Mba francisco Pinto Balsemão



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Considera que o espectador de televisão é passivo e, portanto não está interessado em interagir com o televisor?

CP: Embora isso sendo verdade, o que é um facto é que se podem desenvolver conteúdos á medida para esse tipo de utilizadores. Se calhar esse tipo de utilizadores mais passivo não será aquele tipo que acede a uma página da Internet e que depois está disposto a clicar em todas as opções até chegar até aquilo que quer. Mas se calhar para esse utilizador, nós vamos ter um paradigma diferente, ou seja, fazer o utilizador passar pelas diferentes opções e quando vê o que interessa aí carrega na botão. É uma questão de adaptar os conteúdos a este tipo de pessoas. Em vez de estar á espera que ele carregue em três opções de menús até chagar ao sítio, se calhar vamos passar um filme, onde em determinado ponto ele tem a opção de escolher o que está a ver no filme. Com um conteúdo ligeiramente diferente, julgo que se pode atrair os utilizadores a essa interactividade e vencer essa barreira.
A geração sub-trinta é o mercado-alvo da televisão interactiva, porque já está habituado a servir-se da internet, ou é para todas as idades?

CP: Baseado na nossa experiência de Web TV nos Estados Unidos da América, grande parte dos nossos utilizadores tem mais de 50 anos. Havia uma campanha que dizia mesmo “WebTV, the Internet for the rest of us”, ou seja, o dispositivo de acesso simples à Internet que não precisava que ninguém fosse um especialista em tecnologia, e que fez com os filhos oferecessem estas caixas aos pais ou aos avós, para terem email. Portanto, não considero que seja para os sub-trinta, julgo que é mesmo para todas as idades.

A oferta da Web TV é muito variada: nós temos o Web TV Classic, o Web TV Plus e o serviço de Personal TV. Diria que o público alvo é diferente para os três. Por exemplo, o Personal TV como é um gravador digital a maior parte dos utilizadores, mesmo tendo um computador em casa, adere a este serviço porque é interessante. Aliás, a maior parte dos meus colegas Americanos tem precisamente em casa o Personal TV, porque é uma boa maneira de ver televisão, é uma questão de gravar e de ver quando quiser, com a opção do fast forward para “saltar” a publicidade.

Em Portugal, a Microsoft apenas fornece a plataforma de software, depis serão os fabricantes de hardware – a Pace e a Octal – a fornecerem as set-top boxes. Neste momento, estão negociados diferentes modelos de set-top boxes. Do nosso ponto de vista, as funcionalidades de software que disponibilizamos são semelhantes às da Ultimate TV, mas no caso da Ultimate TV trabalhamos directamente com a Thomson para produzir a caixa que vai ser lançada no Natal nos Estados Unidos. Em Portugal fica ao critério do operador de rede e dos seus fornecedores quais as funcionalidades que vão incluir nessa caixa.
Em relação ainda à Web TV, considera que o número de subscritores atingido – um millhão - é um êxito ou ficou aquém das expectativas?

CP: Diria que é um bom número. Para os Estados Unidos, que é um país com uma grande população, este número tem tendência para ser desvalorizado. É preciso ver também a demografia dos clientes. Se calhar em zonas tecnológicas como na Bay Area, em São Francisco, a maior parte dos utilizadores tem Personal TV, enquanto que nas zonas rurais têm a Web TV Classic ou Plus.

Por outro lado, montar uma infra-estrutura nacional nos Estados Unidos é quase como uma montar uma infra-estrutura Europeia, ou ainda pior. Para operarmos o serviço temos que entrar em acordo com quase todos os IPS da zona. É um modelo complicado, mas acho que o maior drive para esse número tem sido os conteúdos interactivos.

Até ao ano anterior não havia uma grande explosão de conteúdos interactivos. Foram estes últimos jogos mais populares - o “Jeopardy” e o “Wheel of Fortune” - que vieram trazer um acréscimo de utilizadores do sistema ao dar a possibilidade do utilizador de ganhar prémios. Podemos fazer um esforço isolado de tecnologia por tecnologia, mas enquanto não houver conteúdos interactivos que tragam os utilizadores, nunca se atingirá uma dimensão com massa crítica.




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