Medidas de Apoio propostas para a aluna Ana Isabel Barbosa



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Encontro16.08.2018
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ESCOLA SECUNDÁRIA DE ALMEIDA GARRETT (ESAG)

Serviço de Psicologia e Orientação (SPO)



Algumas orientações/sugestões para professores de alunos disléxicos:
Procure perceber como o seu aluno disléxico aprende. Os alunos disléxicos são naturalmente todos diferentes, terão em comum uma dificuldade na descodificação da leitura e na expressão escrita e mesmo esses aspetos em graus que podem ser muito variáveis. Mas seguramente demoram mais tempo a ler e a compreender um texto do que a média, não por dificuldades de compreensão mas de descodificação da informação. É provável que tenham um tipo de pensamento mais visual do que auditivo e que a memória visual ajude na organização da informação, por vezes uma memória de trabalho curta dificulta-lhes seguir exposições orais; é possível que sejam criativos e encontrem soluções pouco convencionais para problemas, é possível que tenham dificuldades em gerir o tempo e em organizar as tarefas, que se esqueçam de materiais ou mesmo de compromissos. Poderao estar mais ou menos motivados e serem mais ou menos confiantes em si, muito em função das suas experiências escolares anteriores e das suas caraterísticas de personalidade. Muito provavelmente são curiosos e tem vontade de aprender. As orientações abaixo são genéricas e devem ser adequadas à especificidade de cada aluno.
Nas aulas:

- Ocupar um dos lugares da frente;

- Diversificar os meios/instrumentos de avaliação, favorecendo a oralidade na avaliação dos conhecimentos;

- Privilegiar a avaliação contínua, uma vez que os disléxicos geralmente têm um desempenho instável e com retrocessos.

- Adotar estratégias que facilitem o estudo, ex: fornecer apontamentos, resumos,   guiões, checklists, objetivos, perguntas, etc.;

- Reforçar positivamente todas as respostas do aluno, a sua participação e o seu empenhamento, para melhorar a sua auto-estima e auto-confiança;

- Incentivo contínuo da parte dos professores, estabelecendo com ele uma relação de proximidade e empatia;

-     Propor fichas de trabalho com tarefas bem definidas e estruturadas, sobre pequenas partes dos conteúdos lecionados, que poderão ser realizadas na aula ou como trabalho de casa;

- Reforçar o controlo do caderno diário e dos trabalhos de casa.

- Evitar expô-lo a situações embaraçosas como ler perante a turma (a não ser que o aluno o solicite) sem ter o seu acordo, permitir-lhe treinar para esse tipo de situação;



Nos Testes:

- Fornecer atempadamente ao aluno informação específica sobre os conteúdos do teste ou os objetivos de modo a orientar o seu estudo;

- Possibilitar o apoio direto principalmente em situações de avaliação (por ex: ir junto do aluno e verificar se compreendeu o que está a ser pedido, ler as perguntas ou descodificar a mensagem);

- Os testes e o material de apoio fornecido pelo professor deve ter o espaçamento de 1,5;

- Não penalizar pelos erros ortográficos/gramaticais, mas devem ser assinalados, corrigidos ou solicitar que realize a correção em casa.

- Utilizar quando possível, resposta de escolha múltipla;

- Tipologia de exercícios que incidam mais na receção e reconhecimento do que a nível produtivo;

- Seja concedido mais tempo ou retirar uma questão ao teste, se necessário;

- Utilização de sublinhados ou de negrito em partes fulcrais dos exercícios/questões dos instrumentos de avaliação.

-   Sugerir ao aluno que leia atentamente o teste antes de o entregar;

-  Atender a que os alunos disléxicos tendem a construir textos mais curtos e pobres de conteúdo;

Vila Nova de Gaia, Outubro 2011



  Princípios orientadores para as aulas de apoio com os alunos disléxicos
Envolver o aluno na definição dos objectivos (dizer o que se pretende atingir e perguntar o que pretende ele próprio); nos métodos de ensino (explicar por que se vai trabalhar de determinada maneira); na avaliação dos progressos efetuados (perguntar como sente que está a progredir e, se necessário, reformular objetivos e adequar estratégias);
Estar atento ao clima emocional - O professor deve encorajar, motivar e manter uma atitude de abertura, permitindo ao aluno exprimir eventuais emoções negativas face à morosidade dos progressos;
Individualizar o ensino - Os alunos com dislexia são muito diferentes uns dos outros e precisam de trabalhar ao seu ritmo, usando os pontos fortes para compensar as áreas de dificuldade. Assim, é recomendável que se siga um método adequado a cada caso e não um programa rígido;
Ajudar o aluno a organizar o tempo e o espaço – Muitos alunos com dislexia têm dificuldade em organizar-se em termos de tempo e de espaço. Nestes casos será importante ajudar o aluno a planificar sessões de estudo/trabalho, a estabelecer prioridades, a organizar o caderno e outros materiais de estudo;
Apresentar o material a aprender em pequenas unidades – É importante trabalhar a um ritmo com o qual o aluno se sinta confortável, apresentando uma pequena unidade de informação e só avançando para a seguinte quando o aluno se sentir à vontade com a anterior. Se o ritmo estiver a ser demasiado lento, o próprio aluno comunicará isso ao professor;
Apresentar o material a aprender de forma sequenciada – Partir do mais simples para o mais complexo, começar pelos conceitos estruturantes e avançar de forma gradual e sequenciada. É importante que as alunos percebam a necessidade de proceder desta forma, à qual podem não estar habituados;
Utilizar abordagens multissensoriais Evitar um recurso exclusivo à modalidade linguística, realizando frequentemente atividades que façam apelo aos diferentes sentidos. Sempre que possível, recorrer a atividades lúdicas e criativas;
Rir – A reeducação da leitura e escrita é uma atividade trabalhosa, tanto para o aluno como para o professor. Aprendemos melhor quando estamos descontraídos e o humor pode ser muito útil para quebrar a fadiga e a tensão.

Ano lectivo 2011/2012 Regina Fernandes



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