Manual de Leitura [o saque]



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Manual de Leitura [O Saque]

Logótipos [M|C] [TNSJ] [REN] [UTE]



O Saque

Loot (1964)

de Joe Orton

tradução Luísa Costa Gomes
encenação Ricardo Pais

cenografia Pedro Tudela

figurinos Bernardo Monteiro

sonoplastia Francisco Leal

desenho de luz Nuno Meira
elenco

Hugo Torres Dennis; Meadows

Jorge Mota McLeavy

José Eduardo Silva Truscott

Lígia Roque Fay

Paulo Freixinho Hal

Pedro Almendra Dennis; Meadows

e os figurantes Marta Pires, André Joly


preparação vocal e elocução João Henriques

assistência de encenação João Castro

assistência de figurinos Lícia Cunha
treino de movimento David Santos

treino de esgrima Miguel Andrade Gomes


chefia de produção Maria João Teixeira

direcção técnica Carlos Miguel Chaves, Rui Simão

direcção de montagem Teresa Grácio

direcção de cena Pedro Guimarães, Ricardo Silva

contra-regra André Joly

maquinaria de cena Filipe Silva (chefe), Joaquim Marques, Lídio Pontes, Adélio Pêra, Paulo Ferreira, Jorge Silva

operação de som António Bica, Joel Azevedo

operação de luz Filipe Pinheiro, João Nuno, Abílio Vinhas

adereços e guarda-roupa Elisabete Leão (coordenação); Guilherme Monteiro, Dora Pereira, Nuno Ferreira, Patrícia Mota (aderecistas); Celeste Marinho (mestra-costureira); Nazaré Fernandes, Fátima Roriz, Virgínia Pereira, Maria da Glória (costureiras); Isabel Pereira (aderecista de guarda-roupa)

cabelos e maquilhagem Sano de Perpessac

auxiliar de camarim Laura Esteves

fotografia João Tuna


produção TNSJ
A banda sonora do espectáculo inclui temas tratados a partir dos originais:

Fantasia em Fá Menor, K. 608 | de W.A. Mozart | interpretação John Scott

“Chaminou et le krompire” | de Tony Coe | interpretação Tony Coe, Frank Ricotti, Steve Beresford, John Barclay, Chris Pyne, Laurence Cottle

“Trainspotting” | de/interpretação Primal Scream

“Moon Mist” | de J. Mercer/D. Ellington | interpretação The Out-Islanders

“Alika” | de John Kalapana | interpretação Webley Edwards

“A Cavalgada das Valquírias” (de Die Walküre) | de Richard Wagner | interpretação Harold Britton

“The House of the Rising Sun” | de Alan Price | interpretação Santa Esmeralda
duração aproximada [1h40] sem intervalo

classificação etária Maiores de 12 anos


Teatro Nacional São João

[14 | 26 Novembro 2006]

terça-feira a sábado 21:30 domingo 16:00



Apoios (com logótipo)

Hotel Quality Inn

Vitalis

Caves Neto Costa



Jorge Lima – Cabeleireiros

Servilusa – Agências Funerárias

Metro do Porto
Apoios à divulgação (com logótipo)

RDP – Antena 1

RDP – Antena 2

Rádio Nova

Jornal de Notícias
Agradecimentos

Câmara Municipal do Porto

Polícia de Segurança Pública

Laboratório de Prótese Dentária Ceuta, Lda.

Manuel Correia – Antiquário

Retina Óptica

Hospital Geral de Santo António
Edição Centro de Edições do TNSJ

Coordenação João Luís Pereira

Documentação Paula Braga

Traduções Rui Pires Cabral

Design gráfico João Faria

Fotografia João Tuna, Douglas Jeffrey (retrato Joe Orton)

Impressão Rocha AG
Teatro Nacional São João

Praça da Batalha

4000-102 Porto

T 22 340 19 00 F 22 208 83 03


Teatro Carlos Alberto

Rua das Oliveiras, 43

4050-449 Porto

T 22 340 19 00 F 22 340 19 07


www.tnsj.pt

geral@tnsj.pt
Não é permitido filmar, gravar ou fotografar durante o espectáculo. O uso de telemóveis, pagers ou relógios com sinal sonoro é incómodo, tanto para os actores como para os espectadores.

Era para esquecer…
…que o dia 6 de Novembro de 2006 é o limite para entregar ao nosso Centro de Edições os textos para o “Manual”, se o queremos pronto a tempo desta maldição obsoleta a que chamamos estreia.

Redijo estas linhas na supracitada data. E nesse mesmo dia não sei ainda como encenar a cena final da peça a que V. Exas. vão assistir. Tal como o Inspector Truscott, pergunto-me se este acidente “não será uma metáfora”. E ele responde-me com o despropósito truculento dos pequenos monstros: “Ora viva o Porto, onde cada impasse é uma esperança e cada alegria um requiem”.


Ricardo Pais
Nota à tradução
Para além dos ajustes naturalmente negociados entre a tradução e o seu espectáculo, a encenação assume neste trabalho algumas liberdades extra. Não chegam no seu conjunto a configurar uma versão cénica; são apenas ajustes e agilizações, alguns deles em laboração até aos últimos ensaios. Estou em crer que não afectam o trabalho de Luísa Costa Gomes, de que tanto gostamos.

Devo agradecer a John Havelda a preciosa ajuda que, ao longo destes meses, nos deu na interpretação do inglês de Orton, do seu estilo e dos seus complexos jogos linguísticos.


Ricardo Pais

Um dos tais” a safar-se da sarjeta


John Havelda*
“Sou da sarjeta e não te esqueças disso, porque eu também não.”

Joe Orton
No período que se seguiu à II Guerra Mundial, a Inglaterra era certamente um lugar sombrio para se viver. Em 1948, a minha mãe emigrou do leste rural da Hungria para Leicester, a cidade natal de Orton, com sonhos de abundância e conforto, ténis e chá. Em vez disso, nas raras ocasiões em que conseguia escapar à escravidão da lida doméstica, sentava-se em Victoria Park e comia um pãozinho para enganar a fome. Por força do racionamento, que só terminaria em 1954, ela tinha direito semanalmente a apenas 30 gramas de fiambre, 40 gramas de queijo, 200 gramas de manteiga, um litro e meio de leite e um ovo, quando os havia.

Estou certo de que a minha mãe, ao abandonar a mais celebrada e bucólica região vitícola da Hungria, se deixou impressionar pela dimensão do desenvolvimento urbano das Midlands inglesas. No período do pós-guerra, a Grã-Bretanha era de longe o país mais urbanizado e industrializado da Europa. Apenas uma em cada vinte pessoas trabalhava na terra. Em França, o número correspondente era mais ou menos de uma em cada três. Parte do conservadorismo britânico é o resultado das enormes mudanças sociais que tiveram início com a Revolução Industrial. A nostalgia de um passado rural idílico está bem patente na paixão nacional pela jardinagem.

Em 1948, Orton tinha 15 anos e vivia muito perto da casa dos meus pais, no bairro de Eyres Monsell. Embora os meus pais trabalhassem dia e noite em fábricas de têxteis e de calçado, tentando juntar o dinheiro de sinal para a compra de uma pequena casa semi-independente numa rua desfigurada por fábricas – a minha mãe estava mais longe da terra do chá e do ténis do que quando vivia em Tokaj –, todos nós achávamos que a nossa situação era muito melhor do que a das pessoas que viviam em Monsell.

A biografia de Orton por John Lahr, Prick Up Your Ears, documenta o desejo desesperado do jovem actor de escapar ao tédio esmagador de um emprego rotineiro numa cidade cujo lema é “Semper Eadem” – “Sempre a Mesma” –, uma dessas esplêndidas coincidências, tendo em conta que o trabalho de Orton é, entre outras coisas, um ataque aberto às forças do conservadorismo britânico. Orton causaria certamente alguma estranheza num lugar onde o teatro e a escrita dificilmente entravam nas conversas de sexta-feira à noite nos pubs vizinhos. A última vez que estive em Leicester falei com o homem que reside actualmente no n.º 9 de Fayhurst Road e que conheceu bem a família Orton. Ele recorda-se de ter perguntado a Douglas, o irmão de Orton, o que é que o jovem John escrevinhava constantemente no caderno de notas que levava para todo o lado. “Meteu na cabeça que há-de escrever um livro quando crescer”, foi a resposta que obteve. De que outras formas se distinguiria John Orton? Ao contrário dos outros miúdos, John dizia “Mum” em vez de “Mam” ou “Mother”, o que era entendido como uma negação da sua classe social e levou um dos seus colegas de escola a comentar: “Ele fala como um dos tais” [one of them1].

Orton acabaria por conseguir escapar à Leicester do pós-guerra em 1951, graças a uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Dramatic Arts (RADA) de Londres, onde conheceria Kenneth Halliwell. Com um humor lacónico e eufemístico, Orton descreve no seu diário, nesse mesmo ano, aquela que terá sido provavelmente a sua primeira experiência homossexual significativa:
8 de Junho Conheci o Ken. Ele convidou-nos a viver com ele.




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