Mba francisco Pinto Balsemão



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João Brás Ramos: Ao nível dos publicitários nacionais, julgo que ainda não estão muito despertos. Já ouviram falar, acham que pode estar na moda, mas só se vão preocupar com o assunto mais tarde, quando o facto estiver consumado.

RDA: Não sei se quem compra publicidade alguma vez vai ser exigente a esse ponto. Hoje, uma pessoa paga a campanha, que tem ou não sucesso, na pior das hipóteses nunca mais pede uma campanha. A lógica da publicidade interactiva é muito mais responsabilizante. Faz-se um spot e sei automaticamente quantas pessoas é que clicaram e compraram. Se eu como cliente conseguir estabelecer um relacionamento com a empresa que faz a publicidade de partilha de resultados, evidentemente que o empenho deles em fazer isto bem feito é completamente diferente. Responsabilizar o publicitário pelo sucesso do “go interactive” pode ser uma maneira de o tornar um player muito mais activo neste negócio.

A Televisão Interactiva é uma revolução ou uma evolução? Porquê?

JBR: Julgo que é uma evolução. A Internet é que foi uma revolução. Se calhar, para quem passa da televisão normal para a televisão interactiva é uma revolução. No entanto, para as pessoas habituadas à Internet acaba por ser uma evolução.

RDA: Para mim é uma revolução. Quem tem o hábito de navegação na Internet não é um choque muito grande. Agora, para quem está habituado a ver televisão, e só mudar de canal, a televisão interactiva muda muito a sua experiência.
Considera que o espectador de televisão é passivo e, portanto não está interessado em interagir com o televisor?

RDA: Julgo que a interactividade tem que ser simples. Mas chamo a atenção a possibilidade de ganhar dinheiro. As pessoas gastam fortunas em concursos e jogos tipo “Raspadinha” e “Dot”. O entretenimento é chave. A SIC tem o concurso “Roda dos Milhões” há dois anos, e a revista factura 600 mil contos por ano. Ou seja, está mais que acente na cabeça de quem produz conteúdos, que a lógica do concurso leva as pessoas a gastar dinheiro.

JBR: Vai haver uma percentagem de pessoas que nunca vai clicar em “go interactive”.
Quanto à possibilidade de disponibilizar os mesmos conteúdos em diversos meios – como a televisão Interactiva, a Internet e os telemóveis da última geração, que empresas em Portugal estão a aderir a essa lógica da fábrica de conteúdos?

RDA: A Media Capital é quem tem mais essa consciência. Um outro exemplo é o da Rádio Comercial, que conseguiram ter a ideia de fazerem conteúdos não só para a Rádio, mas também para a Internet, em formato escrito e mesmo imagem.

JBR: Muitas empresas internet ainda não pensaram no modelo de negócio seguinte , se pensarmos na quantidade de web sites que não vão estar preparados para ser vistos na televisão interactiva. Quando os responsáveis dos web sites se aperceberem disso vão começar a procurar os serviços de empresas para alavancarem os conteúdos que já têm na Internet e os disponibilizar também na televisão interactiva.

Quais os factores críticos de sucesso da Televisão Interactiva?

RDA: Conteúdos, tem que haver conteúdos interactivos. Ter televisão interactiva e depois haver um anúncio interactivo em noventa e um concurso interactivo em vinte horas de programação não é interactividade. Por outro lado, tem que ser fácil, nada que me obrigue a ler um manual de instruções para interagir. Comércio, é chave não para o bem dos consumidores mas para quem está a montar o negócio, senão não tem receitas. Depois, o custo porque não interessa pagar cem contos por uma set-top box.





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