Mba francisco Pinto Balsemão



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Por favor, indique se concorda ou discorda com as seguintes opiniões, e explique porquê:
"A televisão interactiva não é uma revolução mas uma evolução"


NM: A televisão interactiva é uma revolução, porque vai mudar o modelo de negócio, porque vai modificar a forma como vemos televisão. Se pensarmos que chegamos a casa e que vamos ver televisão – que é o que a maioria das pessoas faz em todo o mundo – e se essa experiência vai ser radicalmente mudada, então é uma revolução.

A experiência que vamos tirar da televisão vai ser completamente diferente – talvez não vai ser agora, mas garantidamente daqui a uns anos quando tivermos uma televisão interactiva genuína. Se pensarmos que o modelo de negócio também vai ser alterado drasticamente, à volta das televisões e canais irá acontecer uma revolução. Vamos ter canais de televisão que vão deixar de o ser para se tornarem organizadores de conteúdos. Provavelmente, até vão ser todas compradas pelas empresas de telecomunicações. Vai ser francamente diferente.



JAS: Acredito na total alteração dos modelos de negócio e das metodologias de funcionamento dos canais. Aliás as manobras estratégicas da News Corp. são sintomáticas. Ninguém agrega da noite para o dia, todas as suas operações de televisão por satélite numa empresa única, se não se avizinhar uma verdadeira revolução.
"A televisão e o computador irão convergir num só medium"

NM: Responder a essa questão é fazer futurologia. Para já, numa coisa acredito: a médio prazo, o meu computador é um instrumento de trabalho, e a televisão serve para lazer e entretenimento.

JAS: Quando a buzzword é “convergência”, a minha opinião é exactamente no sentido da divergência. Não falo obviamente numa divergência funcional, mas numa divergência de conteúdos.

Não me parece que eu vá, alguma vez, sentar-me no escritório em frente ao computador a ver filmes. O que não quer dizer no entanto que não acredite na transversalidade de conteúdos.

Não tenho qualquer dúvida de que os conteúdos que trabalhamos para TV devem poder ser usados no PC e em aparelhos Wireless. Em todo o caso têm que ser adaptados.

Deverá haver uma “natividade natural” dos conteúdos, e uma “transversalidade funcional”. Existem conteúdos criados para televisão (como soap operas por exemplo) que eu posso ver ou consultar no telemóvel, e conteúdos criados para UMTS, a que também tenho acesso via TV, mas terão sempre a sua plataforma natal.

Obviamente alguns exemplos podem ser dados (como directórios, informações meteorológicas ou o e-mail) de conteúdos plenamente transversais, mas não serão com certeza a maioria.
"A televisão interactiva tem uma longa história de insucesso e não vai ocupar o lugar da televisão nem o do PC e a Internet"

NM: As experiências de televisão interactiva menos boas têm a ver com questões tecnológicas. As pessoas quando ligam o televisor vão à procura de uma experiência de movimento, de animação, de imagem. As primeiras experiências de televisão interactiva não resultaram porque não eram nem televisão nem PC: eram uma coisa amorfa e lenta. As coisas estavam paradas e quando vemos televisão não é isso que estamos à espera.

Nós fazemos videos de formação, para passarem em aulas. De facto, quando os videos estão bem feitos, apesar de ser só informação escrita, até são interessantes. Pode acontecer que o mesmo se passe com a televisão interactiva. No fundo, trata-se de mais informação, mas que têm que ser dada com movimento, de outra forma.



JAS: Naturalmente que o nascimento e divulgação da internet a nível mundial trilhou um caminho fundamental para o nascimento em plenitude da Televisão Interactiva.

Considero que AGORA estão reunidas as condições necessárias.



"As aplicações interactivas vão enriquecer e melhorar a actual oferta de programas de televisão"




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