reagente, treponênico ou não treponêmico, sem aguardar o resultado do segundo teste.

A penicilina é o medicamento de escolha para o tratamento da sífilis, e as recomendações para a sua utilização constam no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) produzido pelo Ministério da Saúde e publicado em 2016.



Observação: as gestantes devem ser seguidas em intervalos mais curtos, mensalmente, para serem avaliadas com teste não treponêmico, considerando a detecção de possível indicação de retratamento (quando houver elevação de títulos dos testes não treponêmicos em duas diluições (em relação ao último exame realizado), devido à possibilidade de falha terapêutica.

Outros exames



Ultrassom obstétrico



Solicitados pela equipe da UBS ou pelo Centro de Referência Municipal:

  • Situação ideal: US entre 11 e 13 semanas para datação e entre 18 e 22 semanas de gestação para avaliação de morfologia fetal.

  • Situação mínima: US entre 18 e 22 semanas para datação e avaliação de morfologia fetal.

Ultrassom obstétrico com doppler




De acordo com a avaliação clínica

Cardiotocografianteparto




De acordo com a avaliação clínica

ECG




De acordo com a avaliação clínica

Ecocardiogramas materno e fetal




De acordo com a avaliação clínica

Medicamentos profiláticos



Ácido fólico Sulfato ferroso



Ácido fólico - início pré-concepcional até a 14ª semana de gravidez

para redução de risco de defeito de tubo neural fetal.



  • Ácido fólico para prevenção de anemia materna até o final da gestação.

  • Sulfato ferroso profilático: a partir do 5º mês até o final da gestação.

  • Sulfato ferroso terapêutico nos casos de anemia materna em qualquer época da gestação

Imunização


Dupla adulto (dT) e/ou dT pa tipo adulto


dT: difteria e tétano

dTpa: difteria, tétano e coqueluche



Gestantes NÃO vacinadas previamente: administrar duas doses de vacinas contendo toxoides tetânico e diftérico e uma dose contendo os componentes difteria, tétano e coqueluche com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias - administrar duas doses de dT e uma de dTpa (preferencialmente entre 27ª e 36ª semanas de gestação);

Gestantes vacinadas com uma dose de dT: administrar uma dose de dT e uma dose de dTpa (entre 27ª e 36ª semanas de gestação) com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de



30 dias;

  • Gestantes vacinadas com duas doses de dT: administrar uma dose da dTpa na 27ª a 36ª semanas de gestação;

  • Gestantes vacinadas com três doses de dT: administrar uma dose de dTpa na 27ª a 36ª semanas de gestação;

  • Gestantes vacinadas com três doses de dT e com dose de reforço há menos de cinco anos: administrar uma dose de dTpa na 27ª a 36ª semanas de gestação;

  • Gestantes vacinadas com três doses de dT e com dose de reforço há mais de cinco anos e menos de 10 anos: administrar uma dose de dTpa na 27ª a 36ª semanas de gestação;

  • Gestantes vacinadas com pelo menos uma dose de dTpa na rede privada: se aplicou dTpa em gestação anterior, aplicar dTpa na gestação atual na 27ª a 36ª semanas de gestação e seguir orientações acima citadas. Se aplicou dTpa na gestação atual, seguir orientações acima citadas.

Atenção: em áreas de difícil acesso a vacina dTpa poderá ser administrada a partir da 20ª semana de gestação. Gestantes que não foram vacinadas com a dTpa durante a gestação, aplicar uma dose de dTpa no puerpério o mais precoce possível.










Hepatite B

  • Gestantes em qualquer faixa etária e idade gestacional: sem comprovação vacinal administrar 3 (três) doses da vacina hepatite B.

  • Em caso de esquema vacinal incompleto, não reiniciar o esquema, apenas completá-lo conforme situação encontrada.

  • Em situações de atraso vacinal, considerar intervalo mínimo de 60 dias entre a segunda e a terceira dose.

Influenza

A vacina influenza é oferecida anualmente durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe.

Visita à maternidade

de referência





No início do terceiro trimestre.



Atividade educativa



Realizar grupos operativos de gestantes: tabagismo, alcoolismo e outras drogas, gravidez na adolescência; cuidados da gestação; trabalho de parto e parto; cuidados com recém-nascido; aleitamento materno.

No mínimo três grupos operativos por gestante.



Visita

domiciliar



Equipe da UBS e ACS

Mensal ou de acordo com o Plano de Cuidados, que deve ser

monitorado.


Avaliação permanente da assistência pré-natal: procedimento com foco na identificação dos problemas de saúde da população-alvo, bem como no desempenho do serviço. Deve subsidiar, quando necessário, a mudança da estratégia de ação e da organização dos serviços com a finalidade de melhorar a qualidade da assistência. A avaliação será feita segundo os indicadores construídos a partir dos dados registrados na ficha perinatal, no Cartão da Gestante, nos Mapas de Registro Diário da unidade de saúde e no processo de referência e contrarreferência.

A avaliação deve utilizar, no mínimo, os seguintes indicadores:


  • Distribuição das gestantes por trimestre de início do pré-natal (1º, 2º e 3º);

  • Porcentagem de mulheres que realizaram pré-natal em relação à população- alvo (número de gestantes na área ou número previsto);

  • Porcentagem de abandono do pré-natal em relação ao total de mulheres Inscritas;

  • Porcentagem de óbitos de mulheres por causas associadas à gestação, ao parto ou ao puerpério em relação ao total de gestantes atendidas;

  • Porcentagem de óbitos por causas perinatais em relação ao total de recém- nascidos vivos;

  • Porcentagem de crianças com tétano neonatal em relação ao total de recém- nascidos vivos;

  • Porcentagem de recém-nascidos vivos de baixo peso (com menos de 2.500g) em relação ao total de recém-nascidos vivos;

  • Porcentagem de VDRL positivos em gestantes e recém-nascidos em relação ao total de exames realizados;

  • Porcentagem de mulheres atendidas nos locais para onde foram referenciadas em relação ao total de mulheres que retornaram à unidade de origem após o encaminhamento.

Além disso, o preenchimento da Ficha de Cadastro da Gestante e da Ficha de Registro dos Atendimentos da Gestante no possibilita:

(i). a vinculação da gestante ao local do parto; (ii) o acesso ao pré-natal para os casos de alto risco; (iii) o acompanhamento odontológico;(iv) o monitoramento da solicitação e dos resultados dos exames em tempo oportuno;(v) o monitoramento da efetividade do vínculo ao local do parto; (vi) o monitoramento da efetividade da presença do(a) acompanhante; e (vii) o cadastro das informações do RN como escala ou índice de Apgar, além das informações sobre aleitamento, possível anomalia ou malformação congênita.






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