Investigating reasons a youngster refuses do take drugs: subsidies to prevent the drugs in the school



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O JOVEM E A INFORMAÇÃO

Um dos principais fatores que contribuem para a recusa das drogas pelos jovens é o acesso à informação, pois conhecendo os efeitos orgânicos causados pelas diferentes substâncias e as conseqüências psicossociais do seu uso, fica mais fácil fazer uma escolha consciente a favor da saúde cerebral e corporal. Nos depoimentos, alguns alunos referiram esse item como essencial para rejeitar as drogas, pois uma pessoa informada e que sabe os caminhos a que a droga leva certamente não fará uso. Assim, o conhecimento é um dos fatores mais importantes. Uma pessoa que tenha uma boa cabeça, com uma mente aberta, que conhece os problemas causados pelas drogas, consegue recusar facilmente.

Refletindo sobre os depoimentos, é importante salientar que a informação avulsa, desvinculada do interesse do jovem, poderá não ter repercussão na sua vida. É importante despertá-los para o autocuidado com a saúde, ressaltando que as informações prejudiciais das drogas estão ao alcance de todos, no entanto, o conhecimento é construído pelo próprio indivíduo, a partir das suas experiências prévias. Todavia, somente conhecer pode ser ineficiente, é preciso ir além, incorporar o conhecimento na vida prática, saber usá-lo em proveito próprio cotidianamente. Conforme Morin (2000, p. 24), “uma cabeça bem-feita é uma cabeça apta a organizar os conhecimentos e, com isso, evitar sua acumulação estéril”.

A partir do momento em que a informação atinge a consciência do adolescente, ela passa a ser conhecimento, ou seja, ele fica consciente das informações, e precisará fazer escolhas, pois reconhece que um jovem bem informado, de família, consciente, nunca aceitaria drogas, por um motivo, seus pais o criaram para crescer na vida, não para se afundar. Quando o jovem sabe que usar drogas provoca prejuízos biopsicossociais, ele recusa. Cada um tem seu modo de pensar, tem sua própria consciência, todos sabemos de fatos que acontecem por quem segue este caminho. Eu não quero para mim um futuro dentro de uma clínica ou virar uma pessoa vegetativa ou não ter um futuro como algumas pessoas, quero viver a minha vida de maneira clara, limpa, para poder sentir realmente o que é ser feliz.

A pessoa informada e consciente sabe o que é certo e o que é errado, o que pode lhe fazer bem ou mal. Se opta por não usar droga, é porque ela tem idéias bem formadas, consciência das conseqüências e convicção do que quer. Vem de dentro de cada um saber o que é bom pra si, ninguém quer destruir seus sonhos. Esse despertar da consciência varia muito em função do ambiente em que o jovem convive, das informações e estímulos que recebeu da família na infância e dos seus planos futurísticos para a vida.

No conjunto dos depoimentos, foi possível evidenciar que, quando o adolescente está informado, conhece e sabe algumas das conseqüências do uso de drogas, sua recusa fica facilitada, por compreender as conseqüências que podem causar à saúde, podendo levar à dependência química e psicológica. Um deles enfatizou: eu não uso drogas pelo simples fato de que eu prezo uma vida saudável. Qualquer tipo de vício é prejudicial e é muito importante que as pessoas saibam o quanto nos prejudica e o quanto é difícil o caminho da volta.

A ciência e a tecnologia avançaram muito nos últimos anos, e conseqüentemente a disseminação da informação globalizou-se. No entanto, como afirma Morin (2000, p. 47), é preciso “transformar as informações em conhecimento” e “transformar o conhecimento em sapiência”, possibilitando um processo de conscientização.

Muitas informações sobre os prejuízos causados pelo uso de drogas estão à disposição nas bibliotecas, na televisão, na Internet e em muitos meios de comunicação, mas o jovem não costuma ir em busca desse tipo de conhecimento como forma de prevenção. A pesquisa ainda não é uma prática cotidiana e voluntária. Assim sendo, cabe à família o papel de informante e de agente de prevenção e à escola o papel de mediadora da informação e de motivadora da construção do conhecimento, para que a soma desses dois segmentos, família e escola, possa de fato contribuir para a formação do adolescente e da sua evolução intelectual e cognitiva, resultando em sabedoria de vida.






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