Mba francisco Pinto Balsemão


NM: Parece-me obvio que sim. A experiência de televisão é isso mesmo: é enriquecer o que já existe. JAS



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NM: Parece-me obvio que sim. A experiência de televisão é isso mesmo: é enriquecer o que já existe.

JAS: Quem já dedicou algum tempo a pensar em Televisão Interactiva, não tem quaisquer dúvidas disso.

"Os serviços interactivos irão chegar ás “massas” via televisão interactiva e não via PC"

NM: Os serviços interactivos vão às “massas” muito bem controlados, e ainda mais dirigidos comercialmente do que hoje na televisão e na Internet. Na Internet ainda há muito boa vontade, ainda há muito espírito pioneiro. Na televisão, toda a informação que chegar vai ser muito objectiva e vai estar sempre a vender qualquer coisa.

JAS: Se considerarmos que taxa de penetração dos PC em Portugal é de cerca de 34% e da TV é de cerca de 97%, parece-me em primeiro lugar que a TV terá um maior protagonismo em termos de conteúdos interactivos do que o PC.

Mas se me é permitido dissecar esta frase:

Num futuro próximo, os conteúdos interactivos vão chegar a todo o lado, via todas as plataformas, desde TV a PC a Wireless.

Num futuro próximo, os conteúdos interactivos vão ser cada vez mais segmentados, e vão chegar cada vez mais ao indivíduo enquanto ser diferenciado e único, do que ás “massas” no sentido lato do termo.


"A geração sub-trinta é o mercado-alvo da televisão interactiva, porque já está habituado a servir-se da internet"

NM: Disso não tenho a menor dúvida. O nosso maior desafio neste momento é incluirmos sempre uma ajuda, para ensinarmos as pessoas a navegar. Naturalmente que os que dominam um browser muito mais facilmente vão saber navegar nas aplicações de televisão interactiva.

JAS: O trabalho da GO TV passa também por uma instrução do utilizador, por uma evangelização do mercado. O planeamento feito pela GO TV visa, gerar um tipo de interactividade atractiva; inovadora; divertida mas ao mesmo tempo, extremamente simples de utilizar.
"O utilizador de televisão é um consumidor passivo, portanto não está interessado em interactividade no televisor"

NM: A experiência de televisão interactiva que queremos dar ao utilizador não vai deixar de lhe ”pedir” para ser passivo, só que é um passivo que reage por impulso. Nós não o vamos maçar muito, vamos pedir para carregar duas ou três vezes no botão e para fazer meia dúzia de coisas. No fundo, é o que lhe queremos vender. É assim que temos dirigido os nossos conteúdos interactivos: vamos dar poucas opções, dar uma experiência que aconteça por impulso em que não tenha que pensar muito para carregar no botão, e depois de carregar no botão que encontre o mínimo de informação possível para que não tenha que puxar muito pela cabeça para ir de um lado para o outro.

JAS: Não me parece que o “trabalho” de Zaping em que actualmente todos incorremos, tenha muito de passividade.

"A Europa está em posição para ser o lider mundial em televisão interactiva"

NM: A Europa é o líder mundial em televisão interactiva. A Web TV já existe há uns anos nos Estados Unidos da América, só que a rede deles não é boa. Tanto que eles não têm nenhum serviço da Microsoft TV a funcionar por cabo, o que daria uma experiência de televisão interactiva diferente daquela que têm neste momento, que é francamente lenta. O insucesso da Web TV reside aí e que tem influenciado todo o mercado americano, que fez uma avaliação do que é a televisão interactiva. Isto para além de estarem mais posicionados para a televisão de alta definição do que propriamente para a televisão interactiva.

Seja como for, as empresas na Europa estão tecnologicamente mais avançadas. Desta vez, julgo que vamos ser nós a evangelizar os Estados Unidos e que vamos conseguir vender-lhes qualquer coisa de televisão interactiva. Pelo menos, essa é a nossa esperança.



JAS: Para não falar do caso especial dos Portugueses, que parecem estar na vanguarda de implementação da MS TV.
Como seria a "sua" televisão interactiva perfeita?

NM: Seria uma televisão interactiva em que estariam a funcionar diversos streams de video, onde se está a ver a televisão que se quer e não aquela que o broadcaster está a dar. São jogos na televisão feitos com video, onde ao se carregar num botão acontece algo ao personagem ou aparece outro a substituí-lo, entre outras coisas.

O mais interessante é o entretenimento mesmo. Sobretudo os jogos e programas de entretenimento em que também se possa participar, onde se pode receber prémios. A televisão interactiva tem que ser participativa. Claro que também é interessante o e-commerce e pagar algumas contas pela televisão. As pessoas procuram a televisão como um modo de entretenimento e julgo que vai continuar assim.



JAS: Aquela que fazemos na GO TV!!!

Não, ainda temos muito que aprender, mas estamos o mais próximo que nos é possível da perfeição.


Das cinco grandes plataformas de televisão interactiva, qual a que considera mais ajustada ao mercado português? - Microsoft TV, OpenTV, CanalPlus Mediahighway, Liberate, Power TV?

NM: A única plataforma que conheço em profundidade é a Microsoft TV, mas parece-me que a OpenTV, a Mediahighway e a Liberate são mais ajustadas ao mercado português porque estão mais evoluídas. E interessam-nos as plataformas mais evoluídas e as que funcionam melhor, onde nós podemos produzir os conteúdos mais ricos.

JAS: Durante o IBC 2000, falei com os representantes destas plataformas. Todos têm as suas estratégias de entrada em Portugal. Algumas delas pareceram-me debalde, mas enfim... Penso que a MediaHighWay está muitíssimo bem preparada, e que a Liberate também.
Em Portugal, quais são ou serão os líderes da indústria da televisão interactiva?

NM: A Microsoft, a TV Cabo e talvez o consórcio da televisão digital terrestre, formado pela SIC, TVI e RTP. A Octal, a Novabase vai ter soluções de e-commerce muito poderosas e disponíveis dentro de pouco tempo. A Infordesporto vai ser outro player.

JAS: Em termos de Hardware existe a OCTAL e a Pace (mas essa não é Portuguesa).

O Software será da Microsoft, numa primeira fase.

A Distribuição fica por conta da TV Cabo e do consórcio referido pelo Nuno.

Prestadores de serviços a Infodesporto e a GO TV.

Criadores de conteúdos, as Agências de Publicidade, os Broadcasters e outra empresa do nosso grupo, especializada em criação, desenvolvimento e comercialização de conteúdos interactivos transversais, chamada CONTENT TV.
Qual o modelo de negócios da televisão interactiva e onde é que os diversos players vão buscar fontes de rendimento os para os avultados investimentos que estão a fazer neste momento?

NM: Quem paga isto tudo são sempre os mesmos – os anunciantes. Este é um mercado que cresce sempre um pouco todos os anos. O modelo de negócios é que é alterado, o dinheiro continua a vir da mesma fonte. Em vez de termos um bloco publicitário com dez filmes, passamos a ter dois outros filmes num bloco publicitário e os anunciantes passam a estar dentro da programação interactiva, a patrocinar o programa que é feito à sua medida. Por exemplo, num programa infantil há uma personagem virtual qualquer que também é a imagem corporativa do gás natural por exemplo.

JAS: Há essencialmente 4 fontes de rendimento na TV Interactiva:

A Publicidade sobe a forma de patrocínios e compra de espaço publicitário.

O T-Commerce, e todo o volume de negócios feito através da televisão, que se prevê que em 2004 ultrapasse o comércio electrónico.

A Subscrição, ou seja as receitas da TV Cabo geradas pelo acesso à televisão interactiva. Tal como acontece actualmente com o acesso à TV cabo normal.

E finalmente o Tráfego, que a interactividade televisiva vai gerar para o ISPs.

Dr. Paulo Querido - EXPRESSO



Considera que é prioritário ou demasiado cedo para investir na televisão Interactiva? Porquê?




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