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Louis Braille N.º 16

Todos os direitos reservados ACAPO

Imagem na versão PDF:

Máquina Braille em cima de uma mesa, com uma folha introduzida. Os títulos dos artigos estão colocados na folha.

Título de capa:

Ensinar Braille

Breves

Saúde | Retinopatia Diabética: Avanços na investigação

Acessibilidade | Formação para Turismo Acessível

Tecnologia | Android em análise

Direitos | Atendimento prioritário

Secção: Editorial

Por Graça Gerardo

Presidente da Direção Nacional da ACAPO

Nesta revista, publicada no mês em que Louis Braille faria 207 anos, a ACAPO pretende contribuir para o trabalho iniciado por aquele grande mentor do sistema de leitura e escrita específico e tão necessário ao domínio que as pessoas com deficiência visual devem ter da informação que as rodeia.

Entre outros, publicamos, pelo interesse que lhe imputamos, o artigo sobre formação de técnicos de Braille que Irina Francisco defendeu nas comemorações do Dia Mundial do Braille, promovidas pelo INR e pelo Núcleo para o Braille e Meios Complementares de Leitura, no passado dia 4 de janeiro.

Ele faz parte de uma ideia mais vasta que a ACAPO tem de, verdadeiramente, definir as premissas que possam efetivamente dar uma nova visibilidade ao Braille. E se se fala aqui de formação de técnicos de Braille, importa, acima de tudo, definir o que são técnicos de Braille. Quais os seus requisitos e que competências devem revelar.

A ACAPO julga necessária, desde logo, a criação de legislação que crie a profissão de técnico de Braille, definindo clara e uniformemente, os seus requisitos e objetivos, capacitando-os e dando-lhes ferramentas para que possam depois desenvolver com confiança e competência o seu trabalho. Pensamos ser obrigatório o conhecimento das várias grafias que o compõem, das estenografias de línguas diferentes do português, nomeadamente francesa e inglesa, bem como de um conhecimento, ainda que superficial, dos vários materiais pautas, máquinas e linhas Braille com que, porventura, possa vir a trabalhar.

Na definição de requisitos que se delinear, deve ter-se em conta, por exemplo, a diferença entre técnico de Braille e professor de Educação Especial.

A um técnico não devem ser exigidos conhecimentos ao nível pedagógico, ao contrário de um professor de Educação Especial, que, além do domínio do Braille, deve ter outros requisitos como: noções de Orientação e Mobilidade, tecnologias de informação e comunicação, psicopedagogia, formas de abordar e envolver as famílias...

Com este editorial, pretendemos apenas tecer breves considerações, iniciando um período de reflexão para, das conclusões retiradas, se construir um documento que sirva de base à fundamentação da necessidade da criação desta profissão em Portugal. Ajude-nos, pois, com as suas ideias, enviando os seus contributos para o e-mail sugestoes@acapo.pt.

E não se esqueça que o Braille está muito longe de perder a sua utilidade, pois com as possibilidades que lhe são dadas em articulação com as novas tecnologias, aliado a uma linha Braille, por exemplo, permite eliminar o estigma do seu uso e o argumento de que é demasiado volumoso para se transportar e ler num local público.

Lembre-se que o toque é que nos transmite emoção.






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