Irene da cruz santos


Família: uma nova perspectiva



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3.4 Família: uma nova perspectiva

Hoje a formação estrutural familiar e o impacto que essa nova estrutura causa no mundo tem sido o tema de pesquisa de inúmeros estudiosos. Segundo Szymansky (2002, p.9), “família é compreendida como sendo uma associação de pessoas que escolhe conviver por razões afetivas e assume um compromisso de cuidado mútuo e, se houver, com crianças, adolescentes e adultos”.

Mioto acrescenta que

A família é um núcleo de pessoas que convivem em determinado lugar, durante um lapso de tempo, mais ou menos longo e se acham unidas (ou não) por laços consangüíneos. É marcado por relações de gênero e, ou de relações de gerações, e está dialeticamente articulada com a estrutura social na qual está inserida. (2000, p. 217)

Tais descrições reforçam o pensamento de que a sociedade contemporânea tem passado por muitas transformações, inclusime em habitos e costumes. Sendo assim, tais fatores, acrescidos da diferença economica e social, há um descrepancia já arraiga a ela.

A estrutura familiar então vem se reorganizando pra suprir as necessidades da sociedade capitalista e individualista que começou a se formar a séculos.

Szymasnki (2002, p. 10), então, destaca alguns tipos de composições familiares, analisando o núcleo familiar, que aponta:

- Família nuclear, incluindo duas gerações, com filhos biológicos;

- Famílias extensas, incluindo três ou quatro gerações;

- Famílias adotivas temporárias;

- Famílias adotivas, que podem ser bi-raciais ou multiculturais;

- Casais;

- Famílias monoparentais, chefiadas por pai ou mãe;

- Casais homossexuais com ou sem crianças;

- Famílias reconstituídas depois do divórcio;

- Várias pessoas vivendo juntas, sem laços legais, mas com forte compromisso mútuo.

Sendo assim há uma fragilidade na composição familiar atual, que pode em muito contribuir para o declinio dos individuos advindos desse núcleo.

Ainda neste pensamento Ibidem relata que:

A realidade atual indica que as formas de organização das famílias são totalmente diversas e modificam-se, continuamente, para atender às exigências que lhe são impostas pela sociedade, pelos sujeitos que a compõem e pelos eventos da vida cotidiana. O terreno sobre o qual a família se movimenta não é o da estabilidade, mas o do conflito, o da contradição. As relações são profundamente marcadas pelas contradições entre as expectativas que a sociedade tem e as possibilidades objetivas de realização. Esta situação é condicionada tanto pela organização econômica e social da distribuição de recursos, como pela coexistência de modelos culturais (valores, normas, papéis) reciprocamente contraditórios. Veja-se o paradoxo do fortalecimento da lógica individualista em termos societários e o apelo para a preservação da lógica da solidariedade familiar (2000, p.219).

Tais considerações em relação ao que hoje considera - se família, possui essencial importância para entender que o seio família não é, a priori, ou seja, lugar de felicidade. Ideologicamente hoje, os profissionais que lidam com as famílias defendem que:

Imbuídos dessa ideologia, muitas vezes os profissionais, embora compartilhando da ideia de que família não é um grupo natural, naturaliza as suas relações e com isso trabalha com estereótipos do ser pai, ser mãe, ser filho. Esquecem-se que dinâmica relacional estabelecida em cada família não é dada, mas é construída a partir de sua história e de negociações cotidianas que ocorrem internamente entre seus membros e externamente com o meio social mais amplo (Idem, 1997, p.117).

Neste sentido, os profissionais que atuam unidos às famílias, Neder (2000) necessitam valorizá-las, respeitando todas as diferenças étnico-culturais a elas pertencentes. Assim, como Ibidem reafirma:

É preciso então “[...] evitar os paradigmas de família regular x família irregular, responsável, em larga medida, pelos preconceitos que produzem a evasão escolar, a displicência e o descaso no atendimento médico e a truculência policial em relação às classes populares” (2000, p. 44).

Esta análise sobre as famílias, de modo geral, é primordial para a efetivação dos trabalhos e atendimentos justos e eficazes, dentro de uma concepção social e cultural, pois, do contrário, ocorrerá o que demonstra a figura 05 abaixo:



Figura 05 – Drogas versus Família

Fonte: http://examen2anexaadriana.blogspot.com.br/2011/04/causas-de-la-drogadiccion.html

Diante disso, cabe agora agregar a temática “família” ao desenvolvimento dos transtornos psiquiátricos – ressaltando a dependência química – cabendo considerar que alguns autores agregam as famílias o cerne da produção da doença mental, sendo esta um lugar de refugiou mesmo como um ambiente que apenas piores a segurança e situação e física e emocional dos indivíduos.

Perante isso, o primeiro passo é compreender a organização e funcionamento do seio familiar, inclusive, meio e cultura com as quais está inserida, a fim de identificar os problemas que os cercam e os podem levar a dependencia. Uma vez que quando um membro é afetado por uma doença psicoativa, todos os outros sofrem junto.

O Assistente social deve, então, criar um sistema igualitário e democrático, para que todos os envolvidos no processo possam participar e juntos construirem soluções que interessam a todos. Toda a família torna-se então, responsável pela recuperação do indivíduo (ressalta-se que o assunto tratado, refere-se à recuperação de dependência química com o auxilio da família). Sendo assim, o profissional desempenha apenas o papel de manter um contexto conversacional que permita o surgimento de “histórias de final feliz” (ESTEVES, 2005).



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