Mas, o que é auto-estima



Baixar 35.5 Kb.
Página1/2
Encontro11.06.2018
Tamanho35.5 Kb.
  1   2


Mas, o que é auto-estima?


Enrique Maia

InPA - Instituto de Psicologia Aplicada

Brasília - DF

Ter a auto-estima elevada pode fazer a diferença na vida de uma pessoa. Essa é a afirmação que vemos em palestras, vídeos, livros e programas de televisão onde o bem-estar, a qualidade de vida e os relacionamentos interpessoais são enfocados. Mas o que se torna difícil de entender e quase sempre não é explicitado é: O que é exatamente isso que chamamos auto-estima? O que determina uma baixa auto-estima? O que posso fazer para ter uma boa ou elevada auto-estima?

Essas questões não são de fácil resposta, mas vamos tentar abordá-las ao longo deste texto.

O que é auto-estima? Alguns autores e a maioria dos leigos diz: É gostar de si mesmo, valorizar-se! Outros dirão: É ter uma opinião positiva de si mesmo, ter uma boa imagem de si. Há quem defenda: É ser confiante, acreditar em si e em sua capacidade. E se pedimos para explicarem melhor estas afirmações e fazerem uma diferenciação entre amor-próprio, auto-conceito, auto-imagem, auto-confiança e auto-estima, parece difícil. Mas, vamos tentar facilitar isso tudo, até porque as afirmações acima não estão erradas ao definir auto-estima, mostram-se, talvez, incompletas. Acredito ser uma definição mais adequada apresentarmos auto-estima como a opinião acerca de si (auto-conceito), somada ao valor ou sentimento que se tem de si mesmo (amor próprio, auto-valorização), adicionado a todos os demais comportamentos e pensamentos que demonstrem a confiança, segurança e valor que o indivíduo dá a si (auto-confiança), nas relações e interações com outras pessoas e com o mundo. Então, não estamos falando apenas de um sentimento que temos por nós mesmos. Mais que isso, estamos falando de pensamentos e comportamentos que temos relacionados a nós mesmos.

O que determina uma baixa auto-estima? O que fizemos ou fazemos para que o sentimento e as atitudes que temos conosco tornem-se tão negativos ou tão baixos, diminuindo-nos?

Os estudos sobre auto-estima apontam em sua extensa maioria para influências presentes em nossa infância (Rosenberg, 1983 e Coopersmith, 1967). Coopersmith, que realizou um amplo estudo sobre auto-estima, aponta como fatores importantes na construção da auto-estima: “a) o valor que a criança percebe dos outros em direção a si, expresso em afeto, elogios e atenção; b) a experiência da criança com sucessos ou fracassos; c) a definição individual da criança de sucesso e fracasso, as aspirações e exigências que a pessoa coloca a si mesma para determinar o que constitui sucesso; e, d) a forma da criança reagir a críticas ou comentários negativos.” (Gobitta & Guzzo, 2002 )

Podemos de forma mais abrangente apontar situações que, quando presentes na vida de uma pessoa, são precipitadoras e/ou mantenedoras de uma baixa auto-estima, tais como: críticas, rejeições, humilhações, abandono, desvalorizações e perdas. Importante frisar que a construção dessa percepção negativa de si mesmo é resultado de interações sociais (familiares, escolares, profissionais, entre outras...). Nelas a pessoa vivencia situações onde é colocada numa posição de sentir-se inferiorizada e de menor valia.

Coopersmith(1967) afirma, ainda, que "... crianças não nascem preocupadas em serem boas ou más, espertas ou estúpidas, amáveis ou não. Elas desenvolvem estas idéias. Elas formam auto-imagens... baseadas fortemente na forma como são tratadas por pessoas significantes, os pais, professores e amigos", e eu complementaria dizendo que elas também passam a se comportar, a agir consigo e com as pessoas baseadas nestas experiências.

Então, o que alguém pode fazer para ter uma boa ou elevada auto-estima?

Comecemos com orientações de Coopersmith, para as crianças e os pais:

“a) experimentar uma total aceitação de seus pensamentos, sentimentos e valores pessoais;

b) estar inserida num contexto com limites claramente definidos, desde que sejam justos e não opressores;

c) os pais não usarem de autoritarismo e violência para controlar e manipular a criança, bem como não humilhar, nem a ridicularizar; e,

d)os pais devem apresentar um alto nível de auto-estima, pois eles são exemplos vivos do que a criança precisa aprender.” (Gobitta & Guzzo, 2002 )

Complemento com dicas que servem a todos:

1) buscar o autoconhecimento, pois ele permite entender e identificar o que acontece que te faz sentir-se menos valorizado. Ou seja, quais fatos ocorreram (ou ocorrem) em sua vida que geram sentimentos de impotência, tristeza, ansiedade e/ou menos valia;

2) A partir desse levantamento do fato ou dos fatos, encontrar maneiras alternativas de agir naquela situação, para não ser tomado pelos sentimentos. Um exemplo seria a pessoa descobrir seus “pontos fracos” e saber que ela poderá ser criticada por eles, e assim agir sobre eles fazendo cursos, aprendendo com outros ou exercitando mais aquela habilidade;

3) Identificar suas qualidades não apenas os defeitos, isso facilita o engajamento em tarefas onde suas características positivas possam ser realçadas, o que nos leva ao próximo item;

4) Engajar-se em atividades mais prazeirosas ou onde se tem um bom desempenho e se é valorizado. Assim, fortalece-se a auto-estima, não pela superação de um problema, mas pelo aumento de atividades que produzam coisas boas si e validem o que se é e o que se faz;

5) Valorizar a si mesmo e sua individualidade empenhando-se em atividades que lhe tragam felicidade, seja cuidar de forma física (melhor auto-imagem), dançar, ler um bom livro, permitir-se ser cuidado, amado e sentir-se especial.

Os benefícios para si tanto na vida pessoal, relacionamento afetivos, familiares, quanto na vida profissional são grandes. Lembre-se de quem deve ser a pessoa mais especial e importante no mundo, você!




Catálogo: artigos
artigos -> A psicologia é uma profissão reconhecida, no Brasil, pela lei 4
artigos -> Emoção e Motivação
artigos -> Psicologia: analítica ou dialética
artigos -> Psicologia de orientaçÃo positiva: uma proposta de intervençÃo no trabalho com grupos em saúde mental
artigos -> Perfil e formação doS tUtores de uma universidade pública da região centro-oeste 1
artigos -> A psicologia analítica
artigos -> Psicanálise e psicologia analítica: a psicologia profunda e a sua disposiçÃo neurótica. Carlos Eduardo Rodrigues de Araújo
artigos -> Boa noite a todos, é bastante prazeroso estar aqui, obrigado pelo convite de estar inaugurando o ciclo de conversar e debates
artigos -> Literatura e Psicologia Analítica
artigos -> Proposta de um modelo baseado no sistema de custos abc para aplicação em entidade educacional

Baixar 35.5 Kb.

Compartilhe com seus amigos:
  1   2




©psicod.org 2020
enviar mensagem

    Página principal
Universidade federal
Prefeitura municipal
santa catarina
processo seletivo
concurso público
conselho nacional
reunião ordinária
prefeitura municipal
universidade federal
ensino superior
ensino fundamental
Processo seletivo
ensino médio
Conselho nacional
minas gerais
terapia intensiva
oficial prefeitura
Curriculum vitae
Boletim oficial
seletivo simplificado
Concurso público
Universidade estadual
educaçÃo infantil
saúde mental
direitos humanos
Centro universitário
Poder judiciário
educaçÃo física
saúde conselho
santa maria
assistência social
Excelentíssimo senhor
Atividade estruturada
Conselho regional
ensino aprendizagem
ciências humanas
secretaria municipal
outras providências
políticas públicas
catarina prefeitura
recursos humanos
Conselho municipal
Dispõe sobre
ResoluçÃo consepe
Colégio estadual
psicologia programa
consentimento livre
ministério público
público federal
extensão universitária
língua portuguesa