Mestrado profissionalizante em terapia intensiva giselle leite nunes


O ENFERMEIRO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA



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3.6. O ENFERMEIRO NA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

A estrutura física de um ambiente de trabalho em unidade de Terapia Intensiva deve ser cuidadosamente avaliada. A vulnerabilidade deste local, deve ser interceptada por medidas de prevenção e segurança, pois é normal o acesso de pacientes com doenças de alto potencial infeccioso. É difícil se fazer um isolamento adequado dessas patologias, sequer fornecer condições de tranquilidade para a realização dos trabalhos (CALIL; PARANHOS, 2007, p.123).

A falta de leitos, equipamentos e materiais, dificultam à equipe de enfermagem o atendimento de casos realmente emergenciais. Consequentemente, essa situação agrava a existência de estressores ao profissional de saúde, principalmente enfermeiros, pois prestam assistência aos pacientes em condições criticas alem de atender aqueles que poderiam ser assistidos nos níveis ambulatoriais, postos de saúde (HARBS; RODRIGUES; QUADROS, 2008, p.42).

O estado de saúde dos enfermeiros da unidade de terapia intensiva pode se comprometer, por decorrência do trabalho. O trabalho do enfermeiro intensivista requer um desgaste físico pelo seu constante deslocamento nos setores da unidade, tempo escasso para realizar tarefas em detrimento, muitas vezes, do tempo de alimentação e de descanso requeridos, afetando também psicologicamente o enfermeiro (CALIL; PARANHOS, 2007, p.124).

O trabalho do enfermeiro é considerado estressante, principalmente em uma unidade onde a instabilidade de condições clínicas dos pacientes e a imprevisibilidade da atuação do enfermeiro são pontos marcantes, como ocorre nas unidades de terapia intensiva (CALIL; PARANHOS, 2007, p.122).

Mesmo que esses processos tornem a vida do profissional de enfermagem comprometida, tanto fisicamente quanto psicologicamente, poderá tornar a qualidade do atendimento em unidade de terapia intensiva mais efetivo e dinâmico. As reações de estresse, desde os tempos primitivos do ser  humano, são uma reação do organismo para tornar o homem apto a guerras, batalhas e medos. Assim, mesmo comprometendo a si próprio, poderá em algum momento, em que o estágio de evolução do estresse esteja em seu inicio, contribuir para o atendimento urgente nas unidades de terapia intensiva (CALIL; PARANHOS, 2007, p.124).

Ainda, no Brasil, verifica-se uma grande dificuldade na questão de saúde pública. Falta de reconhecimento pelo Estado aos profissionais de saúde, ocasiona desmotivação e frustração em seu desempenho profissional. Ainda observa-se desorganização na caracterização dos serviços de emergências e ambulatoriais. Sendo que a população solicita atendimento em unidades de terapia intensiva, a fim de tratar com agilidade sua doença, já que as unidades de saúde e atendimento são deficitárias (CALIL; PARANHOS, 2007, p.123).

Os fatores estressores mais identificados, em diferentes trabalhos de pesquisa realizados em trabalho de unidade de terapia intensiva são: carga de trabalho excessiva, falta de respaldo institucional e profissional, relacionamento interpessoal, necessidade de realização de tarefas com tempo reduzido e uso elevado de tecnologia (CALIL; PARANHOS, 2007, p.123).

O perfil do enfermeiro em unidade de terapia intensiva é constatado por mulheres jovens, com menos de 40 anos de idade, exercendo atividades assistenciais e com até dez anos de formação. Muito comum o profissional de enfermagem, ao sair da academia, inserir-se no mercado de trabalho iniciando sua carreira em unidades de terapia intensiva. Em pesquisas realizadas, comprova-se que os fatores mais estressantes de suas atividades, são às condições de trabalho e relacionamento interpessoal entre as equipes de trabalho (CALIL; PARANHOS, 2007, p.123).

Pode-se considerar que, a maior fonte de satisfação no trabalho do enfermeiro em unidade de terapia intensiva, concentra-se no fato de que as suas intervenções auxiliam na manutenção da vida humana. Como principais estressores, podem-se determinar os seguintes itens: número reduzido de funcionários compondo a equipe de enfermagem; falta de respaldo institucional e profissional; carga de trabalho; necessidade de realização de tarefas em tempo reduzido; indefinição do papel do profissional; descontentamento com o trabalho; falta de experiência por parte dos supervisores; falta de comunicação e compreensão por parte da supervisão de serviço; relacionamento com familiares; ambiente físico da unidade; tecnologia de equipamentos; assistência ao paciente e relacionamento com familiares (BATISTA; BIANCHI, 2006, p.535).





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