Investigating reasons a youngster refuses do take drugs: subsidies to prevent the drugs in the school



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O JOVEM E A FAMÍLIA

As relações familiares apareceram com freqüência nos depoimentos analisados e são reafirmados em conversas informais. Os jovens expõem a necessidade de uma convivência harmoniosa com a família, com abertura ao diálogo, e muita orientação por parte dos pais ou responsáveis para os possíveis problemas que surgirão em sua vida. Quando se estabelecem laços afetivos sinceros, o jovem sente-se comprometido com a família e evita decepcioná-la, recusando drogas. O depoimento a seguir explicita essa situação: depende muito de seu ambiente familiar, amigos e colegas. Se ele estiver com a certeza de que drogas só irão danificar todas essas ligações sociais e prejudicar sua saúde, ele nunca usará drogas.

A família é a base na vida de um jovem, deve estar presente, oferecer apoio em todas as situações, boas ou ruins, dialogar sem condenar e, sempre que for possível, elogiar as ações positivas, fortalecendo a auto-estima do adolescente. Segundo Ramos (2003), “ a função paterna na estrutura familiar parece ser um forte aliado na prevenção à dependência de drogas” . Assim sendo, seria interessante que o pai conseguisse demonstrar afetividade e acolhimento pela criança, mas também que estabelecesse limites claros e firmes quanto a atitudes corretas e incorretas durante o desenvolvimento infantil e juvenil de seus filhos, orientando-os para uma vida equilibrada.

Outro fator importante é que os pais ou responsáveis precisam ser um modelo de conduta. Se quiserem que seus filhos(as) sejam equilibrados, precisam demonstrar pelos seus próprios exemplos no dia-a-dia. A educação familiar é muito importante para a formação e conscientização do jovem, ela não deve ser excessivamente permissiva, nem repressiva, nem muito liberal, nem muito autoritária, deve encontrar um meio termo e procurar agir sempre assim, transferindo ao próprio jovem o compromisso de arcar com seus atos, desenvolvendo um ser com liberdade, autonomia, mas com responsabilidade, como revela esse depoimento: ter uma base familiar esclarecedora, carinhosa, participante e ativa da vida do jovem, conseqüentemente este jovem terá consciência e saberá fazer suas escolhas. Uma grande parte dos depoimentos se assemelha a esse: os jovens recusam drogas porque receberam uma boa educação dos pais.

Em certas situações, o aprendizado ocorre a partir da realidade cotidiana, pois o jovem que vivencia o problema causado pelas drogas na família tende a recusar seu uso mais facilmente, tendo em vista que não vai querer passar pelas mesmas dificuldades sofridas pelos seus familiares. As situações conflitantes nesse caso servirão como um alerta, no entanto, se não forem bem trabalhadas na família, poderão servir como um modelo de conduta negativo, que o jovem seguirá equivocadamente. Um dos alunos focaliza muito bem essa questão: acho que quando alguma pessoa tem relação próxima com um drogado e acompanha toda sua destruição e sofrimento, isso acaba provocando uma ‘defesa’ em sua cabeça e assim acaba recusando o uso.

Alguns depoimentos mostram que, quando o problema de dependência de drogas for um pouco mais distante, com um parente ou amigo, poderá ser mais facilmente incorporado à experiência, pois o abalo emocional será menor, já que os conflitos não serão dentro de sua própria casa, mas ainda assim, dependerá do enfoque que os familiares derem ao caso. Eles não devem silenciar, mas conversar com o jovem, orientando-o, pois a recusa às drogas acontece, muitas vezes, por ter casos de usuários de drogas na família, por vivenciar, já ter experiência, não entram nesse sub-mundo de destruição, depressão e descontentamento.

Dessa forma, a família funciona como um agente preventivo ao uso de drogas. No entanto deve ter cuidado, pois o amor em excesso, ou seja, o amor sem limites, conforme Tiba
(2003), “deixa que se desenvolva demais o lado animal e instintivo do jovem, que passa a fazer apenas aquilo que tem vontade.” O jovem passa a viver voltado para o prazer sem esforço, e como os pais costumam fazer de tudo para agradar os filhos, eles se habituam ao prazer imediato. Conseqüentemente, poderão aceitar alguma droga oferecida na rua, em busca de novas aventuras, fruto de uma vida sem limites.




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