Marcos Cabral Uso da Língua Tétum no ensino-aprendizagem do Português le na Universidade Nacional Timor Lorosa´e



Baixar 2,09 Mb.
Página35/44
Encontro21.06.2019
Tamanho2,09 Mb.
1   ...   31   32   33   34   35   36   37   38   ...   44

Anexo 4: Transcrição 3


Ficheiro: voz 027
E1: pronto, em primeiro lugar queria agradecer à professora que tem a disponibilidade para vem cá para nós fizemos entrevista com a professora. Em primeiro lugar queria saber quais são as suas habilitações literárias?

Prof: Eu ah fiz o mestrado, na área de Literatura mas exatamente na … Literatura Lusófonas

E2: fez aqui em Timor?

Prof: fiz em Portugal na Universidade do Minho

E2: ah em que ano?

Prof: eu fui em 2009 e terminei o curso em 2011, duração de dois anos

E2: é uma licenciatura um mestrado?

Prof: um mestrado

E2: e antes disso tinha feito alguma licenciatura aqui na UNTL estudou em Timor?

Prof: estudei em Timor, entrei aqui na UNTL em 2001, já com quarenta e dois anos, depois fiz a licenciatura em segunda língua portuguesa e culturas lusófonas, com cerca de quatro anos com a duração de quatro anos, entrei em 2001 e em 2005 já defendi a minha monografia, e depois a graduação só foi em 2007 devido a disponibilidade da “UNCR”, sim do exame da espera da graduação

E2: é muito tempo

Prof: depois em 2008 especializei-me em ensino da língua portuguesa, e em 2009 tive a oportunidade de ir

E2: com uma bolsa, como bolseira

Prof: sim como bolseira, financiada pelo IPAD e a UNTL

E2: foi para Lisboa?

Prof: Braga Universidade do Minho

E2: Universidade do Minho, muito bem

E1: obrigada pela resposta, e queria saber também em que ano começou a sua formação académica?

Prof: acho que a resposta eu já disse

E2: já acabou por responder a esta pergunta

E1: ah ta bem

E2: pode perguntar é aqui ou a quatro

E1: quatro quatro é... quando é que começou a lecionar em português e em que escola?

Prof: comecei a dar aulas aqui na UNTL, na UNTL em 2005 assim que terminei o curso, comecei a dar aulas aqui na UNTL ,no início com o financiamento do ICA , Instituto de Camões, e posteriormente financiado pela UNTL, depois de ser nomeada como a professora docente permanente

E2: antes disso nunca tinha lecionado?

Prof: antes disso nunca tinha lecionado, quando vim frequentar o curso para mim não foi com a intenção de ser professora, mas depois fui selecionada

E2: mas quando entra para universidade não é com o sentido de

Prof: de de ser professora, porque abriu-se o curso, era a primeira vez que havia o curso de português então

E2: concorreu começou a fazer o curso só mais tarde
Prof: só já no fim é que vimos a saber que havia quatro ramos, o ramo educacional, o ramo de tradução, o ramo científico e o ramo de comunicação social, mas depois devido à realidade só havia dois ramos, só havia um único ramo, e neste fui incluída.

E2: já falava português?

Prof: já, porque como eu disse entrei com quarenta e dois anos, portanto pertenci aquela geração antiga que tinha aprendido português antes da guerra colonial.

E2: hmm... estudou sempre em língua portuguesa

Prof: aqui desde que comecei sim sempre em língua portuguesa, porque a minha formação foi em português, o curso teve formação de português, e o curso tem o nome de ensino do português com a intenção de formar professores de português.

E2: de português claro... quer fazer alguma pergunta nesse sentido

E1: sim, então podemos... aqui .. a que níveis de escolaridade que ensina?

Prof: comecei aqui a dar dar só para alunos universitários e umas vezes aulas extracurriculares já fora da universidade

E2: mas costuma dar aos primeiros anos ou....

Prof: aqui não dou só aulas de língua portuguesa como professora

E2: pois era o que queríamos perguntar

Prof: não dou só aulas de língua portuguesa, conforme as necessidades do departamento, se há professores se precisa de professores de língua portuguesa ou se dá aula de língua portuguesa, mas a minha área de preferência é a área da linguística, fiz o mestrado na área da Literatura mas dou mais aulas de linguística

E2: porque também prefere

Prof: da minha preferência e neste momento ainda não há professores para me substituir, mas há colegas que estão a a fazer o mestrado nessa área e mais tarde...

E2: voltarem não é

Prof: estão cá

E2: ah estão cá

Prof: estão cá e se terminarem a dissertação e decidirem esta começarem dar aulas nesta área da linguística, neste momento creio que ir para a área da literatura

E2: muito bem , então neste momento está a dar alguma disciplina de linguística?

Prof: sim, no curso passado estava a dar introdução à linguística, e neste semestre vou dar Sintaxe e Semântica do português

E2: em que ano, a que anos

Prof: no semestre passado, no primeiro ano, não segundo ano, e agora vou dar para o terceiro ano

E2: pô para o terceiro ano

Prof: mas anteriormente também dava aulas de unidade temáticas para o quarto ano, depende das necessidades do departamento

E2: exatamente

Prof: mas também já dei aulas de Introdução do tétum, introdução do tétum é uma disciplina do curso mas que as aulas são dadas em português, não são dadas em tétum, as aulas são ministradas em português mas estudamos tétum

E2: mas dá uma disciplina em que ensino só em tétum que é a Língua tétum

Prof: a língua tétum depende od professor, se o professor sai do departamento de português dá aulas em português e depois pode recorrer ao tétum, mas se o professor vem de fora do departamento, então neste caso fala tétum

E1: podemos fazer, há quanto tempo leciona na UNTL?

Prof: quase dez anos, faz este ano … com dois anos de interrupção

E2: é uma vida mesmo, muito tempo
E1: obrigada pela resposta, queria saber também quando está a ensinar o professor compreende bem a língua que utiliza para ensinar?

E2: agora já sabemos a resposta, se calhar no início quando começou a carreira

E1: no início sim...

E2: é mas isso que queria perguntar, quando começou a carreira é mais isso que quer perguntar, se quando começou a ensinar português tinha alguma dificuldade quando usava a língua se

Prof: em termos de conhecimento da língua não, mas talvez já … ah...mais para a pedagogia, eu tinha dificuldade a parte didática sim, tivemos dificuldade por ser a primeira vez a dar aulas

E2: claro ….porque não fez nenhum estágio se calhar

Prof: fiz o estágio, eu esqueci de dizer, fiz o estágio pedagógico aqui tive a sorte de fazer o estágio pedagógico

E2: voltou para cá e veio cá fazer

Prof: não não, o estágio pedagógico foi da licenciatura, estava no quarto ano, fiz estágio pedagógico e tive de dar aulas para alunos do primeiro ano, foi uma experiência digamos excecional porque ahh... tinha que integrar outra realidade alunos formados em língua indonésia com pouco conhecimento do português ou alunos com conhecimento nulo

E2: Imagino deve ter sido um desafio

Prof: um grande desafio, aplicar os conhecimentos, então...

E1: obrigado pela sua resposta, e no seu ponto de vista qual é o seu nível de proficiência na língua que ensina?

Prof: hmmm... no ano passado houve aqui um teste, um teste para avaliar o conhecimento dos professores, muitos professores seguiram alguns não, sobre a coordenação do professor doutor Rui Ramos

E2: ah sim

Prof: coordenador de … e neste teste fui conforme o resultado atingi o nível C2, talvez seja o mais

E2: o mais próximo de um falante nativo

Prof: sim o mais adequado para um falante nativo

E1: porque utiliza a língua portuguesa para ensinar?

Prof: primeiro porque o departamento de ensino tem a formação de português, o curso é ensino da língua portuguesa, formei em português e uma outra exigência da UNTL que as aulas sejam ministradas em língua portuguesa e no nosso caso uma vez que temos que ser professores para ensinar a língua portuguesa

E2: mas recorre ao tétum algumas vezes quando está a ensinar português?

Prof: quando estou explicar algum vocábulo que seja difícil para os alunos

E2: enfim

E1: é o professor que prepara os seus próprios materiais didáticos em que se baseia?

Prof: sim, eu preparo os materiais didáticos porque não há manual para a universidade e depois depende de cada disciplina, da disciplina que dou, baseio-me na bibliografia disponível e preparo os materiais didáticos, a partir do ano passado nós temos feito, departamento, tem feito sebentas, entre aspas, porque a sebenta pode ser entendida num sentido pejorativo mas mais um

E2: um género de manual

Prof: manual ou portfólio, e nós baseamo-nos isso mas recorremos sempre a outras referencias para dar as aulas

E2: e essas sebentas que está a falar são feitas pelos professores?

Prof: sim, por cada professor da disciplina e depois com ah o apoio colaboração dos professores de cada área. Este manual foi apresentado no ano passado num evento na .. no centro de convenções


E2: mas esse manual tem algum nível específico ou é uma manual que engloba toda a língua portuguesa sem nenhum nível de escolaridade, de proficiência em específico

Prof: não, o manual foi elaborado para o departamento, então sãos as várias disciplinas com cada conteúdo.

E1: utiliza algum manual didático ou apoia-se em alguma ferramenta de ensino para dar as suas aulas

Prof: penso que o professor já, que eu já

E2: já foi mas tem algum manual que recorra muitas vezes, alguma gramática em especial

Prof: sim são várias as referências que nós usamos para elaborar as nossas sebentas então, ou mesmo os materiais dos professores que já deram essas disciplinas

E2: sim também ajudam claro

E2: agora uma pergunta, ainda umas das últimas, que tem a ver com as dificuldades na língua portuguesa, se encontra alguma dificuldade

Prof: sim dificuldades encontramos, os alunos já não são da nossa geração, então, apresentam dificuldades quer ao nível da oralidade quer ao nível da escrita, no departamento, é por falta de pratica da língua, os alunos falam na sala, depois saem da sala já vão ao tétum ou muitas vezes às outras línguas maternas, e depois a falta de hábito de leitura, e falta de autonomia, mesmo agora estamos a seguir um currículo com ECTS, eu não me lembro de... em que os alunos têm horas para estudo autónomo, os alunos não sabem utilizar esse tempo

E2: nem sabem o que isso significa

Prof: o que significa já explicamos várias vezes, [RISOS] não sabem aproveitar, e uma coisa que nos lamentamos, quando falo nós já estou a referir ao departamento, nos anos anteriores, em 2005 houve ou havia, a partir do 2005 criou-se o ano propedêutico, os alunos concorriam para a universidade mas que não tinham notas suficientes para fazer o curso ficavam selecionados para fazer o ano propedêutico, depois mais tarde esta possibilidade foi eliminada, talvez isso seja também um dos fatores determinantes para o progresso

E1: a língua tétum pode ser um facto fulcral ou principal no processo de ensino-aprendizagem do português?

Prof: não digo que seja fulcral, mas conhecer esta língua, quando não é falante do tétum, conhecer esta língua é uma mais-valia, porque complementa, as duas línguas se complementam então o falante o professor que não é falante do tétum pode recorrer-se se assim conhecer a língua, estou a falar por exemplo no caso do professor do português que vem

E2: como o meu caso

Prof: sim no caso da professora que vem dar aulas, conhecer a língua é uma mais-valia

E2: tenho notado isso que agora estou a aprender o tétum e noto muita diferença por acaso

E1: quais são as línguas que fala em casa?

Prof: Falamos tétum, fala tétum, depois inglês raras vezes, português porque já tenho uma netinha, então ela fala português falamos português em casa e falamos também a língua materna mambae

E2: com o marido e com os filhos

Prof: com o marido falo mambae, com os filhos falo tétum, e com a minha netinha português

E2: porquê, porquê com a netinha?

Prof: porque ela aprende português

E2: como é pequenina tem mais facilidade

Prof: mas ela aprende tétum e português ao mesmo tempo, percebe que nos estamos a falar tétum então ela aprende as duas línguas

E2: é uma boa fase para aprender línguas novas, quando se é pequenino
E1: alguns distritos que a professora considera: que parte deste país que encontra mais dificuldade a ensinar a língua portuguesa, E se assim quais?

E2: era no caso da professora já ter ensinado noutros distritos

Prof: como nunca ensinei noutros distritos não posso responder a esta pergunta.

E1: vamos continuar com outra pergunta...

E2: também aqui a pergunta numero dezassete que o professor Marcus vai colocar é em relação às situações de aprendizagem em que recorre ao tétum, a professora já tinha dito que era mais na explicação do ….

Prof: na explicação do vocabulário

E2: ...vocabulário, mas portanto aqui era mais para saber se também na compreensão da leitura, na produção escrita de um texto, se há mais algum momento por exemplo a falar com um aluno dentro na sala de aula se há algum momento em que precisa de recorrer ao tétum se...

Prof: no caso da aula de língua portuguesa, de linguística do tétum, ou mesmo nas aulas de sintaxe, porque há frases que às vezes necessitamos fazer a tradução para os alunos compreenderem aqueles elementos na prática

E1: em algumas destas situações de aprendizagem deparou-se com algum ou alguns alunos que não conseguiam comunicar em nenhuma das línguas que domina?

E2: a professora, eu não sei se os alunos todos que a professora têm falam tétum, mesmo se existe algum que não domine nem o tétum nem o português, porque às vezes há alunos que não falam tétum, falam as suas línguas maternas, se houve alguma vez alguma situação dessas, que tenha deparado com essa situação

Prof: às vezes os alunos que não têm tétum como língua materna, um pouco com influências de tétum, às vezes apresenta dificuldades, mesmo na explicação da estrutura frásica não pode ter essas dificuldades, porque há línguas não têm mesmo a mesma ordem básica, há quatro línguas aqui que não seguem a ordem padrão, makasae,…. não seguem aquela estrutura padrão SVO, então necessita, tem maiores dificuldades

E2: mas a seleção dos alunos para entrar na licenciatura em língua portuguesa, eles terão que falar minimamente ter minimamente conhecimento em português e no tétum

Prof: tétum não, mas em português agora estão a exigir a média tem que ser 6,5 ou 7

E2: alguns conhecimentos eles deverão ter

Prof: sim supostamente deverão ter, depois tem aquela disciplina de tétum Língua tétum 1 e 2

E2: e o português funciona até ao final do curso?

Prof: o português funciona até ao quarto, não ao terceiro ano

E2: sendo que o curso é de quatro ano

Prof: o curso é de quatro anos, o português funciona até ao terceiro ano, mas depois de quatro anos já têm literatura da língua portuguesa, didática da língua portuguesa, são várias disciplinas

E1: obrigada pela explicação. Na sua opinião quais lhe parecem ser as maiores motivações dos seus alunos em aprender português?

Prof: penso que a maior motivação é que o professor melhore a nível profissional, nós formamos alunos para serem professores, mas até agora nem todos os nossos alunos são absorvidos pela educação, são muitos que estão a trabalhar noutras áreas, uns que estão no ministério da justiça, uns que estão no departamento, agora dois estão lá, e ainda não terminaram curso, e estão no último ano estão lá no conselho de ministros.

E2: então podem sair para várias

Prof: a saída é para formar professores, mas depois não, depois de terminar o curso nós ensinamos são várias disciplinas
E2: mas acha que o facto de eles terem conhecimento em língua portuguesa poderá ser um bom requisito para que os trabalhos

Prof: sim é por isso que mesmo antes de acabar o curso já encontram emprego

E2: claro por ter esse domínio

Prof: por ter esse domínio … uma já vai em prémio de literatura, dos alunos que entraram para aqui tendo língua portuguesa, depois já duas ficaram premiadas com um concurso e já foram para Macau durante o curso de verão

E2: mas para formação de português, quando eles saem eles formando-se como professores quando saem para dar aulas há um concurso que eles têm que passar como é que funciona se quiserem dar aulas na escola

Prof: depende do ministério da educação, não nem vagas para estes novos graduados porque há muitos professores que deveriam já estar na reforma, então o governo não aplica a lei da reforma, não há vagas, estes alunos que saem não podem ter vagas e aplicam-se noutros...

E2: pois noutros trabalhos

Prof: há uma que já está a trabalhar, uma ou duas, três que já estão a trabalhar noutra universidade que é a ESI, de instrução superior, talvez um já teve oportunidade de estar lá fora

E2: continuar os estudos lá fora

E1: acredita que haverá interesse por parte da nova geração de novos estudantes em aprender português porquê?

Prof: haverá, se assim o governo o entender, refiro-me se não houver sempre alterações, se acha que estabelece que o ensino tem que ser sempre em língua portuguesa tem que cumprir e não só no papel, depois não estar sempre a mudar a lei, ora o ensino tem que ser em português ora o ensino tem que ser em língua materna, então haverá...

E2: mesmo pensando que as gerações antigas que falavam português que falam português um dia terão o seu, o caminhar das coisas irão desaparecer, e isso é que às vezes se calhar fica no ar, como é que se calhar as gerações mais novas não tendo pessoas, avós e bisavós, a falar português em casa se haverá interesse dessas crianças desses jovens em falar português parecendo que não um pai, uma mãe, ou um avó são uma influência muito grande quando se cresce, não sei, mas considera que haverá esse interesse ainda assim com o passar dos anos?

Prof: haverá, mas o futuro dirá melhor e se o governo incentivar, não estabelecer uma coisa num ano, e depois de dois anos altera essa lei

E2: claro a informação começa de base, e por haver essa realidade linguística tão dispersa tão diversa que eles têm tantas dificuldades, quando chegam à universidade muitas vezes não estão preparados

Prof: quando os alunos são entrevistados nós vemos essa dificuldade, os estagiários aprendem aqui uma coisa depois depois querem aplicar lá é difícil, porque a situação lá é diferente, então os próprios estagiários não estão preparados

E2: quando chegam lá, não deve ser fácil… mais alguma pergunta, acho que estamos satisfeitos

E1: só queria aqui uma pergunta assim para a doutora: como é que a doutora progrediu no português?

Prof: aprendi português antes do período colonial, depois no período da Indonésia era proibido falar português, mas eu tinha sempre livros que podia ler em casa, estudar, então a verdade é que nos obrigou a usar a língua, falava em casa com os meus filhos, mas depois quando eles cresceram tinham que ir à escola não podiam continuar a falar, ficavam lá sem compreender nada, compreender a língua indonésia, os professores falavam uma coisa eles tinham outra língua em casa, então deixei de falar deixei de falar português com eles e tive que falar língua indonésia para poderem compreender as aulas na escola. O tétum aprendiam porque o meio, toda a gente falava a comunidade falava tétum


E2: a professora nesse tempo também esteve muito sem falar português durante muitos anos

Prof: muitos anos, quase vinte e quatro anos sem falar, a não ser a leitura [----] ou guia de […]

E2: com o marido falava em tétum,

Prof: sim em tétum, quando falava de coisas secretas falava em português

E2: claro muito bem
[AGRADECIMENTOS FINAIS]




    1. Compartilhe com seus amigos:
1   ...   31   32   33   34   35   36   37   38   ...   44


©psicod.org 2019
enviar mensagem

    Página principal