Jornal eletrônico da associaçÃo dos ex-alunos do instituto



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CONTRAPONTO

JORNAL ELETRÔNICO DA ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO INSTITUTO

BENJAMIN CONSTANT

ANO 3


ABRIL DE 2008

17ª Edição

Legenda: Jornal Eletrônico da Associação dos Ex-Alunos do I B C.

Patrocinadores:


XXXX
Editoração eletrônica: Marisa Novaes

Distribuição: gratuita

CONTATOS:

Telefone: (0XX21) 2551-2833

Correspondência: Rua Marquês de Abrantes 168 Apto. 203 - Bloco A

CEP: 22230-061 Rio de Janeiro - RJ

e-mail: contraponto_jornal@yahoo.com.br

Site: www.exaluibc.notlong.com

EDITOR RESPONSÁVEL: VALDENITO DE SOUZA

e-mail: contraponto_jornal@yahoo.com.br

EDITA E SOLICITA DIFUSÃO NA INTERNET.

SUMÁRIO
1. EDITORIAL: UM GRITO PARADO NO AR


2.A DIRETORIA EM AÇÃO: HORA DO BALANÇO
3.O IBC EM FOCO # PAULO ROBERTO DA COSTA:

A FORÇA E A MAGIA DE UMA LIRA


4.DV EM DESTAQUE# JOSÉ WALTER FIGUEREDO:

*Laramara será beneficiada no Degustar 2008

*Livro conta a História da Pessoa com Deficiência no Brasil

*Cerimônia de comemoração de 10 anos do Virtual Vision

*Resgatando parte da História "Seul 20 Anos"

*Proposta do Grupo de Estudo do Estatuto da Pessoa com Deficiência


5.DE OLHO NA LEI #DULAVIM DE OLIVEIRA:

Deficientes podem ter isenção de imposto


6.TRIBUNA EDUCACIONAL # SALETE SEMITELA:

Inclusão: Do Discurso à Prática


7. GALERIA CONTRAPONTO #: HELEN KELLER
8.ANTENA POLÍTICA # HERCEN HILDEBRANDT:

Quem é o sujeito?


9.ETIQUETA # RITA OLIVEIRA:

Coquetéis


10.PERSONA # IVONETE SANTOS:

ENTREVISTA com: Marcos Vieira Passos

Fundador e presidente da Associação Macaense de Apoio aos Cegos, a AMAC
11.DV-INFO # CLEVERSON CASARIN ULIANA:

Dez dicas para proteger seu notebook contra criminosos


12. O DV E A MÍDIA # VALDENITO DE SOUZA:

Ética e Internet


13. PANORAMA PARAOLÍMPICO # SANDRO LAINA SOARES:

FUTEBOL DE 5


14.REENCONTRO # :

Marlene Lucélia Garcia


15.TIRANDO DE LETRA #:

*HOMENAGEM AO CBL (CLUBE DA BOA LEITURA)

* E-MAIL GRATIDÃO (UMA TERNA E INDELÉVEL LEMBRANÇA)
16.BENGALA DE FOGO #:

O CEGO E O PAPAGAIO


17. LENDO # MAURICIO ZENI:
18.SAÚDE OCULAR # HOB:

* Córneo-escultura pode evitar transplante

*Ptose, quando a pálpebra cansa

*Oftalmologia de Brasília desperta interesse europeu


19.CLASSIFICADOS CONTRAPONTO #:OPERAÇÃO SORRISO
20. FALE COM O CONTRAPONTO#: Cartas dos leitores

[EDITORIAL]


UM GRITO PARADO NO AR
O sonho do "livro acessível" certamente brotou em nossas almas quando tivemos a exata noção do infortúnio da nossa condição, que,como um verdugo implacável, nos impunha um restrito acesso ao universo mágico das letras...
O tempo passou e os amantes, cúmplices ou simplesmente simpatizantes das letras, se “amoldaram" às alternativas disponíveis.. alternativas essas fruto das ações isoladas de alguns espíritos altruístas...
Então, no limiar do terceiro milênio, a partir do despertar da nossa militância, descortinamos a grande oportunidade de manipularmos o "lúdico objeto" chamado livro de forma " democrática" como reza nossa Carta Magna, mesmo que de forma indireta: "TODOS TEM DIREITO À INFORMAÇÃO!"...
Então aconteceu o MOLLA-BRASIL (MOVIMENTO PELO LIVRO E LEITURA

ACESSÍVEL NO BRASIL) e com ele vieram as caravanas do livro acessível rumo à Bienal do Livro, no RJ, e as mobilizações em frente ao prédio do MEC onde se deu a

reunião entre o GT do livro (grupo técnico, constituído por funcionários do MEC, designados pelo presidente da República para regulamentar a lei do livro no Brasil) e, editores, livreiros, bem como, representantes do nosso segmento...
Segundo nossos representantes, a minuta de lei saída dos embates patrocinados pelo MEC, é um avanço sem precedentes para a concretização do nosso grande sonho: "livro acessível" na modalidade que melhor nos convier: digital, Braille ou simplesmente audível...
A "minuta de lei", por uma questão de " liturgia" do poder executivo, deverá ficar em "consulta pública", sendo posteriormente assinada pelo presidente da República...
Enquanto aguardamos do MOLLA-BRASIL as informações devidas pertinentes ao trâmite do processo, nossa esperança, agora alçada à condição de sonho inegociável, aguarda o momento exato de soltar o grito: "LIVRO ACESSÍVEL! ENFIM?!"...

[A DIRETORIA EM AÇÃO]


HORA DO BALANÇO
Estamos completando um ano de gestão e nesta oportunidade a Diretoria da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant, em respeito e atenção aos seus associados faz uma retrospectiva e uma avaliação de suas ações praticadas em defesa do segmento como um todo e dos eventos em diferentes campos dos quais participou e promoveu, incluindo um relato sintético envolvendo suas questões administrativas resolvidas e por resolver.
1. Ações políticas
A nossa gestão tem se notabilizado pela participação efetiva da Associação em audiências públicas relativas à acessibilidade: nos transportes de massa e na área da telefonia.

Atuou igualmente, junto com outras entidades congêneres, em defesa do livro acessível, em jornadas inesquecíveis, seja na caravana rumo à Bienal do livro, seja na concentração no pátio da Funarte, em apoio aos companheiros que nos representaram junto à Câmara Setorial do Livro, durante a discussão com os editores e técnicos, em busca de uma solução satisfatória para as nossas reivindicações de acesso pleno à leitura, como qualquer consumidor.

Na nossa agenda de preocupações, incluímos a busca pela regulamentação adequada de nossa participação satisfatória em concursos públicos, junto à Assembléia Legislativa através de um projeto de lei cujo trâmite estamos acompanhando e debatendo junto às assessorias dos senhores deputados.

Permanecemos ainda, ao lado de outras entidades, na discussão junto ao MEC, em face da adoção de uma política restritiva em relação às escolas especializadas, em função do que se convencionou chamar de política de educação inclusiva.

O documento entregue em mãos do Ministro da Educação, elaborado pela Associação, em resposta ao documento oficial, teve seu efeito significativo, se levarmos em conta a retirada, do segundo documento oficial, dos dois itens mais restritivos. É claro que essa pequena vitória contou também com a pressão de outras entidades engajadas nessa mesma luta, que está apenas começando. Certamente, teremos ainda outros raundes.
Entre nossas ações, incluímos a instalação de uma comissão responsável pela reforma do estatuto da nossa entidade, funcionando desde agosto de 2007 e que somente nesta data chegou ao término de seus trabalhos, ultrapassando em muito, os limites do calendário estabelecido inicialmente.

Até esses fatos são previsíveis, em face de contratempos naturais.


2. Eventos sócio-culturais
Durante a nossa gestão, promovemos encontros de lazer, visando ao congraçamento entre os associados, sem excluir os simpatizantes, com a intenção de atraí-los para nossa entidade.

Entre esses eventos, em parceria com o Conselho Brasileiro para o Bem-Estar dos Cegos, estamos promovendo um torneio de dominó, que se constituirá em várias etapas até ao final deste ano, em critério de ranking.

Nesta primeira etapa, denominada, torneio José Álvares de Azevedo, a Associação concedeu um prêmio de 100 reais à dupla vencedora.

Incluimos nesse cardápio, um passeio de cunho cultural, que se constituiu em uma incursão histórica, ao decadente império brasileiro, evento considerado positivo por todos os 40 participantes.


3. Atos administrativos
Apesar dos nossos esforços, ainda persistem alguns dos problemas de ordem conjuntural e até mesmo estrutural, já referidos em números anteriores.

Problemas estruturais:


departamentos ainda funcionando informalmente, com estrutura incipiente,com quadros vagos, exigindo de alguns membros da Diretoria, e até mesmo de alguns associados, maior esforço, em função cumulativa.

Esse fato não favorece uma maior articulação interna, capaz de agilizar os atos mais simples da Diretoria. Isso se deve em parte à falta de um espaço físico que abrigue a nossa sede, que nos permitiria desenvolver algumas de nossas atividades administrativas.


Problemas conjunturais:
Os dados de nosso cadastro de associados encontram-se incompletos, exigindo um levantamento mais amplo, que permita um relacionamento próximo entre estes e sua Diretoria, fortalecendo assim a nossa entidade.

Esse levantamento nos permitirá definir um perfil do nosso associado, visando a melhor beneficiá-lo.

Falando de aspectos positivos no plano administrativo de nossa gestão,informamos que agora já possuímos a nossa logomarca; isso significa que cada documento de nossa entidade, interno ou externo, vai com o nosso símbolo impresso, o que certamente nos dará maior visibilidade.

No próximo número comentaremos sobre os nossos planos para o nosso segundo ano de gestão.

Lembremos sempre: A Associação somos todos nós, na luta e no prazer.
A Diretoria Executiva
Vitor Alberto da Silva Marques

Presidente.

[ O IBC EM FOCO]
TITULAR: PAULO ROBERTO DA COSTA

A FORÇA E MAGIA DE UMA LIRA


Caros amigos e amigas fiéis dessa humilde coluna, hoje pela história do _IBC, me deparei, mentalmente, com uma figura ímpar, importante nos anais do casarão. Benedicta de Mello, essa mulher de uma extrema bondade, cujas asas abrigaram muitos dos pernambucanos e

mineiros que aportaram aqui no Rio de Janeiro para estudar, não é mesmo: Regivaldo,Manoel Paulo, José Francisco, Benedito Moraes, Marilene e todos os irmãos Garcia, Nair? E muitos outros.

Com três livros publicados e com muitas citações da nata literária abro aqui este porque é um de que gosto muito.

Vou reproduzir o prefácio do livro: SOL NAS TREVAS, então vocês constatarão o que digo acima.

Tive o privilégio de ter uma pequena convivência com essa poetisa que já mora no palácio dos poetas, cantinho que Deus, na sua infinita bondade, reservou para eles.
BENEDICTA DE MELLO
SOL NAS TREVAS

COOPERATIVA CULTURAL DOS ESPERANTISTAS

Av. 13 de Maio 47, sobreloja 208 — 20.000 —

Rio de Janeiro — RJ — Brasil

2.a Edição

1978


RIO DE JANEIRO
PREFÁCIO

Benedicta de Mello, poetisa admirável,

Dando o nome de Benedicta a esta pernambucana, como que adivinharam o seu belo destino intelectual, porque abençoada tem sido ela pelo espírito, malgrado a impossibilidade de ver diretamente as coisas e as criaturas da Terra.

Seu talento é vigoroso e, sentindo, imaginando tudo isto, é ela superior a tantos donos deste mundo de luzes e cores, incapazes de deter-se diante de um sorriso de criança, de uma haste florida, de um casal de namorados.


A ninguém que a encontre pela primeira vez dá Benedicta a impressão da cegueira. Seus olhos se nos afiguram límpidos e profundos, de uma suavidade estática. E igualmente seus versos não transmitem qualquer sensação de cegueira mental. Como que ela recolheu em pessoa todos os temas emotivos e descritivos de que fala.

As suas imagens vibram de vida real e as palavras cantantes pousam sempre, antes de desferir vôo, numa encosta de colina, num recanto de jardim, numa crista de vaga que a gente parece reconhecer sem esforço, que todos parecem ter visto ao mesmo tempo que essa admirável poetisa "as viu".


Tratando do amor, do grande artista Carlos Gomes, da saudade, das flores pomposamente ornamentais ou dos insetos mais humildes, a autora destes versos, versos entre românticos e clássicos, faz-nos compreender que, como no impressionante símbolo de Maeterlinck, os cegos são outros, são os que vivem perdidos na selva dos preconceitos nefastos e jamais enxergarão em sua noite a estrela que conduz, ao presépio onde Cristo renasce sempre para os ambiciosos de ternura...

Rio, outubro de 1944.


AGRIPPINO GRIECO
Vejam o amor ao marido e amigo a quem tanto se dedicou e sofreu com sua morte:
AO HÉLIO

Quero-te a ti e a tudo quanto é teu;

quero-te pobre como foi Jesus;

quero teu sofrimento, tua cruz,

quero teus olhos onde o olhar morreu.
Imenso egoísmo que do amor nasceu,

e não sei a que ponto me conduz;

quero-te assim, sem vista, pois sem luz,

creio-te mais profundamente meu.


que se o mundo visses, visses tudo,

de mim terias pena, embora mudo,

para não afligir a minha dor;
é que não vendo tu, como eu não vejo,

sinto mais meu, igual ao meu teu beijo

e vejo o teu amor no meu amor.

Deste livro quero destacar também:

FAZ DE CONTA

O CORAÇÃO E OS OLHOS;

AS DUAS GOTAS;

FAZ DE CONTA


A criançada brinca no terreiro;

enquanto vai brincando, vai mentindo.

A lua nasce, flores vão-se abrindo,

e ela faz do que é falso, o verdadeiro.


Crianças, como o gozo é passageiro!

Saudade! Quanto frio vou sentindo!

Parece que em minh'alma vai caindo

a neblina que cai no mundo inteiro


"Faz de conta que eu sou uma rainha",

grita uma pequenina. "E a princesinha

sou eu, sou eu", outra garota diz.
Assim a infância esta existência afronta:

a vida é bela! Tudo faz de conta.

Poder fazer de conta é ser feliz.

O CORAÇÃO E OS OLHOS


"Ama", foi ordenado ao coração.

"Vede e chorai", aos olhos foi mandado.

"De quem será maior o galardão"?

Foi-lhes também um dia perguntado.


"Meu" disse o coração "Eu tenho amado".

"Nosso" os olhos disseram; "A paixão

que em teu vibrar ansioso tens guardado,

em nosso pranto achou consolação.


O coração, se deixa de viver,

deixa de perceber, deixa de amar;

entanto os olhos, não; podem sofrer,
podem extravasar-se e até murchar;

cessam de fulgurar, cessam de ver,

porém não cessam nunca de chorar.

AS DUAS GOTAS


No quarto de um enfermo, em tarde colorida,

encontraram-se a sós, não sem surpresa e espanto,

uma gota de sangue e uma gota de pranto,

e a primeira falou, voz vibrante e atrevida:


"Eu sou o vigor do corpo, o movimento, a vida;

sou no mundo animal, a sedução, o encanto;

guardam-me os reis a cor na púrpura do manto;

e tu, quem és?" pergunta à lágrima sofrida.


Ela não respondeu; e mal o sol raiou,

débil por natureza, evaporou, sumiu;

enquanto o sangue ao chão endureceu, secou.
Agora tem já feia e negra sua cor;

entristece e repugna; e o pranto ao céu subiu

para luzir depois no seio de uma flor.
***

Esta verdade sábia não faz parte do livro mas é a verdade mais linda que todo ser humano constata um dia da sua existência:


Benedicta de Mello:

QUANDO
Quando as tardes sentires mais bonitas...

E vires nas manhãs, luzes estranhas...

E os domínios das forças infinitas

Te atraírem acima das montanhas...
Quando esqueceres íntimas desditas...

Quando ficares a sonhar façanhas

Ou tiveres idéias esquisitas...

Quando perderes e pensar que ganhas...


Quando mentiras te fizerem crer,

E tanto em ti teu eu se vá mudando,

Que até mais um sentido logres ter...
Quando adorares quem te vai matando...

Quando teu já não for o teu querer,

Não há dúvida alguma, estás amando!...
***

Paulo Roberto Costa, de frente para o otimismo e atento aos acontecimentos que envolvem

o nosso querido Instituto Benjamin Constant,IBC,para os mais íntimos!!
Aposto: Visitem a página do Instituto, procurem saber sobre as edições da Revista Brasileira:

http://www.ibc.gov.br=Instituto Benjamin Constant


Acessem o site da Associação dos Ex-alunos do I B C::

www.exaluibc.notlong.com


Façam parte da lista de debates da Associação dos Ex-alunos do I B C,

Contatem o moderador: Valdenito de Souza no e-mail: vpsouza@terra.com.br


Prestigiem a rádio dosvox:

Para ouvir com o Real player:http://intervox.nce.ufrj.br/radio.dv/radio.ram

Para ouvir com Windows midia player:http://intervox.nce.ufrj.br/radio.dv/rdv.m3u
PAULO ROBERTO DA COSTA(proberto@saci.org.br)

[DV EM DESTAQUE]


TITULAR: JOSÉ WALTER FIGUEREDO

Laramara será beneficiada no Degustar 2008


Degustar 2008
Verba de evento gastronômico será revertida para projeto Laramara
A 6ª edição do Degustar, evento de decoração e gastronomia com o intuito de beneficiar entidades filantrópicas, acontecerá no dia 6 de maio às 19h30, no Espaço La Luna. Idealizado por Márcia Costa, da ÇaVá Eventos, o evento traz novidades neste ano com as parcerias feitas com as chefs Andrea Kauffaman, Giuliana Cupini, Fabíola Batashio e Morena Leite e terá parte da renda revertida para os projetos Laramara, Quixote e Promove.
Antecipando as Olimpíadas de Pequim, haverá também um espaço teen com mesas asiáticas.

O evento surgiu em 1997 com o intuito de ajudar o Hospital do Câncer de Barretos, reunindo os melhores e maiores nomes do segmento no país. E serve como referência em voluntariado e ação social. Márcia pretende organizar um pool de ONGs que serão beneficiadas pelo projeto nos próximos 3 anos.


Mais sobre a Laramara
A Laramara - Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual - atua desde 1991 e é referência no Brasil em baixa visão e apoio à educação e inclusão de crianças com deficiência visual e múltipla deficiência. É também um centro de propagação de conhecimentos e experiências, além de produzir materiais pedagógicos, gerar recursos e tecnologias para melhorar a qualidade de vida e promover a inclusão social da pessoa com deficiência visual.
Degustar 2008
Onde: La Luna

Rua Pirajussara, 212 - Butantã - São Paulo

Quando: 06 de maio Horário: a partir das 19h30

Quanto: R$ 180,00


Informações: Karuska (11) 3660-6412

eventos@laramara.org.br
***
Livro conta a história da pessoa com deficiência no Brasil
Fruto de pesquisas propõe historiografia da deficiência no Brasil

Acaba de ser lançado pela Giz Editorial, o livro "CAMINHANDO EM SILÊNCIO - Uma introdução à trajetória da pessoa com deficiência na história do Brasil",de Emílio Figueira. Neste momento quando o tema Inclusão Social e Escolar está em voga, esta obra traça em suas 184 páginas o percurso das pessoas com deficiência na História do Brasil, passando pelos os indígenas, os jesuítas, a escravidão,o Império, o surgimento da medicina brasileira, a República, os momentos da Educação Especial, chegando à consciência e aos movimentos políticos dessas pessoas e sua autonomia iniciada em 1981.

Foca ainda a temática da "deficiência" dentro de nossas lendas, literatura e artes em geral. (veja o Sumário abaixo).
Fruto de uma pesquisa sistemática durante dez anos, seu contexto reforça a teoria que a maioria das questões que envolvem as pessoas com deficiência no Brasil - por exemplo, mecanismos de exclusão, políticas de assistencialismo, sentimentos de piedade, caridade, inferioridade, oportunismo, dentre outras, foram construídas culturalmente. Na organização dos capítulos há uma forma didática e multidisciplinar, visando a colaborar com várias áreas como Psicologia, Pedagogia, Sociologia, História, Medicina, Artes e afins.
Considerando este trabalho como o nascimento de uma Historiografia especializada em assuntos da pessoa com deficiência no Brasil, Emílio Figueira é psicólogo, jornalista e historiador, sendo este o seu décimo primeiro livro publicado. Como pesquisador há duas décadas na área, conta com mais de quarenta artigos científicos publicados no Brasil e exterior. Atualmente cursa mestrado em Educação: Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica - PUC/SP.
SERVIÇO: O livro pode ser adquirido no site da editora www.gizeditorial.com.br ou na rede da Livraria Cultura.
SUMÁRIO:
APRESENTAÇÃO
INTRODUÇÃO
UNIDADE I - PRIMEIROS ECOS HISTÓRICOS
Capítulo 1 - Índios: A política de exclusão entre nossos primitivos
Capítulo 2 - A Companhia de Jesus: o assistencialismo dos Jesuítas
Capítulo 3 - Violência gerando deficiência entre os escravos
Capítulo 4 - Medicina, hospitais e reabilitação: O estabelecimento da cultura, deficiência associada à doença
UNIDADE II - MOMENTOS DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Capítulo 5 - O início das instituições e entidades assistenciais (1854-1956)
Capítulo 5 - Legislações e políticas nacionais (1957 aos dias atuais)
Capítulo 7 - Algumas entrelinhas da Educação Especial
UNIDADE III - CONSCIÊNCIA E ORGANIZAÇÃO POLÍTICA
Capítulo 8 - 1981 - O Ano Internacional de Pessoa Deficiente no Brasil
Capítulo 9 - Movimentos políticos da pessoa com deficiência
Capítulo 10 - As Representações Sociais geradas pelos Movimentos
UNIDADE IV - LENDAS, ESCRITORES E ARTISTAS HISTÓRICOS BRASILEIROS
Capítulo 11 - O assunto deficiências em algumas lendas brasileiras
Capítulo 12 - Nas entrelinhas de nossa literatura
Capítulo 13 - No contexto das expressões artísticas
BIBLIOGRÁFIA
Emilio Figueira

Psicólogo Educacional

Site:


Blog:

blog.emiliofigueira.com


***
Cerimônia de comemoração de 10 anos do Virtual Vision
Virtual Vision

Virtual Vision convida para cerimônia de aniversário e lançamento da nova versão do software


Convite: Cerimônia de comemoração de 10 anos do Virtual Vision, oportunidade na qual também será lançada a versão 6.0 do software
Data: 30/04/2008

Horário: 8h às 11h30

Local: Auditório do Instituto Padre Chico

Rua Moreira de Godoi, 456 - Ipiranga

(tem estacionamento em frente à escola)
Agenda:

8h às 9h - Recepção dos convidados


9h às 10h - Cerimônia de 10 anos do Virtual Vision:
1. Abertura do evento - Representantes do Instituto Padre Chico e MicroPower com a apresentação do Coral da escola,

2. Histórico do Virtual Vision, e os resultados alcançados até a data,

3. Reconhecimento às relevantes contribuições destes 10 anos do produto,

4. Lançamento da versão 6.0.


10h às 11h - Visita às instalações da escola, ao acervo do Padre Chico, sempre em contato com os alunos e coordenada pelas professoras.

Obs.: Por favor confirmar presença por e-mail ou via telefone, até o dia 23 de abril.


Atenciosamente
Anderson Farias

anderson@micropower.com.br

Tel.: 55 11 4225-7600 - Fax.: 55 11 4225-7610

www.micropower.com.br
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Resgatando parte da história "Seul 20 Anos"

Atleta paraolímpico fala das conquistas esportivas de atletas com deficiência desde os Jogos Paraolímpicos de Seul


Luiz Cláudio Pereira
Claro que há controvérsia, mas a circunstância de eu ser conhecedor de alguns fatos, de ter vivido algumas épocas, me obriga a relatar, até porque a nossa história precisa ser dita, escrita, para melhor ser difundida.
Em 1982 o Brasil ousa levar para o exterior uma delegação de atletismo composta, na sua maioria, por atletas com deficiências mais severas. Era o campeonato Parapan-Americano, na cidade de Halifax, no Canadá, comandado pela grande e extraordinária Sandra Perez. O resultado surpreendeu a todos: foram 14 pessoas na ida e 28 medalhas na bagagem na volta - uma proporção de duas medalhas por pessoa.

A partir desse momento, todas as viagens passaram a ser integradas por atletas com deficiências mais severas, além de as viagens não serem mais uma prerrogativa somente da modalidade de basquete. Enfim, o atletismo conquistou seu espaço, levou consigo também

outras modalidades, como natação, halterofilismo, além de outras.
Ganhamos força, visibilidade, e não foram somente as modalidades que cresceram. As instituições dirigentes do desporto paraolímpico também cresceram. Já por conta dos Jogos Paraolímpicos de Seul, na Coréia, em 1988, foi necessário juntar as ações das entidades nacionais, transformando todos os esforços em uma única ação.

Esse esforço foi realizado com a liderança de Teresa Amaral e Vanilton Senatore, ambos então trabalhando na CORDE, que reuniram recursos e apoios para viabilizar a nossa participação em Seul. Logo, penso que neste momento surge, não de direito, mas de fato, o Comitê Paraolímpico Brasileiro.


Os representantes da ABDA, ABDC,ABRADECAR, ANDE e ABDEM debateram a criação do NPC do país. Numa decisão conjunta, somente em 9 de fevereiro de 1995 foi

homologado e registrado como personalidade jurídica o Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB, com sede na cidade de Niterói, RJ.

João Batista de Carvalho e Silva foi indicado para ser o primeiro presidente da entidade, isso já sabido por todos.
Como podemos observar, existia uma idéia, uma ação, uma mobilização.Por que não um registro, um muito obrigado, a essas duas pessoas que nos ajudaram definitivamente a garantir o que somos e temos hoje, com seus esforços pessoais, muita determinação e atuando de forma decisiva.?

Valeu,Teresa Amaral e Vanilton Senatore!

Parabéns Seul, por seus vinte anos completados em 2008.
Luiz Cláudio Pereira é ex-atleta parapan-americano, mundial e paraolímpico.
***
Proposta do Grupo de Estudos do Estatuto da Pessoa com Deficiência
Grupo de Estudos do Estatuto da Pessoa com Deficiência
Grupo propõe mudança em lei
Apresentamos o fruto de nosso árduo e incessante estudo para uma nova proposta de Estatuto da Pessoa com Deficiência, como alternativa àquela que tramita na Câmara Federal, atualmente na forma do PL 7699/2006.
Nós, do Grupo de Estudos do Estatuto da Pessoa com Deficiência, fórum virtual composto de cerca de 200 membros da sociedade, com e sem deficiência, pais, amigos, familiares e profissionais das diversas áreas do conhecimento, entre os quais a Procuradoria Federal, Direito, Educação, Saúde, Cultura, Desportos, Engenharia, Arquitetura, Jornalismo e Comunicação, entre várias outras, somos absolutamente contrários a uma proposta que represente qualquer tipo de retrocesso, assistencialismo, protecionismo e exclusão social das pessoas com deficiência, características presentes em grande parte do atual PL à espera de aprovação final, o que se defronta diretamente com a nova tendência mundial que é dar voz, vez e lugar a quem apresenta restrições motoras, sensoriais ou intelectuais,ou seja, que transforme estas pessoas em protagonistas de suas próprias histórias, bem como em cidadãos construtores de uma nova sociedade, mais justa e igualitária.
Os equívocos constantes no atual PL em tramitação seguem na contramão do que preceitua a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, documento já ratificado por mais de 20 países, e que entrará em vigor internacionalmente a partir de 4 de maio de 2008, para garantir que seus Estados-Parte, entre os quais o Brasil, assegurem políticas de apoio ao protagonismo desta parcela da sociedade.
Como signatário da Convenção da ONU, o Brasil comprometeu-se moralmente a envidar esforços para promover a cidadania, dignidade e a inclusão social das pessoas com deficiência. Mais do que isso, destacou-se efetivamente com a participação de seus enviados técnicos que contribuíram concretamente para a construção do presente documento da Convenção, que aguarda ratificação.
Por outro lado, em âmbito nacional, desejamos sim um Estatuto da Pessoa com Deficiência; por isso, no lugar de combatê-lo radicalmente e desejar sua imediata retirada de pauta e definitivo arquivamento, nos posicionamos favoráveis à continuidade das discussões a esse respeito e uma futura aprovação final dessa norma legal.

Verificamos, porém, que o atual PL requer profunda revisão e aprimoramento, trabalho que desenvolvemos ao longo dos últimos anos, à luz da Convenção da ONU e, cientes de nosso dever cumprido, como cidadãos alertas e preocupados com essas questões, apresentamos o documento anexo.


Além de solicitar observância ao documento ora proposto, pedimos efetiva urgência na ratificação da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, com quórum qualificado, nas duas casas legislativas federais, a saber, a Câmara e o Senado, para que a Convenção passe a valer como emenda constitucional e passe a balizar a política governamental que estabeleça os direitos e deveres das pessoas com deficiência no Brasil.
Certos de que o Parlamento ainda representa os anseios da população, acreditamos que nossas sugestões serão aceitas, implementadas e consideradas legítima contribuição para a construção de uma sociedade efetivamente inclusiva.
Agradecemos antecipadamente o empenho e as providências cabíveis no sentido de alterar o atual PL em tramitação, e promover a ratificação da Convenção da ONU, supracitada.
Sem mais, permanecemos à inteira disposição para o que for necessário.
Atenciosamente

Grupo de Estudos do Estatuto da Pessoa com Deficiência

JOSÉ WALTER FIGUEREDO (jwalter@ibge.gov.br)

[DE OLHO NA LEI]


TITULAR: DULAVIM DE OLIVEIRA

Deficientes podem ter isenção de imposto


O Projeto de Lei 2399/07, do deputado Alexandre Silveira (PPS-MG), isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) os computadores, aparelhos de televisão e celulares vendidos para os consumidores que possuem deficiência visual e auditiva.

Os aparelhos de televisão devem ter o recurso closed caption (legenda oculta). Já os celulares devem enviar e receber mensagens, e os computadores devem ter recurso tecnológico que possibilite o acesso de deficientes aos programas e à internet

.

Pelo projeto, se o deficiente quiser revender o produto a pessoas que não sejam deficientes antes de transcorridos quatro anos da data da compra, o comprador deverá pagar o imposto anteriormente dispensado. A proposta mantém, no entanto, os direitos de crédito do IPI relativo às matérias-primas, aos produtos intermediários e ao material de embalagem efetivamente utilizados na industrialização dos produtos.



Segundo o deputado, o projeto foi elaborado para facilitar a comunicação e o acesso à informação de deficientes visuais e auditivos.

O parlamentar lembra que, atualmente, só existe isenção de IPI para os automóveis adquiridos por portadores de deficiência física, visual e mental.

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pela comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:CORREIO ESCOLA (Campinas)

Março de 2008


DULAVIM DE OLIVEIRA (dulavim@jf-rj.gov.br)

[TRIBUNA EDUCACIONAL]


TITULAR: SALETE SEMITELA

Inclusão: Do Discurso à Prática


Ao longo de algumas décadas, a discussão cresce em torno do assunto "inclusão educacional das pessoas com deficiência".

A partir de 1988, com a promulgação da nova Constituição brasileira, e mais especificamente desde 1996 com a LDB (Lei de Diretrizes e bases), uma avalanche de documentos surgiu, garantindo aos educandos com necessidades especiais seus direitos à matrícula em escolas da rede regular de ensino (vide Contraponto, Tribuna Educacional, dezembro 2006, item: Rumo à inclusão). Mas, será que somente leis são o suficiente para a promoção da inclusão educacional das pessoas com deficiência?

O tema, embora não seja novo, suscita e ainda suscitará por muito tempo, debates bastante interessantes. Um dos mais conscientes e elucidativos aconteceu entre participantes da lista de discussão da Associação dos Ex-Alunos do Instituto Benjamin Constant (IBC), debate este iniciado a partir de três relatos, feitos por Vitor Alberto, Rosangela Gera e Paulo Cesar da Silva.

Assim, transcrevemos a seguir os três relatos e, logo após, uma síntese do debate relativo aos mesmos.


Relato 1 - Vitor Alberto expõe situação de algumas crianças cegas em uma escola do Rio de Janeiro:
"Companheiros: o fato que vou narrar aqui comprova o que muitos de nós já sabemos, e é de fácil constatação. Tive contato no IBC, junto com outros colegas, com uma professora do colégio Orsina da Fonseca que nos passou informações sobre o atendimento de quatro crianças cegas e uma, de baixa visão, lá matriculadas, incorporadas às turmas de 6ª à 9ª Séries.

Esta professora conta que esses alunos têm, por parte da Direção do colégio e de sua área pedagógica, um tratamento especial que as deixa à margem das turmas: Assim, no momento do intervalo das aulas, durante as atividades recreativas, elas ficam separadas das demais crianças. No momento da merenda, elas são chamadas antes das demais e ficam igualmente separadas.

Ficamos perplexos quando a professora do colégio nos revelou que a sua área pedagógica desconhece como proceder nesses casos."
Relato 2 - Rosângela Gera fala de Mariana, 4 anos, cega:
"Ano passado, conhecemos a Mariana, mora na zona rural, 30Km da cidade ,cega , estuda também na zona rural, sua professora não lhe ensina nada segundo a mãe porque " tem medo de lhe ensinar errado", a menina está lá para socializar .

A mãe por sua vez não acha que ela já poderia usar o talher sozinha, muito menos o vaso sanitário, porque aos 4 anos ,apenas porque é cega , ficava nas fraldas , também ainda levava mamadeira para escola , a cabeça constantemente baixa .

Fui lá na escola da Mariana ,junto com uma professora da escola da Laura . Levamos as atividades , a professora falou, eu falei.

A Mariana veio aqui em casa e passamos uma tarde juntas

.A mãe da Mariana viu a minha filha tirar toda a roupa sozinha e entrar para o chuveiro, a viu usar o vaso, viu que ela não ficava de cabeça baixa .

À Laura e à Mariana falamos sobre suas deficiências , diferenças, respondemos às perguntas delas .

Uma semana depois, a mãe da Mariana me liga dizendo que a escola mudou o comportamento completamente Estavam tratando a menina como as outras crianças e parece que tinham perdido o medo de lhe ensinar alguma coisa

.Até participando da rodinha ela estava , coisa que não fazia antes E agora em dezembro a mãe voltou a me ligar para dizer que a Mariana também não usava mais fraldas e que também mamadeira só para dormir .

Combinamos de as professoras da Mariana virem à escola da minha filha agora no inicio do ano; estamos esperando."

Relato 3 - Paulo Cesar da Silva coloca sua angústia sobre o caso do garoto Lucas:


"Gostaria de expor o caso de um pequeno ser humano que tem me deixado angustiado pela política maldosa de nosso país.

Lucas,7 anos, tem tudo para ser uma criança dita normal, inteligente, esperta, feliz. é realmente o que disse.

Estudou 8 meses no Instituto Benjamin Constant aprendendo rapidamente o Braille até a letra T.

Os pais desciam às 4 da manhã para chegar cedo no Instituto.

Por motivos financeiros, eles decidiram que o pequeno Lucas deveria estudar em Paracambi. A escola especial onde o Lucas ,ou melhor, a turma em que ele está inserido é de alunos com deficiência mental e cadeirantes com deficiência mental maiores de 21 anos.

Questionei os pais por que eles não tentaram o internato para ele.

Disseram então que não tinham confiança em deixar o filho deles no Instituto por motivo de terem ouvido muitas histórias negativas sobre a segurança dos alunos.

Argumentei de todas as formas, mas eles acham que o Lucas ficará melhor aquí.

O quadro é o seguinte:o pequeno Lucas está nesta turma, a professora não sabe Braille. O que estou tentando fazer como a melhor saída é transferi-lo para uma turma regular.Acho que os coleguinhas da idade dele serão de extrema importância para ele.

Nessa idade as crianças não percebem o diferente, agem mais naturalmente.

Neste meio tempo, tenho lido em Braille com ele, levei meu sorobâ, meus jogos, como dama, xadrez, estou tentando comprar uma bola de futebol já que ele gosta de jogar bola.

Meu cargo no município é de fonoaudiólogo, mas consegui uma vez por semana ficar com o Lucas até onde puder."

Rosangela Gera, além de relatar o caso de Mariana, deixa o seu depoimento como mãe de Laura:
"A minha filha de 5 anos , que é cega e estuda numa escola regular desde os 2 anos e meio, também conhece todo o alfabeto braille e já está lendo várias palavras .

Ao matriculá-la a diretora foi logo me avisando que nunca tivera um aluno cego antes e eu também lhe confidenciei que também nunca tinha tido uma filha cega antes . Eu poderia lhe dizer o que já sabia e nós e a escola poderíamos aprender juntas o que ainda não tínhamos descoberto .

E foi assim, tudo que se ensinava às outras crianças , também se ensinava a Laura,

Seus desenhos eram feitos com materiais em alto relevo, os personagens das histórias viravam bonecos que toda turma adorava pegar , brincar de massinha, amassar, rasgar e cortar papel , aprender música, rima, poesia, dançar, pular , ouvir história , direita, esquerda, em cima, em baixo, pra frente, pra trás , etc,etc,etc ... até chegar a hora de aprender o braille.

Muito ainda uma criança cega precisava aprender , exatamente tudo o que precisam as demais crianças antes que a ela as letras fossem apresentadas .

E foi essa a primeira lição que a escola regular aprendeu com a sua primeira aluna cega ... O que a escola especial ensinaria diferente ?

E então chegou a hora do braille , quando as crianças começaram a entrar mais profundamente nas letras . As crianças ainda tinham 4 anos e o movimento já era intenso em torno das letras.

Bom, percebi que a professora da minha filha " pescava " as letras em braille toda vez que precisava escrever algo, porque tinha fixado um alfabeto enorme ao redor das paredes da sala junto com o alfabeto em tinta .

Um dia vi escritos numa parede os nomes de todas as crianças em braille e algumas letras não estavam corretas .

Fui à diretora e gentilmente lhe falei que o braille precisava ser de domínio antecipado da professora que fosse assumir a turma onde a Laura fosse estar para que incidentes como aqueles não continuassem acontecendo, porque sinceramente , perguntei a ela : "Você contrataria uma professora que não soubesse o alfabeto ? Pois é , então no caso do braille tem que haver o mesmo rigor, porque afinal é através desse código que vocês irão alfabetizar a minha filha . "

Então propus reuniões semanais para estudar braile com as professoras .

Todas , exatamente todas ,da escola quiseram participar e em apenas um mês , mostrando as estratégias que usei para aprender e com a ajuda daquele programa da USP, em CD , não precisávamos mais dessas reuniões.

Embora considere essa escola um exemplo a ser seguido no que tange ao compromisso sério com a inclusão escolar, tive que fazer muitas intervenções, como por exemplo quando o dever de casa não vinha com nenhuma pista tátil,nenhuma referência para que em casa , como as demais crianças que dizem o que a professora falou na sala , a Laura pudesse me explicar o dever. Então mandava uma cartinha para a professora e dizia a ela que o dever da Laura era para ela uma folha em branco e que a ela não poderia ser negada a possibilidade de aprender a explicar o dever de casa , falar no portão sobre o mesmo para quem ia buscá-la na escola .Não era nem de longe dar-lhe a mesma oportunidade que a seus colegas . Depois disso, a professora gastava um pouco mais do seu tempo com o dever de casa , e por aí foi e por aí vai , este ano a nova professora que aprendeu o braille o ano passado está

muito motivada e estamos todos muito felizes com a alegria da Laura em ir para a escola.


(...) Crianças cegas , surdas, cadeirantes, com deficiência intelectual, não precisam de outras crianças com deficiência para crescerem saudáveis e felizes, precisam ser amadas, ser aceitas, ser respeitadas , onde estiverem e com quem estiverem .
(...) Enfim, para o Lucas que mora distante do IBC e para a Mariana que mora mais distante ainda , não há professores espcializados, há pessoas com muito interesse e vontade de superar junto com elas essas primeiras barreiras .

No caso da Mariana , a sua mãe que tem pouca instrução, mora na zona rural , mas que entendeu perfeitamente o que significam seus direitos, este ano conseguiu que a escola dividisse a turma onde a Mariana estuda em duas turmas menores o que foi uma vitória porque esse aspecto já é um facilitador dentro da sala .

Histórias como esse relato me deixam aflita porque fico pensando o que precisa de fato ser feito, que órgão vai fiscalizar as ações , inúmeras , que ocorrem nas escolas desse Brasil em relação a esse assunto da inclusão escolar. Precisamos de tempo,. tempo para a informação chegar onde precisa, tempo para que as estratégias se solidifiquem , tempo para aqueles educadores que ainda precisam aprender a conviver com a diversidade , tempo para que as barreiras de atitude sejam dissipadas, precisamos de tempo e nossas crianças não podem perder tempo, precisam aprender no seu tempo , não podem pagar o ônus do despreparo e do descompromisso de alguns educadores.
(...) A escola especial ainda é necessária, excetuando-se situações extremas ,porque ainda não temos na escola regular a inclusão responsável e comprometida que reivindicamos . Porque ainda são gigantescas as barreiras de atitude , o professor não vê a pessoa, o aluno com deficiência, como um ser humano como outro qualquer, ainda vê a deficiência na frente do sujeito, e isso muda toda a perspectiva do seu ato de ensinar .

A escola regular se diz não preparada e não faz nada para se preparar, a escola especial lamentavelmente também não se prepara para fazer parcerias com a escola regular , e se fecha em argumentos que não são condizentes com a situação atual vivida no mundo inteiro.

As novas tecnologias, o avanço nas leis internacionais de direitos humanos, tudo gira em torno da universalidade dos serviços, dos espaços , e a escola faz parte disso . Não fazem sentido escolas especiais , porque a vida é uma só, lazer, trabalho, universidades.

As pessoas vão se encontrar lá na frente , por que não vão se encontrar desde crianças, adolescentes?


(...) A escola está mudando como parte de um processo social em mudança. A escola

é parte importantissima, fundamental de uma sociedade , então se falamos que queremos uma sociedade inclusiva , não faz sentido escola exclusivamente para cegos, surdos, deficientes intelectuais .

A mudança tem que passar necessariamente pela escola.

Então, amigos , gostaria que soubessem que não acho escola especializada nenhum calabouço , sei o quanto ela foi importante e sobretudo sei o quanto ela é fundamental para que o objetivo da escola inclusiva seja alcançado .

E novamente digo que a escola regular não está preparada. É uma verdade , porém também é verdade que a escola especializada também não está .

Talvez seus professores tenham se acostumado tanto a trabalhar com as especificidades de cada deficiência que tenham dificuldade de ajudar a inseri-las num contexto maior . Mas, isso acabará acontecendo porque cada vez mais as pessoas irão se conscientizar de seus direitos e exigir que a escola mais perto da sua casa ou aquela onde estuda o irmão , o vizinho, também atenda às necessidades do seu filho ."


Aparecida Leite enfatiza sua preocupação com a "educação de qualidade":
"Rosângela, compreendo sua satisfação quando vivencia todo o êxito da Laurinha numa escola, dita inclusiva e regular. No entanto, infelizmente, é sabido por todos nós que a grande parte das mães do nosso Brasil pertence a uma camada socioeconômica bem diferente da sua, por isso, não lhes é oferecida qualquer oportunidade de acompanhar o desenvolvimento de seus filhos com deficiência.

Provavelmente, o futuro da Laurinha será bastante próspero, com todo o aparato que recebe desde sua tenra infância.

Você mesma relata que foi necessário que a mãe da Mariana presenciasse o comportamento e habilidades da Laurinha para que ela se conscientizasse de que sua filha poderia agir com relativa autonomia. Sim, porque não podemos nos esquecer de que a cegueira traz limitações naturais, como jogar bola sem guizo, por exemplo. Daí, a necessidade de se conhecer pessoas com as mesmas limitações, para juntas, descobrirem e criarem condições de ultrapassar inúmeros obstáculos naturais e/ou decorrentes de um universo, que está cada vez mais visual.

Estou pronta pra lutar em prol do livro acessível, mas, sobretudo, estou pronta para lutar por uma educação de qualidade, seja na escola especializada, seja numa escola da rede privada ou pública de ensino. O que importa para mim é que crianças como Lucas e Mariana possam crescer,conscientes de suas limitações e, por isso mesmo, possam agir e reagir frente às adversidades que lhes serão apresentadas ao longo de suas vidas.

Quanto à inclusão, penso que grande parte dos participantes desta lista, oriundos do IBC, não se sintam segregados, posto que, a partir do Ensino Médio até os bancos universitários, conviveram ou ainda convivem com as dificuldades como falta de condições para dar continuidade à sua vida acadêmica, entretanto, isso não inibiu objetivos como o de se tornar um operador do Direito, um professor, um psicólogo etc. Me preocupa muito que Marianas e Lucas não possam dar os testemunhos que eu e tantos companheiros listantes estamos aptos a fornecer sobre a importância que uma educação de qualidade permite para uma pessoa cega,que, sequer, poderia trabalhar como lavadeira como a mãe do Leniro ou frentista como o meu falecido pai.

Por esse e muitos argumentos, posso garantir que a escola especializada ainda não pode ser considerada como uma instituição ultrapassada.

Devemos, sim, fiscalizar e exigir sua função como uma instituição educacional."

Ary Rodrigues demonstra, através de seus relatos que o Instituto Benjamin Constant (IBC), sendo escola especializada e como tal rotulada por muitos como segregadora, sempre foi, na verdade,inclusiva:

"Será que, na alegria da "inclusão" o "ceguinho" terá que ter uma mamãe para estar permanentemente ao seu lado na escola, fazendo com que ela se prepare para ensiná-lo? E o "ceguinho" que não tiver mamãe?... ah bem, este será naturalmente excluído.

Alguém se confiaria a um médico, antes que ele estivesse preparado para exercer a medicina, ou confiaria uma causa a um advogado sem que ele se tivesse preparado para advogar?

Como querem que se confiem alunos a escolas que não estão preparadas para ensiná-los e educá-los? Raciocinar não dói.
(...) Alguém luta, ou lutou, pela preparação de todas as escolas para o recebimento de alunos com os variados tipos de deficiência?

Os métodos indispensáveis para o ensino de cada deficiente foram ensinados aos professores? O Braille, bem como outros sistemas, foram incluídos nos cursos de formação dos professores,seja a partir de 1988, seja a partir de 1996?


(... )O que eu particularmente acho que está acontecendo é que há pessoas que olham o problema unicamente a partir de si mesmas, como se só existisse a sua realidade, ou a realidade do seu grupo. Falam da escola especial sem conhecer sua organização, sua estrutura e seu funcionamento através dos tempos. Os que falam em segregação, fazem-no sem saber o que estão dizendo.
(...) É sempre oportuno lembrar que do Instituto Benjamin Constant saíram advogados, programadores, e professores, tanto quanto saíram afinadores, encadernadores, massagistas, e variados profissionais que prestaram seu concurso valioso em diferentes empresas.

Não é difícil citarmos alunos cujos nomes transbordaram das salas de aula do educandário e se espalharam pelos 4 cantos na arte.

Na época de ouro da Rádio Nacional, Amirton Valim, pianista cego, ex-aluno do Instituto, era titular de vários programas importantes da emissora.

A ex-aluna e ex-professora Benedita de Mello, consagrou-se, até no exterior, como grande poetisa. E o nosso brilhantíssimo Sidnei Marzullo, de quem tenho a honra de ter sido contemporâneo? Preciso dizer algo sobre este inesquecível maestro? A única coisa que me atrevo a dizer a respeito dele, é que ele entrou criança para o nosso Instituto, já que sobre sua carreira e seus êxitos não creio que alguém seja desinformado.

Uma outra coisa muito importante, seja na nossa formação educacional, seja na nossa formação cultural, seja na nossa formação política, foi o nosso Grêmio Benjamin Constant, que tinha por slogan: "Unidos seremos fortes, e sendo fortes venceremos".

Para que os que não o conheceram possam fazer uma pequena idéia, conto um fato apenas. Um colega nosso, Raimundo Sales, fez um programa, na série de programas que apresentava nas manhãs de domingo, diretamente da casa de uma colega nossa, Nilca Moreira, infelizmente já falecida, que residia em Padre Miguel.

O fato teve importância significativamente maior, considerando-se que apenas alunos trabalharam para que o programa fosse apresentado com sucesso, como foi, no nosso serviço de alto-falantes.
(...) Gostaria que me explicassem o que se entende por inclusão social. Do Instituto Benjamin Constant saíram profissionais para servirem à sociedade nos mais distintos campos, e bem. Não será isto inclusão?

Por que fazer de uma palavra que motivou a existência do Instituto desde sua fundação, o rótulo de uma trama perversa para combater a escola especial?

Não sei como trabalhavam outras escolas especiais, voltadas para outras deficiências. Todavia, acredito que tinham estrutura semelhante.

Quanto a dizer-se que a "inclusão" não foi artimanha de governo para diminuir custos, lamento mas sei que não é verdade. Se os governos não hesitaram em torpedear o próprio ensino "regular", com ridicularização dos salários dos professores inclusive, como se pode fazer tal afirmativa? Não é necessário qualquer tipo de pesquisa para verificar-se o quanto a formação no Brasil está atrofiada.

Não é preciso conversar com uma pessoa instruída mais que uns poucos segundos para sentir-se o desconhecimento do idioma.

E por que isto? Por que esta queda brutal e vertiginosa na qualidade de ensino?

Tal fenômeno não tem como causa geradora a redução de custos? Professores,de todas as esferas, não se queixam do aviltamento dos salários?

Como se não bastasse, todo o serviço público foi aviltado ao longo já de muitos anos, e a educação, como a própria saúde, não foram exceções.

Sob o pretexto de corrigir erros, não se hesitou em desfazer acertos. No que diz respeito à escola, o Instituto Benjamin Constant foi uma das poucas que resistiram à desintegração do ensino com mais bravura e por mais tempo.

É curioso como se pode esquecer que foi dada ordem, logicamente por quem a podia dar, para que crianças fossem promovidas de série de qualquer forma.

O intuito lógico era o de mostrar ao mundo que o índice de analfabetismo no país se havia reduzido, mesmo que o povo não tivesse aprendido.

Por favor, não coloquemos governo nesta discussão, sob o risco de a transformarmos em briga.

Talvez o meu maior problema é que tenho experiências pessoais em quase todos os casos que coloco por aqui.

Tenho uma sobrinha, portadora de ligeiro retardo mental, que foi sendo "aprovada" por ordem "superior" e que agora teve certidão de interditada, proposta pela própria mãe. Logicamente não direi o nome da minha sobrinha, nem de sua mãe, o que faria com satisfação em circunstância positiva, sobretudo se de alguma forma me pudesse orgulhar por algum tipo de participação minha.

Volto a frisar: Não há erro mais lamentável do que tirarmos algo de alguém sem que tenhamos algo melhor para lhe oferecer.

Finalmente, quero que entendam que não estou aqui competindo e lutando por vitória minha numa discussão que,inclusive, acho despropositada e sem fundamento, já que tal vitória teria o mesmo sabor do nada.

Gostaria apenas que as pessoas refletissem, deixassem de desmerecer um valor real e positivo, e não fossem, como disse certa vez o Carlos Lacerda, "inocentes úteis" a serviço de não sei que interesses, não sei de que grupos."
Leniro Alves chama atenção para o quanto pode ser prejudicial para uma pessoa cega, conviver apenas com videntes:

"A verdade é que há em muitos de nós a dificuldade de reconhecer que a cegueira é um diferencial. Se não nos deixa diferentes no que se refere aos direitos e aos deveres enquanto cidadãos, exige adaptações como a lei de cotas, o andar fazendo uso de bengala ou de cão-guia (ou mesmo de estar sempre dependente de alguém que enxergue), o braille, os leitores de tela etc.

Ora, se o adolescente tem como padrão de comportamento a necessidade das ditas tribos, como há de se sentir um cego que esteja num grupo onde ninguém leia o braille, ninguém use bengala, ninguém se utilize de cão-guia, etc???

Reitero aqui minha impressão de que é tão necessário e enriquecedor para um cego o convívio entre os que enxergam quanto entre outros cegos.

A verdade é que, mesmo entre nós que estamos sempre batendo na tecla do preconceito, ele existe e se uma pessoa tiver a possibilidade de esconder sua cegueira, notadamente um adolescente, vai fazê-lo porque nossa atualidade é cada vez mais dependente da aparência e, na minha opinião, esse é um caminho e tanto para a não autoaceitação.

A gente percebe isso claramente nos pobres dos amblíopes principalmente na fase da adolescência que, sem serem nem uma coisa nem outra, buscam se comportarem como videntes em circunstâncias em que tal não seria recomendável pelo sofrimento inútil que traz.Por exemplo, quando querem parar um ônibus e que a visão não lhes permite fazê-lo de forma independente.

Agora, imagine-se um cego que só tenha vivido entre videntes na fase da adolescência onde a não aceitação, a busca da individualidade é natural???

Terá essa pessoa facilidade em entender que, como pessoa cega, é natural que ponha uma bengala nas mãos ou se utilize de um cão-guia etc???

É claro que o mundo foi feito pra quem vê e, penso eu, as concessões que se faz para se viver em sociedade, têm de ser feitas também por nós que fazemos parte dela e que somos minoria contudo, para todos, há um limite para elas.

Onde um cego que tenha convivido apenas entre videntes estabelecerá esse limite??? Explicando-me melhor:há pessoas cegas que conseguem perfeitamente comer fazendo uso de garfo e faca portando-se como quem vê. Acontece que quem vê, naturalmente, vê e, quem não vê não vê então, só essa adaptação já não será uma violência???

Vejam que não estou defendendo a deseducação, acho que essa é uma concessão necessária, naturalmente dando liberdade a quem seja de opinião oposta à minha; mas, pergunto, quantas violências como essa o indivíduo terá que encarar vida afora e será ele feliz com isso???

Acho que só convivendo entre cegos e videntes o cego terá autonomia para ele mesmo decidir tal limite e buscar o que, no fim de contas, todos viemos aqui para fazer que é: ser feliz.


(...) escola especializada e educação inclusiva não são coisas antagônicas. A transformação da escola especializada já está acontecendo juntamente com as conquistas sociais que, tanto quanto qualquer transformação, são um processo.

A implosão das escolas especializadas, infelizmente, não significará o surgimento de uma escola inclusiva que possa atender ao deficiente em todas as suas necessidades.

Há muitos brasis dentro do Brasil e o dos pais que mal têm condições de deixar os filhos numa escola, infelizmente, ainda existe.

Nós, gente, somos uma elite. Seria falta de imaginação acreditarmos que, satisfeitas nossas necessidades, a de todos os cegos estarão atendidas..

Continuo aplaudindo você, Rosângela porém, continuo achando que há muito menos Marianas pelo Brasil do que você acredita.

Quando você fala da disponibilidade de informações que há atualmente, caramba, tem gente que não lê jornal, que mal vê televisão, que tem até medo de computador!!!

Assim, reitero minha opinião de que a escola especializada ainda tem seu papel e a transformação vai acontecer naturalmente, na medida em que a educação inclusiva faça jus ao nome."
Vitor Alberto, preocupado com as crianças deficientes, sendo transformadas em cobaias, aponta procedimentos práticos para uma inclusão real:

"Companheiros: A questão não está em simplesmente denunciar uma escola, e sim o sistema inteiro, que consciente ou inconscientemente, expõe essas crianças deficientes, inseridas em uma escola universalista, a um estado de laboratório, com resultados pouco expressivos, e muitas vezes de consequências perversas, na idade infantil, causando traumas irreversíveis ao adolescente e ao cidadão em construção!

Trata-se pois, em primeiro lugar, de educar aquele que educa e quase concomitantemente, educar continuadamente a sociedade como um todo, varrendo dela o estigma de que é possuidor, também o chamado "especialista”; afinal essa figura não é filho de chocadeira. Como eu disse, não basta matricular; há que assegurar minimamente uma educação básica de qualidade, em uma perspectiva real de garantia de direito humano.

Como se vê, essa transformação, que implica na garantia da inclusão educacional dessa criança deficiente, faz parte de um processo reconhecidamente lento, não sendo solucionada com atitudes simplistas de denúncia desta ou daquela escola, por não estar adotando o procedimento pedagógico correto. Antes de qualquer atitude, vamos educar os nossos governantes, nossos pretensos educadores, e aqueles outros educadores disponíveis a absorver as experiências, e toda a sociedade! Finalmente, diante de atitudes refratárias, aí sim: poderemos denunciar com veemência para reverter a situação de exclusão dessas crianças deficientes, junto ao Ministério Público e a qualquer outro órgão competente.

Se formos denunciar hoje situações de exclusão nas escolas, mesmo nos grandes centros, muitas dessas escolas fechariam suas portas, sem exagero."
Considerações Finais
Remetendo-nos aos relatos apresentados e aos depoimentos acerca do assunto, podemos concluir que:

Ninguém é contra a inclusão, muito pelo contrário, todos defendem a educação de qualidade, quer na rede regular de ensino, quer na escola especializada. Todavia, o despreparo é geral, tornando-se imprescindível que família, profissionais de educação, escolas, a sociedade em geral, considerem o indivíduo, e não a deficiência.

Porém, como esse processo é bastante lento, a escola especializada tem e ainda terá, durante muito tempo, papel decisivo na formação das pessoas com deficiência, tanto na orientação aos diversos segmentos da sociedade, quanto ao próprio atendimento aos educandos.
SALETE SEMITELA(saletesemitela@terra.com.br)

[GALERIA CONTRAPONTO]


COLUNA LIVRE:

HELEN KELLER


Helen Keller aos 75 anos:

Tranqüila e sem Temor


um deus pessoal; o homem é imortal e cada dia é uma nova aventura

-- esta a filosofia que dá serenidade a uma mulher extraordinária.


Por Nella Braddy Henney. Do "New York Times Magazine"
"Bom temperamento e senso comum todos devem ter", diz Hazlitt, "Mas todo o indivíduo deve possuir ou aspirar a alguma coisa que enalteça a sua vida".

Helen Keller possui bom temperamento e senso comum, mas o que orgulha a minha vida é o fato de ser sua amiga há trinta anos; esta honra é tanto quanto fui também amiga de sua falecida professora Anne Sullivan Macy, assim como da sua atual e inseparável companheira, Miss Polly Thompson.

Quando moça, Helen Keller era mais velha do que teria sido, se sua vida houvesse seguido um desenvolvimento normal. Agora, que realmente está idosa, parece não o ser. Não possui qualquer fórmula secreta.

Tornou-se famosa antes dos oito anos, e desde então, jamais deixou de merecer a atenção e admiração do grande público.

Comemorou ela seus 75 anos, a 27 de junho de 1955, com tranqüilidade,segura de sua crença num Deus pessoal e na imortalidade da pessoa humana, despreocupada com a passagem do tempo e sem medo da morte.

Quando era menina, costumava sentar-se no colo de Phillips Brooks com o qual aprendeu que Deus é amor.

Mais tarde este ensinamento lhe seria confirmado por Emanuel Swedenborg, de cujos escritos tomou conhecimento através do seu pai de criação, Mr. John Hitz.

Foi também em Swedenborg que ela aprendeu que a Morte e a Vida são uma coisa só e que uma vida "mais longa e mais nobre, está para além da sepultura".

Confessa ela que deve muito ao escritor sueco, mas, na verdade, seu credo é uma mescla de todas as religiões: onde está o amor, aí está Deus e onde está Deus, aí está a paz.

Hoje ela está solitária na sua crença, pois nenhuma pessoa das suas relações dela participa, desde a morte de Mr. Hitz, em 1908.Mas ela sempre foi bastante forte para permanecer sozinha no seu ponto de vista.

Uma das primeiras lições que recebeu da sua admirável Mestra foi pensar por si mesma e quando ambas divergiam, como em relação ao problema da imortalidade, a Mestra (como Helen Keller chamava a Anne Sullivan Macy) procurava encorajá-la a caminhar por conta própria.

Esta é uma das razões por que o dia 27 de junho, data do nascimento físico de Helen Keller, jamais poderá ter tanta significação para ela como o dia 3 de março, seu "nascimento espiritual", pois foi nesta última data que Anne Sullivan chegou a Tuscumbia, Alabama, para libertar a criança da escuridão e do silêncio.

A Mestra não só ensinou a Helen as técnicas mecânicas necessárias aos surdos-mudos, mas incutiu-lhe o ânimo para viver, envolvendo de poesia a sua vida; para amar as palavras e a atividade mental; para conhecer as maravilhas e a glória da existência;para reconhecer o mal, mas não como um atributo permanente do gênero humano; e para alistar-se também ela na luta para suprimi-lo da face da Terra.

Helen já viu milagres e espera ver muito mais. Não os grandes, os milagres assustadores relacionados com bombas, átomo, hidrogênio e cobalto (Helen não os teme), mas os milagres silenciosos da reabilitação que estão retirando do confinamento dos asilos criaturas fisicamente defeituosas.

Assim, os surdos, os cegos, os amputados, as vítimas de poliomielite, de paralisia cerebral e de febre reumática, foram incorporados à comunidade, tornando-se úteis às suas pátrias.

Este é o povo que Helen Keller ama e visita nos hospitais, em seus lares e nas fábricas. Por toda a parte, ela ergue a cabeça quando vê seus irmãos, livres e independentes, lado a lado com os indivíduos sãos. Isto lhe dá confiança na aproximação de uma era de boa vontade e paz mundial.

Ela não ignora que essa era de felicidade virá devagar, mas na sua noite negra e silenciosa, aprendeu a ser paciente.

A televisão nos facilita representar mentalmente o que é a noite de Helen. Sentemo-nos diante do aparelho! Fechado o botão do som, ficamos surdos. Não tanto quanto ela, mas surdos aos sons que desejamos ouvir.Fechando então os olhos, ficaremos cegos.

Assim situados, sentimos logo um desejo intenso de viver. É tão grande o desejo que Helen sente que se torna contagioso. Ela influencia todos quantos dela se aproximam, fazendo-os elevar-se a níveis de que nunca se julgaram capazes.

Tanto os afortunados como os menos favorecidos da sorte, levam-lhe o que possuem de melhor e, lembrados de que ela não é dotada de visão, descrevem-lhe as coisas mais interessantes que ocorrem no vasto cenário da natureza, para que ela aumente o cabedal dos seus conhecimentos e sinta prazer. Em compensação, ouvem dela observações que os surpreendem.

Sua impressão é que a maioria dos homens é melhor do que aparenta. Por isso, dizia Jô Davidson, escultor norte-americano: "somos todos bons quando nos achamos com Helen".

Ela se levanta ao amanhecer para iniciar um dia que ninguém jamais viveu e faz metodicamente o seu asseio matinal, seja qual for a estação do ano.

Com uma das mãos, firma-se num bastão e com a outra, tal como uma antena de alta sensibilidade, acaricia a relva, as flores ou colhe um cacho de uvas ou uma ameixa.

A fragrância do pinho e do cedro, das rosas, o pólen das flores, a poeira, a umidade, o sopro do vento e o calor do sol, descrevem o que se passa em seu redor e se alguém, que vê,lhe faz a companhia, permite-lhe ter uma visão da sinfonia de cores que a circunda.

Sua mente hoje é tão ativa como sempre e mais flexível do que em sua juventude.

Ela está sempre disposta a concordar, mas gosta de discutir e nunca muda de opinião sem motivo.

Helen possui aquela "santa curiosidade" de que falava Einstein e nenhuma ponta de vaidade, de auto-compaixão ou auto-suficiência repousa entre ela e a experiência direta.

Helen Keller jamais se lembra que é uma celebridade, a menos que seja forçada a ouvir essa verdade.

Algumas vezes achou a publicidade incômoda, mas, de um modo geral, gosta da gente de imprensa e lhe é grata, porque diz: "Eles têm ajudado muito o meu trabalho".

O que a perturba realmente é o mar de elogios extravagantes através dos quais ela é obrigada a movimentar-se. Ninguém considera isso extravagante, a não ser ela mesma, porque seu desejo não é elevar-se acima da massa, mas dissolver-se nela.

Seus raros momentos de orgulho aconteceram quando ela se sentiu exatamente igual aos seus semelhantes. Um deles foi, por exemplo, quando os soldados feridos nos hospitais quiseram tê-la a seu lado para serem confortados.

Sempre que recebe uma honraria, ela a recebe, contanto que não tenha sido concedida em consideração à sua cegueira ou mudez.

Ela também já conheceu o fracasso, o desapontamento e a tristeza e, por duas vezes, teve que reorganizar a sua vida acima de desastres que lhe pareciam irreparáveis.

Uma foi em 1936, quando morreu Anne Sullivan Macy, que teve a seu lado durante 50 anos, numa tal intimidade que uma não podia viver sem a outra.

Meses após a morte da Sra. Macy, Helen foi ao Japão, com Polly Thompson para fazer conferências em benefício dos cegos.

Visitou a Iugoslávia, em 1931, com igual propósito, tendo sido condecorada ali pelo rei Alexandre, mas a viagem ao Japão, em 1937, foi a primeira das suas extensas campanhas, fora dos Estados Unidos e do Canadá.

Depois disso, o mundo se tornou a sua arena. Como conselheira da Fundação Americana para os Cegos e da Fundação Americana para os Cegos do Estrangeiro, em cooperação com muitas outras organizações especiais a pedido de numerosos governos, inclusive dos Estados Unidos, ela percorreu os dois hemisférios, revitalizando os programas em favor dos portadores de defeitos físicos em toda a parte e deixando atrás de si novas escolas, novas impressoras e novas oficinas para cegos.

Achava-se na Grécia, em 1946, coligindo dados para um trabalho sobre os problemas dos cegos vítimas da guerra, quando sofreu novo golpe: sua casa em Esaton, Connecticut, pegou fogo, desaparecendo no sinistro coisas que ela mais prezava, como anotações, sua preciosa biblioteca, cartas e o manuscrito do livro que ela estava escrevendo sobre Anne Sullivan Macy. Por um momento, a perda do manuscrito quase a desesperava, mas ela

prosseguiu a sua excursão.

Seu "lar espiritual" continuava intacto e, por isso, logo recobrou sua fortaleza de ânimo. Depois que amigos reconstruíram sua casa, ela recomeçou o livro com o mesmo devotamento que costuma pôr em todas as suas ações. Ela não poderia ter perdoado a si mesma, por maior sofrimento que isso representasse, se não houvesse terminado sua tarefa. O livro foi finalmente publicado no outono de 1955, sob o título "Teacher, a Tribute to Anne Sullivan Macy, by the Foster Child of Her Mind"

Tão logo entregou o manuscrito ao editor, partiu para uma viagem de cinco meses à Índia e ao Extremo-Oriente, num total de 40.000 milhas, tendo realizado numerosas conferências. Na véspera da sua partida, circulou a notícia de que, na sua volta, se recollheria à vida privada.

A informação não fora dada por ela. Helen declarou apenas que aquela seria sua última longa viagem, mas ninguém levou a sério esse seu desejo, que já manifestara em 1951, quando viajou para a África do Sul, em 1952, quando seguiu para o Oriente-Médio e, em 1953, quando visitou a América Latina.

Retirar-se das suas atividades seria tão difícil que é quase impossível. Sua vida pública é tão ligada a sua vida privada que, mesmo querendo renunciar ao seu posto de conselheiro das duas Fundações para Cegos, o que ela não pretendia fazer, assim mesmo teria que trabalhar uma média de oito horas por dia para trazer em dia sua correspondência, tão de perto está ela relacionada com os problemas dos cegos.

A máquina de escrever libertou muitas mulheres da geração de Helen, mas sobretudo a ela, desde que a libertou do tormento de escrever à mão com uma peça de metal.

Mesmo com essa ajuda, até hoje ela não consegue trazer rigorosamente atualizada a sua correspondência.

Muitos dos que lhe escrevem desejam alguma coisa. Alguns missivistas lhe pedem pagar dívidas, resgatar hipotecas, obter empregos, ser intermediária de casos românticos, erigir túmulos, dar cartas de apresentação, mandar crianças para a escola, dar conselhos sobre enfermidades da infância, etc.

Quase sempre lhe chegam apelos desesperados para auxiliar os cegos e os surdos.

Há outras cartas também: mais de uma pessoa dotada de visão perfeita se ofereceu para dar-lhe um dos olhos, se a transferência pudesse ser feita, já que ela fazia melhor uso da vista. Muitos missivistas limitam-se a agradecer-lhe por ela ainda estar viva.

Há muitos anos seus amigos lhe pedem que reduza um pouco as suas atividades, mas são muitos os que solicitam a sua presença numa conferência, que lhe pedem para escrever um livro ou endossar um projeto.

Não é sem ansiedade que ela olha para o futuro. Suas mãos são a linha da sua vida. Ela as usa o dia inteiro e, à noite, para ler, para datilografar e "ouvir".

Seu sonho é sentar-se tranqüilamente em casa, no campo, para reler Platão e outros filósofos e reiniciar o estudo de línguas, de que tanto gosta, desde a juventude.

As possibilidades de ser realizado esse sonho são muito precárias. É possível que isso aconteça, mas não tardará a chegar um chamado "pode ser de Zanzibar" que ela responderá.

Porá então de lado os seus livros e quando embarcar no avião "talvez para a China comunista ou para a Rússia" seus amigos gritarão angustiados:

"Você está se matando". Mas a voz da Mestra será mais alta:"Poderia haver morte melhor?"


FONTE: REVISTA BRASILEIRA PARA CEGOS

Junho de 1956


[ANTENA POLÍTICA]


TITULAR: HERCEN HILDEBRANDT

Quem é o sujeito?


Certa vez, Quando eu fazia Mestrado na Faculdade de Educação da UFRJ, encontrei-me, no barzinho do campus, com alguns ex-alunos do IBC para uma cervejinha.
Uma professora com quem eu tinha bom relacionamento aproximou-se, sentou-se entre nós, tomou um copo, conversou um pouco e, como os professores devem ser bem comportados, dar o exemplo, despediu-se e retirou-se.
Durante o papo, ela disse que alguns de seus alunos visitariam o IBC nos próximos dias.
Logo que a sentimos distante, um de meus amigos observou:
- Já sei: os caras vão lá para fazer alguma tal de pesquisa!
Percebi a insatisfação do companheiro e perguntei:
- O que você tem contra a pesquisa?
- Tudo - retrucou o companheiro. Eles enchem a paciência dos alunos com um monte de perguntas bobas, e, no fim, ninguém fica sabendo nem do resultado.
É muito difícil reproduzir as frases de um diálogo entre algumas pessoas, especialmente em uma situação tão informal como a mesa de um barzinho. Mas a expressão "uma tal de pesquisa" ficou registrada em minha cabeça.
Passados alguns dias, numa aula de Metodologia da Pesquisa, a professora - que não era a mesma - explicava que, em uma pesquisa de campo, os entrevistados são sujeitos.
Perguntei:
- Quem elabora as perguntas? Quem transcreve as respostas? Quem as analisa? Que participação os entrevistados têm na definição do resultado da pesquisa?
A professora respondia pacientemente - creio que educadamente -às minhas perguntas, até que, respeitando a hierarquia e para não me tornar muito chato, calei-me.
Mas a história ganhou alguma notoriedade na turma. Sempre havia um colega que, rindo-se, lembrava-me o fato e observava a hipocrisia de muitos profissionais da educação que "vêm" nos alunos um mero instrumento para favorecer suas carreiras.
Mais algum tempo se passou, e caiu-me nas mãos uma dissertação que descrevia uma experiência com estudantes "deficientes visuais". O grupo reunira-se durante dez semanas, nas tardes de domingo, para realizar o trabalho. Na descrição do resultado, a pesquisadora chega a referir-se à pontualidade de alguns dos "sujeitos", que compareceram a todas as sessões. Mas não foi o resultado de tal pesquisa que me chamou a atenção. O tema

deve ser tão desinteressante que nem me lembro.


Tive a curiosidade de saber a quem a autora agradecia por ter colaborado com seu trabalho. A relação era enorme: o orientador - conforme a praxe -, alguns professores, familiares - pais, irmãos, especialmente uma irmã que a auxiliara na orientação aos "sujeitos", uma sobrinha que compareceu a uma sessão porque a mãe não podia deixá-la sozinha em casa, amigos... Só esqueceu-lhe agradecer àqueles que, talvez para apoiá-la, com a melhor das vontades abriram mão de suas tardes de domingo.
Hoje, quando tanto ouço falar em "inclusão digital", "inclusão social", "educação inclusiva", e compreendo que sou parte do grupo de pessoas a quem são impostas todas essas "inclusões" a questão volta-me à mente:
quem é o sujeito da inclusão?
HERCEN HILDEBRANDT ( hercen@terra.com.br )

[ETIQUETA]


TITULAR: RITA OLIVEIRA
Coquetéis
Um coquetel pode ser uma ótima ocasião para rever os amigos, fazer novos contatos e mesmo trabalhar. Por que não? Afinal, é uma ótima ocasião para se encontrar pessoas em um ambiente descontraído, estreitar relações de negócios e até relaxar depois de um dia duro de trabalho.
Se o convite indicar que é um "coquetel souper", isto quer dizer que será servido um prato quente além dos tradicionais salgadinhos. Caso contrário, não hesite em comer alguma coisa antes de sair de casa ou do escritório, ou aproveitar para encontrar alguém e sair para jantar.
O que dizer, e fazer, depende do tipo do evento. Se for um lançamento de livro ou abertura de mostra de arte um mínimo de informação sobre o autor ou artista em questão é recomendável. Mas não é o caso de expor teses sobre o assunto pois em ocasiões como essas, ninguém está muito disposto a conversas muito profundas.
Se quiser abordar algum assunto mais sério, relacionado a trabalho, diga apenas que vai ligar para marcar um encontro, etc. Começar uma conversa longa em um momento como esse pode ser contraproducente.
Coquetéis são informais mas não dispensam que se apresente a pessoa sempre que alguém se junta ao grupo. É infinitamente mais delicado. Com nome e sobrenome. Cargos, estão dispensados, a não ser que seja um evento de trabalho.
Cartões podem e devem ser trocados em coquetéis. Mas é melhor que isso seja feito no final da conversa ou ao se despedir, e apenas quando sentir que é realmente necessário. Não é o caso de sair pelo salão distribuindo cartões.
Cuidado para não extrapolar com as bebidas. Justamente por ser informal, as pessoas tendem a se exceder, acabam falando o que não devem e se comportam de forma inconveniente. Cada um conhece o seu limite. Respeite o seu e não se prejudique só para "acompanhar você em mais um".
Não dispense os guardanapos tanto no copo, quanto para segurar o salgadinho. Mais desagradável do que apertar uma mão molhada, só mesmo uma mão engordurada. E, por falar em salgadinhos: por mais saborosos que estejam, resista a tentação e pegue apenas um de cada vez.
Ainda sobre canapés: simplesmente ignore as empadas ou azeitonas assumidas. Por mais delicadamente que você o faça, cuspir caroços é decididamente feio.
Fuma-se sem problemas, quando permitido. A má notícia é que os cinzeiros, nesses eventos, ficam quase invisíveis. Você não vai pagar o mico de ficar equilibrando cinza na mão! Portanto, localize sempre um cinzeiro antes de acender o cigarro.

ROUPA PARA TRABALHAR


Pode acreditar: a maneira como você se apresenta, em curto prazo, fala muito mais sobre você do que o seu desempenho. Por isso, ainda que você tenha que fazer um certo esforço, vale a pena investir um pouco de tempo na sua imagem.
Isso não quer dizer que você terá que se fantasiar ou usar um uniforme. Apenas que a roupa é um código. E, como tal, há algumas peças que sinalizam transmitindo uma mensagem mais objetiva e eficiente e outras que podem confundir.
Para quem trabalha em empresas mais formais - ainda que você seja uma pessoa exuberante e descontraída, o código vigente pede uma certa sobriedade. Deixe para extravasar essa sua característica mais nos detalhes do que em todo o conjunto
Homens que trabalham de terno: dêem preferência aos clássicos: marinho, grafite, cinza claro, bege, café com leite etc. Esqueçam o branco, coloridos em tons de sorvete (uva, pêssego, pistache)... e o preto que, para o nosso clima é pesado demais. Ah sim, e deixem os tons sobre tons (tudo cinza, tudo cáqui, tudo azul) apenas para ocasiões muito informais, durante o dia e só mesmo se você for muito jovem. Senão, prefira a elegância atemporal e internacional dos contrastes.
Brinquem com o tom das camisas que, lisas, podem ser desde o clássico branco e azul claro, passando por rosa, verde água e até lilás se você for do tipo que sabe combinar matizes.
Homens-Casual every day: sinal verde para calças de sarja em todos os tons evitando as brancas e jeans (a gente não percebe quando elas se tornam uma velha jeans desbotada) - a não ser que sua empresa seja ultra-esportiva.
Se usar camisetas, prefira as do tipo pólo, pois a gola dá um acabamento melhor e você pode eventualmente usar com um blazer. Que, de preferência, será marinho, mais versátil e elegante. Camisas podem ser mais divertidas e até de manga curta, mas ao usar xadrez e listras, cuide para que sejam discretas com o desenho pequeno. Estampas florais e geométricas estão fora de cogitação.
Mulheres em ambientes mais formais: não há como fugir dos terninhos e tailleurs embora você possa marcar sua feminilidade com broches na lapela, echarpes, camisas com babados e jabôs -esse tipo de coisa. Você pode usar um blazer acinturado com uma saia mole (não necessariamente em conjunto com calça ou saia igual) e abusar de twin sets e casaquinhos de lã - ideais para o entra e sai de locais com ar condicionado.
Mulheres Casual everyday - há armadilhas perigosas: não é porque continuam na moda que vamos usar qualquer estampa de bicho para trabalhar. Esqueça camisas de onça, calças de zebra e, na dúvida, até mesmo sapatos de cobra. Transparências devem ser usadas à noite para namorar assim como roupa muito justa, colada ou decotada A mensagem implícita é de sedução e, portanto, muito pouco profissional.
Finalmente, tanto homens quanto mulheres devem se lembrar de que as cores existem para que façamos bom uso delas. De modo que, experimente combinações inusitadas, fuja da predominância do preto, cinza e marinho sempre que possível. Experimente em frente ao espelho, teste acessórios, e não tenha medo de ousar - sempre de olho no código visual da sua empresa e, claro, de acordo com o seu temperamento e estilo.
"Enquanto houver uma pessoa discriminada todos seremos discriminados", porque "é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.
RITA OLIVEIRA(rita.oliveira@br.unisys.com)

[PERSONA]


TITULAR: IVONETE SANTOS
Marcos Vieira Passos - Ex-instrutor de treinamento de segurança no trabalho deixou a profissão para se dedicar às pessoas cegas, em Macaé -
O macaense Marcos Vieira Passos, de 60 anos, faz questão de dedicar todo o seu tempo em prol de pessoas cegas que necessitam de apoio para se desenvolver cultural e profissionalmente.

Cego há 16 anos por causa de um acidente automobilístico, Passos deixou de lado a profissão de instrutor de treinamento de segurança no trabalho, que exercia na Centrais Elétricas Fluminense (RJ), para fundar a Associação Macaense de Apoio aos Cegos, a AMAC.

Após o convívio com outras pessoas cegas, Marcos percebeu a dificuldade que elas encontram para serem incluídas na sociedade. Por isso resolveu fazer algo para mudar a situação dos cegos de Macaé (RJ) - cidade onde nasceu e mora atualmente.

"Conheci pessoas que não tinham nem mesmo o apoio da família para levar uma vida digna", conta.

Casado e pai de dois filhos, Marcos sabe bem a importância da atenção que uma pessoa com deficiência precisa para que ela possa ser independente e levar uma vida normal. De personalidade forte, de caráter definido e acima de tudo um sonhador, ele sempre procura atender aos desejos dos outros com boa vontade e dedicação. Com senso de justiça e uma sensibilidade aguçada, ele mergulha de cabeça em tudo que faz. Apesar de sonhador, ele é bastante prático e se adapta a qualquer situação. Desprovido de sentimentos levianos, é uma pessoa leal e leva um compromisso até o fim..

Leia a entrevista que Marcos Passos concedeu ao site Sentidos e saiba o que ele pensa sobre a inclusão social da pessoa com deficiência e da sua luta pela cidadania das pessoas cegas, à frente da AMAC - há 16 anos.


1. O que mudou em sua vida após o acidente?
Antes de sofrer o acidente, eu nunca havia tido contato com uma pessoa cega. Nem imaginava o quanto é difícil para um cego, principalmente para aquele que não tem apoio, estar incluído na sociedade. Eu sempre pude contar com o carinho de todos os meus amigos e familiares. Por isso, apesar de ser cego, eu levo uma vida tranqüila, sou muito independente. A única coisa que eu realmente não faço nessa vida é dirigir um carro.
2. O que te levou a fundar a AMAC?
Depois que fiquei cego passei a conviver com outras pessoas nas mesmas condições e percebi que elas precisavam de apoio para se desenvolver profissionalmente e culturalmente. Então, com o objetivo de criar um espaço condizente com as necessidades do cego - que tem condições de se capacitar e de ser inserido no mercado de trabalho, enfim ser incluído na sociedade - nasce no dia 25 de fevereiro de 1991 a Associação Macaense de Apoio aos Cegos (AMAC).
3. O que ela oferece às pessoas com deficiência visual?
Hoje, temos 723 deficientes visuais e cerca de 100 pessoas cegas cadastradas na Associação. Com o apoio de muitos colaboradores de órgãos públicos, do comércio, e da sociedade organizada, a AMAC oferece atividades da vida diária (ADV), mobilidade e locomoção, e aula de informática através do DosVox. Dispõe de um espaço - o Centro Educacional "Prof. Walter Boschiglia", onde são ministradas aulas do pré-escolar, ensino fundamental e técnica de leitura e escrita Braille.

No Núcleo de Produção Braille acontece a transcrição para o sistema Braille de livros didático-pedagógicos que são aplicados no "ensino regular da municipalidade. A Associação também pretende oferecer cursos profissionalizantes e encaminhamento de profissionais aptos para o mercado de trabalho,através da criação de um Centro de Reabilitação, Profissionalização e Conveniência (CRPC).


4. Como você analisa a inclusão social das pessoas com deficiência atualmente?
Esse assunto não é novo, mas somente de alguns anos para cá é que o poder público e principalmente os responsáveis pela educação estão, aos poucos, dando atenção para a causa.
5. E a inclusão escolar de crianças com deficiência, já é possível?
Eu não sou contra a educação inclusiva. Mas acho que tanto a escola como os professores, ainda precisam se preparar. Vejo que isso já está acontecendo A educação especial é uma realidade concreta e a inclusão é uma realidade possível. Não podemos esperar, temos que fazer acontecer.
6. O que falta ser feito para que a inclusão ocorra de fato?
O início de tudo é a conscientização de todos. Eu precisei ficar cego e conviver com outras pessoas na mesma condição para fundar uma Associação. Acho que não é preciso estar na condição de deficiente para fazer algo por ele.
7. E a inclusão do cego no mercado de trabalho?
Ainda há poucas oportunidades. É comum ver o cego trabalhando como massagista ou em câmara escura. O cego tem que se qualificar. Para isso, ele precisa primeiramente ter acesso à educação, que é a base de tudo. Depois ele deve acreditar no seu potencial e se sentir útil.
8. Como é a acessibilidade nos lugares públicos e privados de Macaé?
Aqui, já é possível encontrar banheiros públicos adaptados e rampas de acesso. Já começaram a fazer algo, mas ainda está longe de ser o ideal. Eu sempre digo que o mundo é dos videntes, mas com um pouco de paciência e muito trabalho chegaremos lá.
9. Quais são os seus planos para o futuro?
Tenho várias idéias e projetos em andamento. O maior objetivo é a construção de uma nova sede da AMAC, numa área de oito mil metros quadrados, doada pela Prefeitura de Macaé. Assim poderemos dar continuidade ao trabalho da Associação, fazendo com que o deficiente visual possa ter acesso à cultura, num menor espaço de tempo e se qualificar profissionalmente para que seja inserido no mercado de trabalho como qualquer cidadão capaz de fazer valer os seus direitos.

Um outro grande ideal é a construção de uma fábrica de álcool gel e de produtos de limpeza. Acredito que por meio dela, a AMAC seria talvez, a primeira entidade a ter a sua própria sustentação. A intenção é que essa fábrica também gere emprego aos deficientes visuais e para outras pessoas com deficiência.


10.Você gostaria de deixar alguma mensagem?
Gostaria de citar um trecho do poeta mineiro, Geraldo Eustáquio de Souza, que admiro muito e que me incentiva em tudo que eu faço. Ele diz o seguinte: "Se você acredita que pode, poderá. Porque vontade gera energia e a disposição de fazer é o início da obra já concluída."
Acesse o site da AMAC e saiba mais sobre a associação.

http://intervox.nce.ufrj.br/~amac


IVONETE SANTOS (ivonete@jfrj.gov.br)

[DV-INFO]


TITULAR: CLEVERSON CASARIN ULIANA
Dez dicas para proteger seu notebook contra criminosos
Por: Cleverson Casarin Uliana
Prezados,
O texto abaixo foi adaptado por mim a partir do artigo disponível em:

http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia_especial.php?id_secao=17&id_conteudo=606&id_coluna=10


Boa leitura

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Com a queda de preços e as facilidades de pagamento, os notebooks deixaram de ser um sonho e se tornaram realidade para muitos brasileiros. Prova disso é que em 2007 foram vendidos no País 1,5 milhão de portáteis, com aumento de 153% em comparação ao ano anterior, segundo dados da IDC.

Se você é um desses privilegiados ou usa seu laptop para acessar informações em qualquer lugar, precisa ficar atento a medidas de segurança para proteger sua máquina contra roubo e perda de dados importantes.

Para muita gente, o notebook é uma ferramenta essencial para o trabalho. Dependendo do ramo de atividade profissional, às vezes os notebooks carregam informações valiosas - em alguns casos, esses dados valem muito mais que a máquina, cujos preços médios variam de R$ 2 mil a R$ 7 mil.

Por isso, os especialistas aconselham essas pessoas a brindarem seus portáteis com firewall, criptografia e outros recursos de segurança. Além disso, os usuários devem ficar espertos com o transporte de suas máquinas e se manterem vigilantes na hora de abri-las em locais públicos, como cibercafés e aeroportos. Seguem dez dicas importantes:


1. Autenticação segura
Crie diferentes tipos de senhas para evitar que outras pessoas possam acessar seu notebook em caso de roubo ou furto. Você pode usar smart card, que carrega códigos criptografados combinados com suas características físicas por meio de biometria. Alguns laptops já são vendidos no mercado com leitores para reconhecer usuários pela impressão digital e em breve trarão sistemas para autenticação facial.
2. HD protegido
Mesmo que o ladrão não consiga descobrir sua identidade em caso de furto, ele poderá tentar ler os dados de seu HD em outra máquina. É importante verificar se seu notebook vem com um sistema de criptografia para disco rígido. Esse recurso está presente em modelos mais sofisticados e veda o HD com chaves de 2.048 bits, impedindo leitura dos dados gravados.
3. Tenha o hábito de fazer cópias de segurança (backup)
Procure fazer sempre cópia dos dados que você armazena no notebook, principalmente antes de uma viagem. Algumas informações podem ser copiadas em pendrives com leitores biométricos, que aumentam a segurança dos dados.
4. Filtros contra bisbilhoteiros
Ao abrir seu laptop em salas de embarque de aeroportos e locais públicos proteja a tela para evitar que espiões de plantão leiam as informações que você está vendo. Uma das soluções para resolver o problema é o uso de filtros de monitores. A 3M e HP são algumas das empresas que oferecem esse produto como opcional.
5. Acesso à rede Wi-Fi
Antes de entrar nessas redes públicas sem fio e expor dados confidenciais armazenados em seu laptop, certifique-se que sua máquina está protegida com firewall atualizado e configurado para acesso wireless com chaves criptográficas.
6. Contratação de seguro
Se seu notebook é uma máquina sofisticada que custou caro, avalie se vale a pena fazer um seguro. Mas é importante verificar se a cobertura vale para qualquer tipo de roubo e não apenas em casos de assalto.
7. Vigilância em aeroportos
No caso de viagens é importante redobrar os cuidados em aeroportos, pois são locais muito visados pelas quadrilhas.

Mantenha-se vigilante o tempo todo com seu notebook no saguão, na hora da fiscalização pela Polícia Federal e também dentro do avião.

Especialistas recomendam guardar a máquina embaixo do banco da frente e não nos compartimentos de bagagem superiores, onde várias pessoas terão acesso, facilitando o furto.
8. Transporte adequado
O transporte de laptops em pastas específicas para esses equipamentos dão muita bandeira para assaltantes. O mesmo acontece com as mochilas carregadas por executivos engravatados. Às vezes, é mais seguro transportá-los em uma sacola comum, recomendam especialistas.

Não use seu laptop em táxis, pois muitos bandidos circulam em motos de olho nesse tipo de transporte. Evite também transportar sua máquina no banco traseiro do carro; é menos arriscado colocá-la no porta-malas.

Estacione de preferência dentro do prédio.
9. Sem exibicionismo
Não comente publicamente as qualidades e os diferenciais de seu laptop. Evite cenas de demonstrações como carregá-lo embaixo do braço no elevador ou em escadas.
10. Procure manter o controle
Em caso de assalto, a recomendação é a usual: Não reaja e entregue o laptop para evitar violência.
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CLEVERSON CASARIN ULIANA(clever92000@yahoo.com.br)

[[O DV E A MÍDIA]


TITULAR: VALDENITO DE SOUZA
Ética e Internet
Cremesp lançou manual de ética para sites de medicina e saúde na Internet
Foi publicada no dia 9 de março(2001), no Diário Oficial do Estado, a Resolução nº 097/2001 do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo ( CREMESP) que institui o Manual de Princípios Éticos para Sites de Medicina e Saúde.
Para maiores informações, entrar em contato com Assessoria de Imprensa do Cremesp: 3017-9351/9352/9353/9381.
Resolução
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 3.268/57, de 30 de setembro de 1957, regulamentada pelo Decreto nº 44.045/58, de 19 de julho de 1958.
CONSIDERANDO que compete aos Conselhos Regionais de Medicina a fiscalização do exercício profissional da medicina conforme o disposto no Art. 15, letra "c" do referido diploma legal;
CONSIDERANDO que compete aos Conselhos Regionais de Medicina promover, por todos os meios ao seu alcance, o perfeito desempenho técnico e ético dos profissionais que exercem a medicina, conforme o disposto no Art. 15, letra 'h", da Lei N º 3.268157;
CONSIDERANDO a necessidade de organizar e regulamentar a fiscalização da prática da medicina, em quaisquer das suas formas, meios, especialidades e locais de trabalho;
CONSIDERANDO que a Internet veicula informações, oferece serviços e vende produtos que têm impacto direto na saúde e na vida do cidadão
CONSIDERANDO que não existe nenhuma legislação específica para regulamentar o uso da Internet ou o comércio eletrônico no Brasil, o que torna necessário o incentivo à auto-regulamentação do setor para estabelecimento de padrões mínimos de qualidade, segurança e confiabilidade dos sites de medicina e saúde
CONSIDERANDO o decidido na 2570ª Sessão Plenária realizada em 20/02/2001,
RESOLVE:
Artigo 1º - O usuário da Internet, na busca de informações, serviços ou produtos de saúde on-line , têm o direito de exigir das organizações e indivíduos responsáveis pelos sites:
1) Transparência

2) Honestidade

3) Qualidade

4) Consentimento livre e esclarecido

5) Privacidade

6) Ética Médica

7) Responsabilidade e Procedência
Artigo 2º - Os médicos e instituições de saúde registrados no CREMESP ficam obrigados a adotar o Manual de Princípios Éticos para Sites de Medicina e Saúde na Internet (Anexo) para efeito de idealização, registro, criação, manutenção, colaboração e at

uação profissional em Domínios, Sites, Páginas, ou Portais sobre medicina e saúde na Internet.


Artigo 3º - O Manual de Princípios Éticos para Sites de Medicina e Saúde na Internet se constitui em anexo, fazendo parte integrante desta Resolução
Artigo 4º - Esta Resolução passa a vigorar a partir da data de sua publicação sendo estipulado o prazo de 06 (seis) meses para que os sites de autoria ou parceria de médicos e instituições de saúde registrados no CREMESP se adequem à esta norma.
São Paulo, 9 de março de 2001.

Dra. Regina Parizi de Carvalho

Presidente
ANEXO
MANUAL DE PRINCÍPIOS ÉTICOS PARA SITES DE MEDICINA E SAÚDE NA INTERNET
A veiculação de informações, a oferta de serviços e a venda de produtos médicos na Internet têm o potencial de promover a saúde mas também podem causar danos aos internautas, usuários e consumidores.
As organizações e indivíduos responsáveis pela criação e manutenção dos sites de medicina e saúde devem oferecer conteúdo fidedigno, correto e de alta qualidade, protegendo a privacidade dos cidadãos e respeitando as normas regulamentadoras do exercício ético profissional da medicina.
O CREMESP define a seguir princípios éticos norteadores de uma política de auto-regulamentação e critérios de conduta a dos sites de saúde e medicina na Internet.
1) TRANSPARÊNCIA
Deve ser transparente e pública toda informação que possa interferir na compreensão das mensagens veiculadas ou no consumo dos serviços e produtos oferecidos pelos sites com conteúdo de saúde e medicina. Deve estar claro o propósito do site: se é apenas educativo ou se tem fins comerciais na venda de espaço publicitário, produtos, serviços, atenção médica personalizada, assessoria ou aconselhamento. É obrigatória a apresentação dos nomes do responsável, mantenedor e patrocinadores diretos ou indiretos do site.
2) HONESTIDADE
Muitos sites de saúde estão a serviço exclusivamente dos patrocinadores, geralmente empresas de produtos e equipamentos médicos, além da indústria farmacêutica que, em alguns casos, interferem no conteúdo e na linha editorial, pois estão interessados em vender seus produtos.
A verdade deve ser apresentada a verdade sem que haja interesses ocultos. Deve estar claro quando o conteúdo educativo ou científico divulgado (afirmações sobre a eficácia, efeitos, impactos ou benefícios de produtos ou serviços de saúde) tiver o objetivo de publicidade, promoção e venda, conforme Resolução CFM N º 1.595/2000
3) QUALIDADE
A informação de saúde apresentada na Internet deve ser exata, atualizada, de fácil entendimento, em linguagem objetiva e cientificamente fundamentada. Da mesma forma produtos e serviços devem ser apresentados e descritos com exatidão e clareza. Dicas e aconselhamentos em saúde devem ser prestados por profissionais qualificados, com base em estudos, pesquisas, protocolos , consensos e prática clínica.
Os sites com objetivo educativo ou científico devem garantir a autonomia e independência de sua política editorial e de suas práticas, sem vínculo ou interferência de eventuais patrocinadores.

Deve estar visível a data da publicação ou da revisão da informação, para que o usuário tenha certeza da atualidade do site. Os sites devem citar todas as fontes utilizadas para as informações, critério de seleção de conteúdo e política editorial do site, com destaque para nome e contato com os responsáveis


4) CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Quaisquer dados pessoais somente podem ser solicitados, arquivados, usados e divulgados com o expresso consentimento livre e esclarecido dos usuários, que devem ter clareza sobre o pedido de informações: quem coleta, reais motivos, como será a utilização e compartilhamento dos dados.
Os sites devem declarar se existem riscos potenciais à privacidade da informação dos usuários, se existem arquivos para "espionagem" dos passos do internauta na Rede , que registra as páginas ou serviços que visitou, nome, endereço eletrônico, dados pessoais sobre saúde, compras online, etc.
5) PRIVACIDADE
Os usuários da Internet têm o direito à privacidade sobre seus dados pessoais e de saúde. Os sites devem deixar claro seus mecanismos de armazenamento e segurança para evitar o uso indevido de dados, através de códigos, contra-senhas, software e certificados digitais de segurança apropriados para todas as transações que envolvam informações médicas ou financeiras pessoais do usuário. Devem ter acesso ao arquivo de seus dados pessoais, para fins de cancelamento ou atualização dos registros.
6 ) ÉTICA MÉDICA
Os profissionais médicos e instituições de saúde registradas no CREMESP que mantém sites na Internet devem obedecer os mesmos códigos e normas éticas regulamentadoras do exercício profissional convencional. Se a ação, omissão, conduta inadequada, imperícia, negligência ou imprudência de um médico, via Internet, produzir dano à vida ou agravo à saúde do indivíduo, o profissional responderá pela infração ética junto ao Conselho de Medicina. São penas disciplinares aplicáveis após tramitação de processo e julgamento; advertência confidencial; censura confidencial; censura pública em publicação oficial; suspensào do exercício profissional por 30 dias e cassação do exercício profissional.
7) RESPONSABILIDADE E PROCEDÊNCIA
Alguém ou alguma instituição tem que se responsabilizar, legal e eticamente, pelas informações, produtos e serviços de medicina e saúde divulgadas na Internet. As informações devem utilizar como fonte profissionais, entidades, universidades, órgãos públicos e privados e instituições reconhecidamente qualificadas.
Deve estar explícito aos usuários: quem são e como contatar os responsáveis pelo site e os proprietários do domínio. Estas informações também podem ser obtidas pelo usuário com uma consulta/pesquisa junto ao site da FAPESP (www.registro.br) , responsável pelos registros de domínios no Brasil
O site deve manter ferramentas que possibilitem ao usuário emitir opinião, queixa ou dúvida. As respostas devem ser fornecidas da forma mais ágil e apropriada possível.
É obrigatória a identificação dos médicos que atuam na Internet, com nome e registro no Conselho Regional de Medicina.
PARECER
A partir de situações concretas, dúvidas e reclamações encaminhadas por médicos e usuários, o Cremesp aprovou um parecer, com posicionamentos sobre os seguintes tópicos
1) CONSULTAS MÉDICAS E ORIENTAÇÕES EM SAÚDE
A informação médica via Internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre o paciente e o médico. A Internet pode ser uma ferramenta útil, veiculando informações e orientações de saúde genéricas, de caráter educativo, abordando a prevenção de doenças, promoção de hábitos saudáveis, bem-estar, cuidados pessoais, nutrição, higiene, qualidade de vida, serviços, utilidade pública e solução de problemas de saúde coletiva.
Pelas suas limitações, não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde. A consulta pressupõe diálogo, avaliação do estado físico e mental paciente, sendo necessário aconselhamento pessoal antes e depois de qualquer exame ou procedimento médico.
0 Código de Ética Médica vigente, promulgado em 1988, disciplina que é vedado ao médico:
Artigo 62 - Prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente cessado o impedimento e Artigo 134 - Dar consulta, diagnóstico ou prescrição por intermédio de qualquer veículo de comunicação de massa.
O site deve detalhar e advertir sobre as limitações de cada intervenção ou interação médica on-line. O profissional envolvido deve estar habilitados para exercício da medicina , registrado no CRM e sujeito à fiscalização. Os usuários devem ser orientados a procurar uma avaliação pessoal em seguida com médico de sua confiança.
As clínicas, hospitais e consultórios podem usar a Internet para agendamento e marcação de consultas via e-mail.
Já a realização de consultas on-line por indivíduo não médico caracteriza exercício ilegal da medicina e charlatanismo, cabendo denúncia e punição pelo poder Judiciário.
2) VENDA DE MEDICAMENTOS, PRODUTOS E SERVIÇOS DE SAÚDE ON-LINE
Os produtos de saúde incluem medicamentos, equipamentos médicos , bens e insumos usados para o diagnóstico, tratamento das enfermidades e lesões ou para a prevenção, manutenção e recuperação da saúde.
Não é aconselhável a utilização de serviços de sites que vendem esses produtos (as "farmácias virtuais") e entregam a domicílio. Alguns chegam a comercializar produtos controlados, que necessitam de prescrição médica. Além disso, incentivam a auto-medicação irresponsável, através da informação parcial, muitas vezes prevalecendo interesse econômico que movimenta esses sites.
No caso das farmácias, não há regulamentação específica para funcionamento desses sites, que deveriam seguir as mesmas regras das drogarias convencionais, que necessitam de farmacêutico responsável, registro no Conselho Regional de Farmácia e alvará de funcionamento emitido pela Vigilância Sanitária.
A prescrição e venda de medicamentos pela Internet, sem exame clínico do paciente realizado por profissional habilitado deve ser denunciada ao Conselho Regional de Farmácia e à Vigilância Sanitária .
A oferta de serviços via Internet, como a venda de planos de saúde, deve receber especial atenção dos usuários, que não devem fechar contratos antes de pesquisa de mercado e contato pessoal com representante da empresa.
3) SIMULAÇÕES DE PROCEDIMENTOS
A simulação de procedimentos médicos pela Internet não é recomendável. É o caso, por exemplo, da simulação de possíveis efeitos de uma cirurgia plástica ( Ex.: como vai ficar o nariz ou queixo após a operação etc). Isso pode criar falsas expectativas e ilusões, causando insatisfação futura no paciente, caracterizando falta ética a promessa de resultados que não há certeza de que serão cumpridos em função da resposta individual de cada organismo à terapêutica utilizada.
O recurso de simulação de caso, quando utilizado, deve esclarecer sua finalidade e limitações. Por exemplo: questionários para verificar se o usuário está potencialmente exposto ao risco de adquirir determinada patologia de potencialidade de patologias como diabetes, câncer, obesidade. Deve ser acompanhado de avaliação médica pessoal.
4) TRANSMISSÃO DE IMAGENS
Também é considerado procedimento antiético a transmissão de cirurgias, em tempo real ou não, em sites dirigidos ao público leigo, com a intenção de promover o sensacionalismo e aumentar a audiência.
A exposição pública de pacientes, através de fotos e imagens, é considerada antiética pelo Cremesp. Conforme o Código de Ética Médica (Art. 104) é vedado ao médico "fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos".
A exceção vale para o uso da Internet em telemedicina, voltada à atualização e reciclagem profissional do médico, a exemplo das videoconferências, educação e monitoramento a distância. Nestes casos, devem existir mecanismos ( senhas e outros dispositivos) que impeçam o acesso do público leigo às imagens ou informações, que só podem identificar o paciente mediante consentimento esclarecido do mesmo para este fim.
5) ENVIO DE EXAMES E PRONTUÁRIOS MÉDICOS
Procedimento cada vez mais comum é o envio de resultado de exames diagnósticos (radiografias, exames de sangue, de urina e outros) pela Internet. Para evitar a quebra de sigilo e de privacidade , quem envia as informações deve tomar precauções técnicas adicionais, como o uso de criptografia ou de servidores especiais que barram a entrada de quem não está autorizado.
0 paciente que recebe o exame por e-mail deve estar atento para que ninguém, além do seu médico, tenha acesso à correspondência. O exame deve ser interpretado somente na presença do médico.
Da mesma forma, os prontuários eletrônicos, que armazenam dados sobre os pacientes em clínicas, hospitais e laboratórios de análises clínicas devem estar protegidos contra eventuais quebras de sigilo.
6) PUBLICIDADE MÉDICA
Os médicos estão obrigados a seguir a regulamentação legal no que concerne à publicidade e marketing definidas no Manual da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do Cremesp.
Poderá ser punido pelo CRM o médico que utilizar a Internet para autopromoção no sentido de aumentar sua clientela; fazer concorrência desleal, como promoção no valor de consultas e cirurgias; pleitear exclusividade de métodos diagnósticos ou terapêuticos; fazer propaganda de determinado produto, equipamento ou medicamento, em troca de vantagem econômica oferecida por empresas ou pela indústria farmacêutica.
Também são consideradas infrações éticas graves estimular o sensacionalismo, prometendo cura de doenças para as quais a medicina ainda não possui recursos; e divulgar métodos, meios e práticas experimentais e/ou alternativas que não tenham reconhecimento científico de acordo com Resolução CFM 1609/2000.
Nos anúncios, pela Internet, de clínicas, hospitais e outros estabelecimentos deverão sempre constar o nome do médico responsável e o número de sua inscrição no CRM.
Denúncias e dúvidas sobre publicidade médica podem ser encaminhadas à Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (CODAME) do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo.
7) Responsabilidade de Terceiros
No caso de procedimentos ou conferências médicas realizadas usando os recursos da Internet - sempre com a solicitação ou o consentimento esclarecido do paciente - a responsabilidade do ato e da decisão é do médico assistente do paciente, sendo que os demais médicos envolvidos respondem solidariamente. No caso de cirurgias realizadas com uso de robótica e teleconferências, o médico que acompanha o paciente localmente responde por eventuais problemas que possam ser caracterizados como infrações éticas como negligência, imperícia e imprudência.
0 paciente deve ser esclarecido sobre a identificação, as credenciais e os órgãos de fiscalização a que estão submetidos os profissionais envolvidos e sobre meios de acionar esses mecanismos de proteção da sociedade. No caso de segunda opinião ou procedimentos realizados via Internet por médicos de outros países o paciente deve ser informado sobre o nome, formas de contato, credenciais profissionais e o órgão de fiscalização profissional do país de origem do médico.
Faça o download do arquivo

fonte: http://www.cremesp.org.br/legislacao/leg_internet/etica_internet.htm


VALDENITO DE SOUZA(vpsouza@terra.com.br)

[PANORAMA PARAOLÍMPICO]


TITULAR: SANDRO LAINA SOARES

FUTEBOL DE 5


Cinco atletas de um lado e cinco do outro. O gol como objetivo de ambos. Bola com guizo e bandas laterais a postos, o jogo começa. As bandas laterais ficam sobre as linhas do lado do campo, têm 1,20m e impedem que a bola saia do campo. A bola tem guizo para que os jogadores possam localizá-las, já que eles não enxergam e usam vendas, para igualar totalmente os pequenos resíduos visuais que um ou outro possa ter.

Apenas o goleiro, por motivos de segurança, tem visão normal. Este atua numa área restrita de 5m x 2m e tem atrás de si um chamador que tem a função de sinalizar aos jogadores de sua equipe a posição do gol. As dimensões do campo são de 40m x 20m e o jogo tem duração 50 minutos (dois tempos de 25).

Estas são as regras da primeira modalidade paraolímpica que focaremos aqui, nesta coluna. Claro, o colunista quis, obviamente, "puxar a sardinha" para si, já que este faz parte da seleção dessa modalidade, sendo medalhista de ouro em Atenas.

O futebol de 5 estreou em Jogos Paraolímpicos em 2004 . Logo na estréia desta modalidade, o Brasil foi campeão, conquistando a medalha dourada de modo incontestável, sem levar nenhum gol, tendo o artilheiro da competição.

O futebol de cinco, também chamado de futebol para cegos, surgiu no Brasil, nos Institutos para cegos, como Padre Chico, em SP, IBC, no RJ e São Rafael, em BH. Daquela brincadeira, naquela época chamada de gol-a-gol, surgiu a modalidade onde o Brasil tem as maiores conquistas: Bicampeão Mundial (1998 - Paulínia, SP e Espanha, em 2000), tricampeão da Copa América e atual campeão Paraolímpico. Além disso, sustenta um invejável retrospecto contra todas as seleções que já enfrentou, inclusive a grande rival, Argentina: até hoje, foram somente 4 derrotas em toda a história, incluindo todos os jogos oficiais, contra todas as seleções.

Entre os principais jogadores da modalidade, quase todos são brasileiros: Marco Antônio, Ivan Mineiro, Mizael, João Batista, Ricardinho. As exceções são o atleta espanhol José e o grande Sílvio Velo, argentino, maior rival brasileiro.

Dentre os nossos atletas, Mizael e mais recentemente, Ricardinho, já foram escolhidos como melhores jogadores do mundo.

A CBDC é, no Brasil, a responsável pela modalidade, convocando a seleção nacional, promovendo os campeonatos regionais e nacionais.

Internacionalmente, a IBSA é a gestora da modalidade, definindo as regras do jogo, gerindo as classificações dos atletas e realizando os campeonatos internacionais.

Mais informações sobre a modalidade, visitem:

www.cbdc.org.br - Confederação Brasileira de Desporto para Cegos

www.ibsa.es - Internacional Blind Sports Federation

Fonte:

www.rio2007.org.br, www.cbdc.org.br



SANDRO LAINA SOARES - slsoares@uol.com.br

[REENCONTRO]


COLUNA LIVRE

Nome: Marlene Lucélia Garcia

Formação: ensino superior incompleto

Estado civil: solteira

Profissão: em breve, Psicóloga

Período em que esteve no I B C.: 1972 a 1974


Breve comentário sobre este período:

Nessa fase, fiz grandes amigos e muitas descobertas interessantes, como, afirmar minha identidade e me descobrir enquanto pessoa.


Residência Atual: Rua General Belegarde, 94 casa 27

Engenho Novo Cep 20710-/003

Rio de Janeiro Rj
Objetivos Neste Reencontro:

Contatos: (fones e/ou e-mails)

Fone residencial: 3277-5923

celular: 9688-2930.

e-mail: mlgarcia@oi.com.br

[TIRANDO DE LETRA]


COLUNA LIVRE

*HOMENAGEM AO CBL (CLUBE DA BOA LEITURA)


Não sei se algum articulista terá escrito em qualquer tempo da história do jornalismo uma carta aberta à editoria de um jornal e, se isso não aconteceu, também não será agora que estará acontecendo posto que nem eu sou articulista nem o Contraponto é um jornal.

Antes que o Valdenito queira rasgar meu texto, (eis mais uma vantagem da virtualidade!) reafirmo o que disse em relação ao Contraponto, acrescentando porém que é muito mais que isso!

É um espaço onde nos contrapomos aos preconceitos que nos impingem tanto quanto damos notícias de nossas lutas e de nossas aspirações, além de contarmos também um pouco da nossa história.

Minha carta aberta à editoria que será muito menos do que os aplaudidos nela mereceriam (que não se leia aqui nas entrelinhas qualquer desmerecimento ao nosso brioso Contraponto, a questão é que, no caso, mesmo o Times seria pouco!) pretende contar à editora uma história na qual ela se inseriu de modo tal que a conseqüência mais amena para ela é a de ter sido "promovida" à editora do nosso jornal, isso sem que se leve em conta a cooptação de certos escribas do dito que naturalmente pretendem ter seus textos expostos sem máculas como se eles por isso fossem os únicos responsáveis.

E pra que não haja dúvidas quanto a que escriba me refiro não posso deixar de dizer que Marisa continua mostrando seu tamanho quando aceitou esse cargo (ou seria encargo?) quer dizer, aceitou tudo isso e se vocês soubessem quanto ela ganha então!

Até as luvas ela dispensou, é mão na massa direto e, se o segmento tem amigos, os maiores não a ultrapassam em tamanho. (Agora, encontrem erros de editoração no meu texto se forem capazes!) rsrsrs.

Bom mas, vamos à história: Tudo começou com o professor Benno Arno Marquardt. (Há quem diga que um homem que só vive de recordações é como um automóvel que transitasse com as lanternas voltadas para trás.

Pode ser, porém, se o caminho andado não puder preveni-lo de tudo o que encontrará no porvir, ao menos pode uma curva sinuosa mostrar-lhe que elas existem e, embora a estrada à frente seja sempre um mistério, o caminho percorrido será sempre ensinamento indispensável para superar os obstáculos à frente.)

A primeira lembrança que tenho do Prof Beno é do ensinamento de música que me tentava fazer absorver quando dizia que na escala cromática ascendente o primeiro,segundo, quarto e quinto graus seriam alterados; daí que me sugeria ou, a nós todos alunos daquela aula, que guardássemos o número 1245 para que fizéssemos a associação com os graus a sofrerem as devidas alterações.

Ainda me lembro vagamente o que seja uma escala cromática mas, muito menos vagamente me lembro do número sugerido por ele que,durante muito tempo na minha vida de vendedor de bilhetes de loteria, foi apenas uma milhar do elefante mas que, hoje, me volta como a mais doce recordação dessa figura que, então,não suspeitava minimamente do quanto seria importante, não só na minha vida mas, na de muitos de nós.

Foi ele que fundou em 1970 o Clube da Boa Leitura cuja sede primeira se fez em sua própria casa e imagino o contratempo que aquilo terá lhe causado, ter em casa um número sempre crescente de caixas e mais caixas de fitas cassete.

O Clube da Boa Leitura foi uma idéia luminosa e que despertou em muitos de nós a fome de ler. Nas fitas gravadas por pessoas que faziam aquilo com o mesmo amor que o fundador do nosso tão querido C B L encontrávamos o combustível que alimentaria em nós o prazer da leitura. Nessas boas lembranças que de certo não serão só minhas, misturam-se ingredientes como Jorge Amado em Gabriela Cravo e Canela e a voz de Dona Elora Andrade ou Papillon de Henri Charrière e a voz de Dona Linéa. Também não consigo descolar a lembrança de livros como Xogun de James Clavell da voz de Ludi Veloso ou a de obras como Paula da Isabel Allende da voz de Marisa.

. A fagulha de amor que se desprendeu do prof Beno, acendeu uma fogueira que aqueceu muitos de nós, que agregou muita gente boa em torno da causa da leitura e que, aliás, continua ardendo posto que o CB L segue seu curso muito bem conduzido por Dona Cira e sendo uma das nossas alternativas para o acesso à leitura.

Decerto vou ser injusto ao deixar de citar muitos nomes de pessoas fundamentais nessa construção de amor que é o C B L contudo, no meu abraço à Marisa, essa grande pessoa que sintetiza muito bem no seu modo de ser o que seja essa obra, queria que todas se sentissem abraçadas e alvo da nossa gratidão, do nosso aplauso que nunca vai ser suficiente pra que as atendentes saibam o quanto foram e são importantes na sua paciência infinda quando se põem à disposição do associado na busca de um livro ou quando restauram fitas e/ou organizam caixas e caixas delas.

Hoje que a tecnologia, associada ao amor que desenvolvemos pelo ato de ler, nos deixa próximos ao acesso cidadão à leitura, não podemos nos esquecer que este amor que é condimento essencial para qualquer luta, em muitos de nós, é resultado de atitudes amorosas de pessoas que, aliás, muitas já não se encontram aqui (Linéa, Elôra Andrade, Antônio Paulo, que foi um ledor maravilhoso, Ludi,o prof Benno) o que quer dizer que amor gera amor e que esse artigo raro, e cada vez mais no mundo de hoje, foi e continua sendo vivenciado por nós em profusão num conluio do bem com todas essas pessoas e esta árvore continua dando frutos.

Tenho estado distante do CBL ,o que me fez apelar para nossa Cida Leite que me deu dicas ótimas: o Clube tem um serviço de atendimento pelos Correios para os sócios usuários que não sejam moradores do município do Rio e, é claro, adivinhem quem tem o trabalho de embalar as caixas e,de modo tal que possam chegar intactas aos destinatários?

Isso, elas, as atendentes que, mesmo sendo hoje cerca de 25,têm de aturar sócios como eu que encontram uma caixa e que depois descobrem uma outra que lhes apetece mais e, pronto,lá vai a pobre da atendente trocar a dita. E olha que há as que, como Dona Jenny, (puxa, quanto trabalho já dei a ela!) aprendem o braille para ajudar no serviço de etiquetagem das caixas feitos no sistema comum e em braille.

Aliás, a professora Maura que está no CBL desde o início deve ter ficado muito contente com isso pois, braillar aquelas caixas e fitas todas sozinha como ela fazia durante certo tempo não deve ser fácil!

O Clube conta hoje com um número expressivo de ledores, pessoas responsáveis pelas gravações dos livros e, para que os leitores tenham à disposição obras que andam pelas listas dos mais vendidos como: A Menina que Roubava Livros ou A Cidade Do Sol ou Meu nome não é Johnny.

Essas são adquiridas por eles e, naturalmente, gravadas.

Digam se a gente não tem que abraçar, e muito,carinhosamente essa turma?

Agora, como não sei se terei conseguido o abraço em prosa, tento em versos:


***

A vós, que me emprestastes suas vistas,

pra que me fosse feita a prestação

desse serviço, cuja boa ação,

deu nesse que ama livros e revistas,

a quem me transportou com sua voz

pelos espaços da literatura,

me fez sentir o gosto da leitura,

não só a mim mas, a muitos de nós,

vos presto aqui a homenagem breve

de quem ao menos pra aplaudir escreve

agradecendo-vos momentos tantos

e as mil viagens que fizemos juntos

nas emoções dos diversos assuntos

nos livros todos que me lestes: quantos!!!
Leniro Alves - Abril de 2008.

* E-MAIL GRATIDÃO(UMA TERNA E INDELÉVEL LEMBRANÇA)


-"A lembrança também é uma forma de encontro..."

(Kalil Gibran: poeta libanês.).


Foi com muito pesar que recebi a noticia do falecimento da sra. Elôra Andrade.

uma perda irreparável para nosso segmento...


O professor Benno fundou o CBL(Clube da Boa Leitura), entretanto,dona Elôra foi a grande incentivadora; na época em que me associei ao Clube (1976), levado por um companheiro.

Ela estava começando no "CBL".


Foi de suas mãos que recebi o primeiro livro gravado"O assassino”, de Evelyn Anthony.

A partir daí, o "CBL" passou a ser parte da minha vida...


Dona Elôra Andrade sempre à frente, incansável, inovadora, dinâmica, juntamente com sua equipe, transformou o "CBL" no maior acervo cultural disponivel a nós cegos.
Tive a honra de gozar de sua amizade, uma pessoa terna, maternal, sensivel...
Minha amiga Elôra Andrade estará sempre na minha lembrança,eternamente. Dedico-lhe minha ternura e carinho, e, principalmente, toda minha gratidão...
Valdenito de Souza

(Escrito quando da morte da Elôra Andrade)

[BENGALA DE FOGO]
COLUNA LIVRE

O CEGO E O PAPAGAIO


Era manhã, num sábado chuvoso de janeiro; falo o período do dia para que todos saibam que era manhã, que portanto não estava com sono nem tinha bebido algumas cervejas.

Assim sendo, o fato que narrarei a seguir me faz afirmar cada vez mais: quanto

mais vivemos, aprendemos uma coisa diferente.

Aniversário do filho da minha afilhada, precisávamos de algumas mesas para a festa.

Junto com o marido de minha afilhada fomos à na sede do Rotary Club pegar as referidas mesas.

Cheguei no portão, gritei o o nome do presidente, já que a nossa sede é ao lado de sua casa.

- Antonio!!!

Ouvi então a resposta:

-Oi, Antonio!!!!

Falei então:

-Vim pegar as mesas!!!

Resposta:

-As mesas!!!!

Esse diálogo se manteve por alguns minutos até que descobrimos- imaginem ,amigos- que eu estava conversando com o papagaio do vizinho do meu presidente.


A fonoaudiologia é a ciência que lida com a comunicação humana .

Acho que estou me aperfeiçoando cada vez mais, porque consigo bater papo até com um papagaio.


[SAÚDE OCULAR]


TITULAR: HOB (Hospital Oftalmológico de Brasília)



  • Córneo-escultura pode evitar transplante

Brasília, 5/9/07 - Algumas indicações de transplante de córnea já podem ser substituídas por procedimentos menos complexos.


O oftalmologista brasiliense Canrobert Oliveira desenvolveu a córneo-escultura e aperfeiçoou um método cirúrgico para correção de córneas com a associação de diferentes técnicas.

O método e os resultados obtidos serão apresentados pelo médico do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) esta semana, durante o XXXIV Congresso Brasileiro de Oftalmologia que se realiza até o dia 6 de setembro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília.

O procedimento consiste em tornar regular a curvatura de córneas que já sofreram alguma interferência externa, inclusive cirurgias para correção refrativa (miopia, astigmatismo, hipermetropia) e apresentam problemas que comprometem a qualidade da visão.

De acordo com Canrobert, o método foi desenvolvido para solucionar as irregularidades que se evidenciam em córneas afetadas por cirurgias e traumas como acidentes, por exemplo, os quais não têm condições de tratamento com os procedimentos convencionais da oftalmologia.

O domínio de Canrobert Oliveira sobre os métodos existentes para a solução dos problemas refrativos da visão o levou a desenvolver a córneo-escultura com a aplicação de técnicas relaxantes, fotoablativas (Eximer laser), sutura e o novo sistema de correção por radiofreqüência.

Canrobert é reconhecido pela contribuição prestada ao progresso técnico e científico da oftalmologia com o desenvolvimento da Técnica-C ou C-Proccedure para tratamento de astigmatismo altos e irregulares


Astigmatismo - Entre os benefícios ressaltados pelo médico aos pacientes que podem se submeter a córneo-escultura estão a "recuperação da anatomia da córnea com a correção do grau em ação simultânea". Os casos mais indicados para aplicação do método , segundo Canrobert, são os de pacientes que apresentam astigmatismos irregulares. Contudo, adverte que esta terapia apesar de ser realizada com a máxima personalização, não se aplica indistintamente a todos os casos. "É necessária avaliação minuciosa das condições de cada paciente anteriormente", frisa.

O astigmatismo é uma deficiência visual citada entre as mais comuns, decorre da formação ovalada da córnea, o que leva seus portadores a enxergarem objetos distorcidos, tanto próximos como distantes.


Mais informações

Assessoria de Comunicação do Hospital Oftalmológico de Brasília

*Ptose, quando a pálpebra cansa
Brasília, 14/04/2008 –

Mais comum do que se imagina, a ptose ainda assusta quando se manifesta. Por ter como característica o fato de provocar um relaxamento do músculo da pálpebra, às vezes, acontece do paciente acordar e o olho estar caído mais do que o normal, atrapalhando e dificultando a visão. A ptose se relaciona à musculatura, diferente da dermatocalase que se liga à pele, motivo pelo qual algumas pessoas decidem pela cirurgia estética, a plástica, esclarece o oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), Drys Dantas.


Considerada uma patologia, a ptose resulta na diminuição da fenda palpebral, isto é, a redução da distância entre a borda da pálpebra inferior e a borda superior. De acordo com Drys Dantas, médico especialista na área, "geralmente a ptose tem origem em um problema muscular ou neurológico, o qual acarreta a perda de força da pálpebra para o movimento de abrir e fechar os olhos"
Reabilitação - A correção normalmente acontece por método cirúrgico, com o objetivo de reforçar a musculatura. Segundo o médico, trata-se de um procedimento delicado com necessidade de pontos internos e a recuperação pode exigir uma semana de repouso e até três meses de cuidados como não coçar os olhos, não bater, não traumatizar.
Apesar de se manifestar, na maior parte dos casos, em conseqüência da maturidade do organismo, ocorrendo a partir dos 50 ou 60 anos de idade, a ptose também pode estar presente na infância e levar à ambliopia, isto é, a baixa acuidade visual. Na infância, a pálpebra caída pode ser de origem congênita, mas também surgir em conseqüência de traumas.

De acordo com Dantas, é necessário estar atento ao avanço desse relaxamento muscular, pois, em alguns casos, a ptose progride e chega a tampar substancialmente o olho. A ptose pode se manifestar em apenas um dos olhos, ou nos dois, quando é identificada como bilateral.


*Oftalmologia de Brasília desperta interesse europeu


Brasília, 31/08/2007 - Brasília desponta na oftalmologia.
Na próxima semana, acontece na cidade, entre os dias 3 e 6 de setembro, o XXXIV Congresso Brasileiro de Oftalmologia com a participação de aproximadamente 6 mil médicos especialistas da área. O que fazem os profissionais no Brasil para melhorar a visão das pessoas tem chamado a atenção também de outros países.

No mesmo período, o oftalmologista brasiliense Leonardo Akaishi estará, em Estocolmo (Suécia) como palestrante do XXV Congresso da Sociedade Européia de Cirurgia de Catarata e Refrativa


O oftalmologista brasiliense é convidado para expor os resultados obtidos com as cirurgias personalizadas para tratar a catarata a partir do implante de lentes intra-oculares multifocais.

Akaishi adequa diferentes lentes intra-oculares e as implanta na substituição do cristalino opaco visando a atender necessidades comportamentais dos pacientes e tem obtido, como resultado, o descarte dos óculos de 96% dos operados de catarata com idade superior a 50 anos.

Hoje, o maior desafio dos oftalmologistas para tratar a catarata de forma personalizada é que além de conhecer o paciente seus hábitos e manias, a cirurgia precisa ser o "estado da arte", diz o médico de Brasília que, este ano, foi reconhecido, pela indústria de lentes intra-oculares, como o profissional que maior número de lentes multifocais implantou no mundo.
Inovação - Após o Congresso, Akaishi permanece na Europa para realizar um curso na Suíça também relacionado a implante de lentes. Essas são lentes de contato implantadas para corrigir alta miopia e astigmatismo.

O tratamento ainda não é liberado no Brasil, apesar de já ser prática usual no Japão, nos Estados Unidos e na maioria dos países da Europa, relaciona o médico do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB) que já está buscando especialização no novo tratamento.


Mais informações
Assessoria de comunicação do HOB
Teresa Cristina Machado
Tel.: (61) 9983-9395 / 3225-1452
HOB- Hospital Oftalmológico de Brasília ( atfdf@uol.com.br)
Site: http://www.hobr.com.br
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[CLASSIFICADOS CONTRAPONTO]


COLUNA LIVRE

OPERAÇÃO SORRISO

Quem conhecer alguma criança que precise desse tipo de cirurgia, entrar em contato com o telefone abaixo.
A Operação Sorriso vai operar crianças com lábio leporino ou goela-de-lobo.Se você conhece alguma criança que necessite dessas cirurgias, traga-a para

o nosso exame de seleção.

E ajude a devolver um sorriso para uma criança.
Dias de Exame de Seleção - 24 e 25 de abril - Horário: a partir das 8h

Local: hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto

Estrada do Caricó, 26 - Galeão - Ilha do Governador

(Próximo à Praça do Avião)


Dias da Cirurgias: 28 de abril a 02 de maio de 2008

Local: Hospital Municipal Jesus

Rua 8 de Dezembro, 717 - Vila Isabel
Informações: (21) 2562-2822 - Secretaria do Projeto Fendas (Falar c/Shirley)
Vamos devolver o sorriso para milhões de crianças!! Não deixe de divulgar!!

Amor Verdadeiro.. ..É amor doação!

[FALE COM O CONTRAPONTO]
CARTAS DOS LEITORES:
*Prezados amigos,
Trago-lhes este comunicado para convidá-los a participar do projeto "A Visão dos Dedos: os prós e contras da inclusão dos deficientes visuais". Este projeto, idealizado e organizado por Giovani Machado e Luciane Molina, visa a publicar um livro sobre o assunto em questão, impresso em Braille e com caracteres comuns (em tinta), pelo Centro Braille da Fundação Cultural de Blumenau. Os profissionais envolvidos neste trabalho serão, preferencialmente, aqueles que trabalham com educação inclusiva ou atuam diretamente no ensino de deficientes visuais, ou ainda, na capacitação de outros professores para realizarem o atendimento dos educandos em classes regulares. Pretende-se coletar informações sobre o processo de Alfabetização Braille, as dificuldades enfrentadas para o atendimento dos cegos, relatos e experiências sobre a inclusão dos deficientes visuais na escola regular. Porém, todos os textos deverão ter como foco central o Sistema Braille e suas implicações educacionais. Os exemplares publicados e impressos serão distribuidos para Bibliotecas Braille Públicas ou de Instituições cadastradas, por todo o país. Contamos com sua participação!!!
Os textos escritos com, no máximo, duas laudas, passarão por um processo seletivo e deverão ser enviados para os e-mails:
Luciane Molina:

braillu@uol.com.br

e

Giovani Machado:



giovani.m@uol.com.br
Os textos serão recebidos durante todo o mês de abril/2008 e o mês previsto para publicação do livro será em setembro/2008.

Os nomes dos selecionados, serão divulgados no site:

http://www.fcblu.com.br até o dia 15/06/08.
Os textos serão cedidos sem custos de autor, porém com a indicação dos mesmos na publicação dos seus trabalhos, bem como informações de contato e formação/atuação.

Quaisquer dúvidas, entrar em contato pelos e-mails acima.


Att

Giovani Machado e Luciane Molina


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O Contraponto agradece a deferencia.


Valdenito de Souza

Editor chefe

*Bom dia Valdenito,

E nessa cidade, só chove?

Hoje li uma notícia no Correio Braziliense e lembrei de você. Eles contam que, a partir de hoje, o Diário de Pernambuco terá uma edição em braille, com 50 páginas e distribuída gratuitamente para cidadãos que têm necessidade de ler o impresso com esta formatação. Que máximo, hein? É dentro daquilo que conversamos e você reclamava que os jornais não têm alternativas na internet. Você não acha interessante procurar o coordenador do projeto? conforme a matéria, se chama Antonio José Ferreira, tem 35 anos e perdeu a visão aos 6 anos de idade.

Segue um telefone que eu tenho do Diário de Pernambuco, caso queiras iniciar a busca: (81) 2122 7556

Beijos,
Teresa Cristina Machado

ATF Comunicação Empresarial

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Que bom Tereza. Espero q outros jornais sigam o exemplo...



Editor

* Cadastro de Leitores: Se você deseja ser um leitor assíduo de nosso jornal, envie uma mensagem (solicitando inscrição no cadastro de leitores), para: contraponto_jornal@yahoo.com.br


* Todas as edições do Contraponto, estão disponibilizadas, no site da Associação dos Ex-alunos do

IBC (www.exaluibc.notlong.com), -- entre no link contraponto...


* Participe (com criticas e sugestões), ajude-nos aprimorá-lo, para que se transforme realmente num canal consistente do nosso segmento...
* Venha fazer parte da nossa entidade: ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT(existem vários desafios esperando por todos nós)...
Lutamos pela difusão e socialização ampliada de atividades, eventos e ações voltadas para DEFESA dos DIREITOS dos deficientes visuais.
* Solicitamos a difusão deste material na INTERNET, pode vir a ser útil, para pessoas, que você sequer conhece...

*REDATOR CHEFE:

Valdenito de Souza, o nacionalista místico

Rio de Janeiro/RJ


--
"Enquanto houver uma pessoa discriminada, todos seremos discriminados",

porque "é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito".


ASSOCIAÇÃO DOS EX-ALUNOS DO I B C

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