Marcos Cabral Uso da Língua Tétum no ensino-aprendizagem do Português le na Universidade Nacional Timor Lorosa´e



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Língua Estrangeira

Flores (2013: 42-45), ao discutir a distinção entre LE e L2, apresenta várias perspetivas, entre elas a defendida por Klein (1986), que estabelece a diferença entre L2 e LE por critérios sociopolíticos no país em que vive o falante. Em Timor, para os timorenses, como o português é língua oficial pode ser considerado uma L2 para um timorense. O tétum é L1 se aprendeu e falou desde “sempre” e português será L2 e não LE. Mas pode haver timorenses que desde sempre falaram português e então português é L1, e depois aprenderam tétum sendo neste caso L2. Por exemplo, um timorense que começou a falar makasae e só mais tarde na escola e na sociedade passou a falar tétum e Português parece que tem duas línguas L2. Mesmo nesse último caso, o tétum terá mais força do que o português, porque é mais usado e por mais falantes, sendo, além disso, mais próxima, tipologicamente, das línguas faladas pelos timorenses como línguas maternas. Assim português deve ser considerado LE, dado que, neste momento, em geral, é adquirido apenas na escola e a sua plena aquisição apenas acontece já no ensino universitário, e mesmo assim apenas nalguns casos.




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