Mba francisco Pinto Balsemão


LR: Concordo. "O utilizador de televisão é um consumidor passivo, portanto não está interessado em interactividade no televisor" LR



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LR: Concordo.
"O utilizador de televisão é um consumidor passivo, portanto não está interessado em interactividade no televisor"

LR: Em grande parte, é verdade. Tal como na questão anterior, a geração sub-trinta é um “core-target”, embora no longo prazo,para viver tem que alargar a sua base alvo.
"A televisão não tem a mesma capacidade do PC quando ligado á internet em satisfazer as necesidades do utilizador em comunicar, informar-se, divertir-se e fazer transacções"

LR: Julgo que vai ter.
"A Europa está em posição para ser o lider mundial em televisão interactiva"

LR: Concordo.
"Portugal é um país pioneiro em televisão interactiva"

LR: Isso a TV Cabo gosta muito de dizer…
Como seria a "sua" televisão interactiva perfeita?

LR: Fundamentalmente, estamos a falar de jogos e de concursos - o poder de interagir num programa como o “Quem quer ser milionário”. Estamos ainda a falar de informação, de desporto. E-mail não estou a ver.

Estou a ver capacidade de interagir com os serviços públicos: tipo “Loja do Cidadão” na televisão. Facilitar a vida do cidadão atraves da televisão interactiva. Essa é uma área onde o Estado vai ter uma grande palavra a dizer. A parte pública – ter a documentação, bilhete de identidade, carta de condução, pagamento de impostos, por aí for a. Também os operadores privados teriam todo o interesse em serviços de contabilidade familiar, como hoje é feito através do multibancoe da internet.



Essa seria a minha televisão interactiva perfeita. Por um lado, poupem-me trabalho. A outra parte de valor acrescentado tem a ver jogos, entretenimento e por aí fora.
E as áreas da formação e da educação?

LR: Os operadores privados podem fazer tudo, desde que haja rentabilidade. Hoje há cursos por correio e por internet, amanhão pode ser via televisão. É um bocado reviver a “tele-escola”. Se as pessoas estão dispostas a pagar por ir a uma escola todos os dias, também devem estar dispostas a pagar para estar em casa a fazer a mesma coisa.
A orientação dos programas e serviços de televisão interactiva deve ser para as massas ou para nichos de mercado?

LR: No início, tentar ir a toda a gente acho que vai dar asneira. Portanto, julgo que é melhor começar por um nicho de mercado e expandir a partir daí. Se tivesse que definir esse nicho de mercado não seria por níveis de rendimento, mas em termos de idade e formação.
Qual é o grupo-alvo dos futuros programas e serviços de televisão interactiva?

LR: Se o Governo fomentar a chamada “Sociedade da Informação”, tenho a certeza que os grupos de rendimentos menos elevados vão aderir à televisão interactiva, porque é a sua oportunidade de se exprimirem e de participar na sociedade. Quanto aos jovens, é uma questão mental e psicológica, que não tem a ver com os rendimentos.
Das cinco grandes plataformas de televisão interactiva, qual a que considera mais ajustada ao mercado português? Microsoft TV, OpenTV, Mediahighway, Liberate, Power TV?

LR: Qualquer uma delas, desde que venha a ser compatível com a norma MHP – Multimedia Home Platform – acho que têm as mesmas possibilidades. Quanto mais perto de casa, mais possibilidades de sucesso pode vir a ter. Isso significa que a Mediahighway é capaz de estar um pé à frente das outras. A plataforma Mediahighway está a ser utilizada pela ONDigital, que aparentemente está a correr muito bem. Portanto, suspeitaria que tem uma ligeira vantagem. Suspeito que a Microsoft por ser a Microsoft, a TV Cabo está a apostar neles. Desde que seja compatível com o MHP, tem as mesmas possibilidades que a Mediahighway.
Em sua opinião, quais as empresas que irão liderar o desenvolvimento da televisão interactiva a nível mundial?

LR: A Microsoft não pode perder este comboio. A AOL, a AT&T, a Microsoft. Creio que alguém na Europa vai surgir com força.
Em Portugal, quais são ou serão os lideres da indústria da televisão interactiva?




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