Marcos Cabral Uso da Língua Tétum no ensino-aprendizagem do Português le na Universidade Nacional Timor Lorosa´e


Capítulo 3 - Prática letiva – Estágio Pedagógico



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Capítulo 3 - Prática letiva – Estágio Pedagógico


Neste capítulo irei descrever a prática pedagógica que desenvolvi no âmbito do estágio realizado, procurando fazer referência a alguns momentos em que tive que recorrer ao uso do tétum, mas focando principalmente algumas das atividades desenvolvidas e a desenvolver no meu futuro como professor de português língua estrangeira.
    1. 3.1. Apresentação do contexto de estágio pedagógico


O estágio pedagógico realizou-se na Faculdade de Educação, Artes e Humanidades (FEAH), na Universidade Nacional Timor Lorosae (UNTL), no quadro do Mestrado em Português Língua Segunda/Língua Estrangeira (MPLE da FLUP). Desenvolvi a minha prática letiva, numa turma de 1º ano da UNTL, na disciplina Língua Portuguesa nível A 1, do curso Ensino da Língua Portuguesa, sob a supervisão das professoras Dra. Bárbara Gama Nadais e Dra. Edite Castro.

Do blogue da Universidade8, transcrevemos as seguintes informações:

“A Universidade Nacional Timor Lorosa'e (único nome oficial, em português) - em tétum seria Universidade Nasionál Timór Lorosa'e -, UNTL, é uma universidade fundada em 2000, com sede na cidade de Díli, capital de Timor-Leste.

No tempo em que Timor era província ultramarina portuguesa não havia universidades no território. Os poucos timorenses que prosseguiam estudos superiores faziam-no, por norma, em Portugal.

Em 1986, em plena época de ocupação indonésia, por iniciativa do então governador Eng. Mário Vegas Carrascalão, foi fundada a Universais Timor Timur (UnTim). Esta instituição privada estava vocacionada para a formação de gestores intermédios, técnicos agrícolas e professores do ensino secundário para "Timor Timur". Não tinha cursos como arquitetura, direito ou medicina, nem desenvolvia investigação, e os contactos internacionais eram rigorosamente controlados.

Em 1998/99 a UnTim chegou a ter 4 mil estudantes e 73 professores. No entanto, as autoridades indonésias acabariam por mandar encerrar a universidade em Abril de 1999, na sequência das manifestações em prol da realização do referendo pela independência.

Em Setembro de 1999, os militares indonésios e as milícias que apoiavam a integração iniciaram um processo de destruição sistemática das infraestruturas vitais do país, do qual resultou a destruição de 95% dos estabelecimentos de ensino básico, secundário e superior. As instalações da universidade, bem como todo o seu recheio, foram completamente destruídos.

Apesar de não contar com orçamento inicial da UNTAET, graças ao esforço de professores e alunos da antiga universidade e da escola politécnica, a Universidade Nacional Timor Lorosa’e (UNTL) pôde começar a lecionar para 5 mil alunos logo em novembro de 2000. Com o apoio internacional, a nova UNTL fixou-se nas instalações restauradas do antigo Liceu Dr. António de Carvalho, da antiga Escola Técnica Dr. Silva Cunha, na ex-Escola Canto Resende e, mais tarde, também no espaço do antigo Politécnico de Hera e no edifício que antes tinha albergado a UnTim. Isto apesar de a maioria das salas de aula estarem, nos primeiros anos, praticamente despojadas do material essencial ao ensino, incluindo mobília. Para além disso, muitas das pessoas tecnicamente mais habilitadas para o ensino superior acabaram por ser atraídas para lugares no governo ou na administração pública do jovem país.

Existem atualmente cinco faculdades: Agricultura, Ciências Políticas, Economia, Ciências da Educação e Engenharia.

Em Julho de 2001 arrancaram o Centro Nacional de Investigação Científica e o Instituto Nacional de Linguística que, entre outras iniciativas, promove o desenvolvimento do tétum, uma das duas línguas oficiais do país.”


O Departamento da Língua Portuguesa (DLP) faz parte da Faculdade de Educação, Artes e Humanidades (FEAH) e é responsável pelo Curso de Língua Portuguesa na faculdade bem como pela criação de programas pedagógicos de ensino da língua portuguesa nas escolas timorenses. Atualmente, o Curso de Língua Portuguesa é dado em todos os níveis, para toda a comunidade de estudantes da FEAH, bem como de outras faculdades, e foram criados também cursos para públicos específicos em função de pedidos do Ministério Público.



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