Mba francisco Pinto Balsemão


Dr. Nuno Duarte – OCTAL TV



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Dr. Nuno Duarte – OCTAL TV



Considera que é prioritário ou demasiado cedo para investir na televisão Interactiva? Porquê?

Nuno Duarte: Prioritário. Portugal terá em breve um dos sistemas mais sofisticados de TV interactiva do Mundo, pelo que este “ahead Start” é uma oportunidade única para todo o tecido empresarial Português poder criar uma industria sectorial competitiva Mundialmente.
Qual será a grande motivação que irá trazer a televisão interactiva para os lares dos portugueses?

ND: O custo dos conteúdos de qualidade tornará inviável a sua transmissão em sinal aberto, pelo que a adopção de um sistema de PayTV será determinante num futuro próximo (por exemplo para visualização de conteúdos desportivos).

Adicionalmente Melhor conteúdo de Entretenimento (Enhanced TV, Personal TV - Gravação de Video Digital integrada, Jogos de Consola, Conteudos Internet), Subsidiação-investimento das empresas numa melhor plataforma de B2C (Publicidade Interactiva, Home shopping, Home Banking)


Como seria a "sua" televisão interactiva perfeita?

ND: Aquela em que quem define o que vê e quando o vê é o espectador, permitindo uma larga oferta de conteúdos de informação e entretenimento (TV, Internet, Radio, Press, Jogos Interactivos)
Quais as cinco "killer applications" que vão determinar o sucesso da televisão interactiva?

ND: Personal TV (gravação de video digital), PayTV, Publicidade Interactiva, Jogos Interactivos, Home Banking
A orientação dos programas e serviços de televisão interactiva deve ser para a generalidade das pessoas ou para nichos de mercado?

ND: A produção devera ser feita para segmentos especificos, pois a capacidade de escolha do espectador será maior.
Em sua opinião, quanto é que os utilizadores estão dispostos a pagar para ter acesso a serviços e programas de televisão interactiva?

ND: Muito Pouco, os utilizadores pagarão pelo conteúdo, a interactividade será paga pelas empresas pois permite melhorar o retorno do investimento.
Das cinco grandes plataformas de televisão interactiva, qual a que considera mais ajustada ao mercado português? - Microsoft TV, OpenTV, Mediahighway, Liberate, Power TV ?

ND: A Plataforma MSTV pois actualmente é a unica com capacidade para Personal TV, Jogos Interactivos e Browsing Internet (por oposto ao Modelo Wall Garden ou reduzida capacidade de Browsing, oferecido pelas restantes plataformas). A capacidade aproveitar o crescimento exponencial de conteúdos da Internet sem necessidade que o operador de cabo tenha de fornecer todos os conteúdos, permite acelerar o lançamento do serviço e garantir o seu sucesso futuro alargando o acesso a conteúdos Internet em todo o Mundo.
Se a Microsoft não conseguir apresentar a sua plataforma de TV interactiva a funcionar sem problemas e verdadeiramente estável, a TV Cabo deveria ponderar a possibilidade de negociar com outra plataforma, tal como fez a UPC e a AT&T?

ND: A TVCABO ao contrário da UPC assegurou o fornecimento de set-top-boxes desenvolvidas pela OCTAL em detrimento do fornecedor Philips (actual fornecedor da UPC). A set-top-box desenvolvida pela OCTAL encontra-se bastante mais desenvolvida e estável que a set-top-box seleccionada pela UPC, como de resto foi demonstrado em eventos internacionais Cebit 2000, IBC 2000 e em Dezembro próximo no Western Cable Show em Los Angeles.

Por outro lado as plataformas alternativas (e.g. Liberate) representam apenas uma solução intermédia (nomalmente Wall Garden) com reduzidas capacidades e permitem apenas que os operadores não comprometam no imediato os compromissos assumidos com os seus investidores.


Considera optimistas as previsões da TV Cabo quanto ao número de subscritores de TV interactiva: 100 mil no primeiro ano e 1 milhão de utilizadores num prazo de três a cinco anos?

ND: Sim. Existe no entanto alguma razão para o optimismo quando se analisam os dados de crescimento e penetração de telemóveis em Portugal e o crescimento da TVCABO nos últimos anos (operador Europeu com maior crescimento, actualmente com perto de 1 Milháo de clientes)
Partilha a preocupação de diversos “players” da indústria da televisão quanto ao modelo de negócio da televisão interactiva? De facto, como é que os diversos “players” vão gerar receitas com a televisão interactiva?

ND: A preocupação actual na indústria é semelhante à que existe em qualquer sector quando uma nova tecnologia pode alterar as relações de força existentes no mercado, criando incerteza aos players existentes na manutenção da sua posição de mercado e abrindo possibilidades ao aparecimento de novos players e novos modelos de negócio de sucesso. É possível classificar a Televisão interactiva como uma tecnologia semelhante aos telemóveis UMTS (são ambas tecnologias 3G que adicionam possibilidades a tecnologias anteriores, canibalizando inicialmente alguns segmentos mais sofisticados, e ao longo dos anos progressivamente substituindo a tecnologia anterior).

A TV interactiva alarga a cadeia de valor da Televisão para áreas como a Internet e o desenvolvimento de aplicações interactivas (Publicidade, Home shopping, Jogos) pelo que existiram mais receitas na indústria, a questão prende-se com a sua distribuição pelos diversos players.


Portugal tem mercado para a televisão interactiva? Quais as consequências para os media tradicionais?

ND: Claramente. Os media tradicionais adaptar-se-ão naturalmente a esta nova tecnologia (e.g. um telejornal da SIC poderá ser complementado com o explorar dos desenvolvimentos da noticias no Expresso on-line)
Em sua opinião, quais as empresas que irão liderar o desenvolvimento da televisão interactiva a nível mundial?

ND: As empresas de Conteúdos, os operadores de Pay’TV e fabricantes de equipamento e software.

Em Portugal, quais são ou serão os lideres da indústria da televisão interactiva?

ND: TVCABO (operadores), Impresa, Media Capital (TV e Conteúdos generalistas), SportTV (ou equivalente no Desporto), Novabase/OCTALTV (fabricantes de equipamento, Sw e Aplicações), Microsoft (Middleware)
Por favor, indique se concorda ou discorda com as seguintes opiniões, e explique porquê:

"A televisão interactiva não é uma revolução mas uma evolução"

ND: A TV interactiva como tem existido até agora (e.g. TPS ou Canalsatelite) consiste apenas numa evolução. A TV interactiva permitida pela set-top box OCTALTV é revolucionária porque permite ao espectador (através da Personal TV) libertar-se do alinhamento de programas da TV actual.
"A televisão interactiva tem uma longa história de insucesso e não vai ocupar o lugar da televisão nem o da Internet"

ND: Existem casos de insucesso quer na TV interactiva, quer na TV tradicional, pelo que a lógica da argumentação não é correcta. Uma TV interactiva de sucesso gradualmente substituirá a TV tradicional. Assim como o Rádio FM gradualmente substituiu o Rádio AM.

"A televisão e o computador irão convergir num só medium"

ND: Não. O que teremos são diversos cenários de utilização da internet e da convergência entre TV e Internet:

Em casa utilizaremos a TV interactiva para conteúdos de entretenimento “Lean Back” como por exemplo o EPG a alertar para o programa ‘X’ ou a programação automática de acordo com o perfil do utilizador do video gravador digital incorporado.

Alguns conteúdos “Lean Forward’ poderão também ser bem sucedidos com a Internet a apoiar a televisão (e.g. publicidade interactiva criando situações de impulse buy através de um sistema B2C na Internet).

O PC e o Telemóvel UMTS tambem irão utilizar a internet, o primeiro numa perspectiva profissional e pessoal (e.g. criação de documentos, poderão ser melhor visualizados no PC) o segundo na vertente de informação pessoal e de entretenimento em qualquer parte (e.g. acesso a informação de video-on-demand, como por exemplo a imagem do golo da equipa favorita).


"As aplicações interactivas vão enriquecer e melhorar a actual oferta de programas de televisão"




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