Investigating reasons a youngster refuses do take drugs: subsidies to prevent the drugs in the school



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Considerações Finais

O trabalho de prevenção às drogas na escola é uma necessidade urgente, tendo em vista os dados publicados diariamente nos veículos de comunicação. Segundo levantamento do Relatório Mundial sobre Drogas 2005, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 200 milhões de pessoas usam drogas ilícitas no mundo. Este número é significativo, mas não está sendo considerado o consumo das drogas lícitas que certamente é muito maior. Kofi Annan, Secretário-geral das Nações Unidas, fez um pronunciamento importante no dia 26 de junho de 2005, Dia Internacional contra o uso e o tráfico de Drogas, celebrando “a decisão que milhões de pessoas fizeram por todo o mundo de viver de maneira saudável” e destacando “a coragem demonstrada por aqueles que pararam de usar drogas”. Segundo Costa (2005), ele enviou uma mensagem a todos os usuários e a pessoas atraídas pelo uso drogas: “Valorize-se. Faça escolhas saudáveis”, que tornou-se o slogan utilizado para o lançamento da nova Campanha Mundial de Prevenção ao uso de Drogas, buscando fortalecer a decisão coletiva de viver de forma saudável. O Diretor Executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, complementou: “Todo uso de drogas é sério... Mas para muitas pessoas, essa mensagem ainda não é clara”. Pesquisas mostram a falsa idéia de milhões de usuários de drogas no mundo que “ainda acreditam que 'certo uso de droga' não faz mal”, acrescentando: “Esta é uma idéia que temos que modificar, pois os países com políticas sobre drogas mais permissivas estão passando por mudanças importantes, tanto em relação a essas políticas como em relação às atitudes”. (COSTA, 2005).

Por isso é importante continuar trabalhando com a prevenção às drogas na escola, procurando conhecer melhor a realidade estudantil e compreender os motivos que levam alguns jovens a recusar drogas. Através da análise de entrevistas e depoimentos, esta pesquisa realizada com estudantes concluintes do ensino médio em uma escola estadual evidenciou objetivos e metas de vida de alguns, a sua estrutura familiar, os convívios, o seu estilo de vida (nível de independência e responsabilidade nas atividades diárias), os seus valores éticos, seu lazer e demais considerações que pudessem contribuir para a construção de uma estratégia de prevenção às drogas na escola. Suas razões e argumentos continuam válidos e atuais, reafirmando-se em contatos estabelecidos com outros estudantes.

Entretanto, o trabalho preventivo realizado pela professora e pesquisadora responsável não teve respaldo para estender-se às demais turmas, ficando restrito às turmas nas quais leciona, embora houvesse, inclusive, disponibilidade para um trabalho não remunerado. A escola não proporcionou espaço sequer para um trabalho voluntário. Mas este tipo de barreira, que não é incomum, não invalida a investigação.

Para a implantação de qualquer programa de prevenção escolar, o fator mais importante é que haja a participação de um grupo interdisciplinar de professores e dos demais segmentos da escola, trabalhando integrados, com abertura e receptividade a todos os que queiram colaborar, com múltiplas perspectivas, conforme sugere Goleman (1995). Juntos, os membros do programa de prevenção ao uso de drogas na escola debaterão alternativas preventivas, salientando a importância da preservação de um cérebro saudável (DAMÁSIO, 2000), com ênfase no tríplice aspecto da saúde: físico, psicológico e comportamental. Assim, o indivíduo com lucidez cerebral e vigor mental poderá ter uma mente criativa, com ampla capacidade de reflexão e crítica, a fim de promover mudanças no contexto social em que se encontra inserido, contribuindo ao processo de crescimento educativo e no desenvolvimento econômico e social do País.

Trata-se de um desafio diante do qual não é admissível a omissão. Assim, embora essa pesquisa tenha seguido uma abordagem qualitativa, em busca de compreensão do fenômeno estudado em um determinado contexto, sem pretensões de generalização, sua análise e interpretação podem contribuir para subsidiar novas propostas. O que a distingue de muitas outras, geralmente voltadas às razões para a drogatização, é a busca de razões para viver com saúde, equilíbrio, autonomia e liberdade, recusando a escravização pelas drogas. Neste sentido há um enfoque positivo e atraente para os jovens. Vale a pena investir no trabalho sob essas perspectivas, em parceria com a família, na tentativa de minimizar o problema das drogas e da violência no mundo, a fim de que as pessoas possam viver com maior qualidade e saúde.






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