Josiléia ribeiro dantas souza – Graduanda em Letras/Português -uespi patrick álisson de sousa – Graduado em Letras/Português uespi


A Presença do Fluxo da Consciência em Perto do Coração Selvagem1



Baixar 180,58 Kb.
Página5/9
Encontro11.10.2018
Tamanho180,58 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

3.1 A Presença do Fluxo da Consciência em Perto do Coração Selvagem1


Ao adequar a linguagem ao conteúdo narrado, ou seja, às emoções, registrando através do fluxo da consciência, técnica que indefine as fronteiras entre a voz do narrador e a das personagens, às intuições, ao inconsciente da personagem, a linguagem de Perto do Coração Selvagem “trai a afirmação da natureza racional da prosa” como enfatizou Gotlib (1995, p.184) e, consequentemente, provoca uma ruptura em relação à forma, subvertendo o conceito tradicional de enredo como uma combinação temporal de causa e efeito. Através dessas sensações impetuosas, Joana procura conhecer-se intimamente.

A estrutura do romance Perto do coração selvagem é divida em duas partes narradas de formas distintas, mas que dialogam, quanto a peculiar compreensão do tempo presente, sempre dado em relação com o passado. Essa primeira parte é composta por nove capítulos e trata da infância da protagonista, já adulta, no movimento retrospectivo e intercalado: os títulos dos capítulos sugerem esse movimento e alternam-se entre as figuras mais próximas da protagonista, sempre acompanhado por reticencias e situações que constam o adjunto adnominal que bem aponta a personagem de exceção, que é a protagonista, em busca do selvagem coração da vida; “o dia de Joana”, “o passeio de Joana”, “alegrias de Joana”.

Para referenciar melhor o parágrafo acima, Sá (1979) afirma:


Nas duas partes que compõe o livro, a fabulação, a estória, é mínima. Os dois planos da primeira parte situam a ação igualmente no passado; no segundo plano, porém, o narrador em terceira pessoa de tal modo se identifica com a protagonista Joana, que o foco narrativo – invadido por monólogos diretos, discursos indiretos livres e vermos no presente do indicativo – denuncia a primeira pessoa. (SÁ, 1979, p. 219)

Nessa parte, ilustramos a subdivisão dos capítulos para comprovar a afirmação de Olga de Sá:






Compartilhe com seus amigos:
1   2   3   4   5   6   7   8   9


©psicod.org 2017
enviar mensagem

    Página principal