Mba francisco Pinto Balsemão



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Eng. José Louro - TVI




Considera que é prioritário ou demasiado cedo para investir na televisão Interactiva? Porquê?

José Louro: A questão não se coloca em termos de prioridade ou timing de investimento, mas sim, se faz sentido estratégico para quem acha que deve “estar” presente, adicionar mais esta nova vertente dos media aos seus desenvolvimentos de conteúdos e serviços.

Para uns, é decisivo estar presente (Broadcasters, Banca, Retalho), para outros, tem que ser avaliado com cuidado o seu envolvimento (restantes Media tradicionais, ...).



Qual será a grande motivação que irá trazer a televisão interactiva para os lares dos portugueses?

JL: Uma análise do mercado internacional aponta para algumas killer applications: Guia de Programação Electrónico, acesso à Internet clássica, PPV, Jogos e E-commerce.

No entanto, na minha perspectiva, o mercado nacional, apesar de parecer sempre apetente para as novas tecnologias e os novos serviços, não tem de maneira nenhuma o potencial económico dos restantes mercados europeus.

Penso por isso que será o preço, o principal motivador da introdução da televisão interactiva nos lares portugueses, não podendo ser obstaculo à entrada.

Questões como a Sociedade de Informação massificada, Internet para todos, são questões politicas que são muito bonitas, mas não produzem efeitos reais.



Como seria a "sua" televisão interactiva perfeita?

JL: Existe a Televisão Interactiva Perfeita?

Que conceito é esse?

Se esse conceito significar, a Televisão ao gosto de cada “cliente” e a possilidade de cada espectador (“cliente”) poder “criar” o seu proprio canal de teelvisão, a sua propria grelha, então este é também o meu conceito de televisão interactiva. A perfeita não existe.

Quais as cinco "killer applications" que vão determinar o sucesso da televisão interactiva?

JL: Potenciais killer applications: EPG (Guia de Programação Electrónico), Jogos, PPV, E-commerce, Internet.
Das cinco grandes plataformas de televisão interactiva, qual a que considera mais ajustada ao mercado português? - Microsoft TV, OpenTV, Mediahighway, Liberate, Power TV?

JL: A questão não se coloca ao nível de adaptação da plataforma ao mercado, mas sim, como vão evoluir os standards tecnológicos, para permitir a interoperabilidade de serviços entre diferentes plataformas. E é aqui que se joga neste momento toda a estratégia. A plataforma MHP (Multimedia Home Platform), futuro standard europeu, já está em condições de ser utilizada por qualquer dos principais players neste mercado. Isto significa que, mesmo em Portugal, será este o standard a seguir no futuro. O que definitivamente irá colocar problemas à plataforma MSTV.
Se a Microsoft não conseguir apresentar a sua plataforma de TV interactiva a funcionar sem problemas e verdadeiramente estável, a TV Cabo devia ponderar a possibilidade de negociar com outra plataforma, tal como fez a UPC e a AT&T?

JL: Penso que quem deve responder a esta questão é a TV Cabo Interactiva. Na minha opinião de outsider, talvez existam fortes razões para que a TV Cabo mantenha esta aposta.
Considera que a TV Cabo é demasiado optimista quanto ao número de subscritores de TV interactiva: 100 mil no primeiro ano e 1 milhão de utilizadores num prazo de três a cinco anos?

JL: Mais uma vez, devem ser eles a responder. Os números cada um pode dar os que quer.
Partilha a preocupação de diversos “players” da indústria da televisão quanto ao modelo de negócio da televisão interactiva? De facto, como é que os diversos “players” vão gerar receitas com a televisão interactiva?

JL: Será assim o modelo tão diferente do habitual? Neste momento, os diversos players já geram receitas com o actual modelo. A adição da interactividade ao negócio da Televisão é apenas mais um layer de conteúdos e, aqui sim a novidade, de serviços directamente acedidos pelo espectador com a utilização de um comando e uma STB. Ou seja, é mais rápido o acesso ao serviço do que era habitualmente nas tele-vendas tradicionais.

Obviamente, permite ao broadcaster e aos produtores de conteúdos, criar e potenciar novas formas de vender novos e diferentes conteúdos, criando e integrando sinergias de áreas como a Internet e a Televisão.

A Publicidade ganha um novo veiculo de venda por impulso. Os canais de televisão e os operadores de cabo e futuro operador digital ganham uma nova ferramenta para vender os seus produtos (EPG).

O Modelo? Não há que inventar. Apenas adaptar os actuais. Os custos introduzidos por este novo layer de conteúdos e serviços não é maior do que 20-30%.


Em sua opinião, quais as empresas que irão liderar o desenvolvimento da televisão interactiva a nível mundial?

JL: Tecnológicamente? Os actuais. Já cá estão há muito tempo.

Comercialmente? Os detentores das redes e dos conteúdos.


Em Portugal, quais são ou serão os lideres da indústria da televisão interactiva?

JL: Dificil saber. Como alguém dizia: Previsões só depois do fim do jogo. Isto é um jogo, entre o actual operador monopolista de TV por Cabo, os pequenos operadores de cabo e o futuro operador de televisão digital terrestre. Provavelmente, uma divisão 50-50 do mercado nos próximos 6 anos seja de esperar. Quanto aos broadcasters e aos produtores de conteúdos, eles terão de evoluir, na forma de trabalhar e obviamente irão liderar o processo.
Por favor, indique se concorda ou discorda com as seguintes opiniões, e explique porquê:

"A televisão interactiva não é uma revolução mas uma evolução"

JL: Para quem apenas “vê” televisão, é uma revolução.

Para quem usa a Internet e os novos serviços como o Telemovel e os meios de pagamento (cartões), apenas uma evolução.


"A geração sub-trinta é o mercado-alvo da televisão interactiva, porque já está habituado a servir-se da internet"

JL: Não existe propriamente um mercado-alvo da televisão interactiva. Existem vários mercados-alvo de acordo com os serviços lançados.
"O utilizador de televisão é um consumidor passivo, portanto não está interessado em interactividade no televisor"

JL: É verdade para uma boa parte dos actuais espectadores, mas apenas porque provavelmente nunca lhes foi dada oportunidade para serem activos.





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