Integração nos atendimentos da Psicologia e Pedagogia realizados no Unisalesiano lins



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ABSTRACT
The project is linked to the field of school Psychology, establishing a relationship with the area of Pedagogy. This is a project developed at the Catholic Salesian University Center Auxilium Lins, the goal was to diagnose through the Psychology industry possible disorders and cognitive impairments in children assisted by the teaching sector. Promoting the integration of both areas for better yield to calls.
Keywords: Psychology. Pedagogy. Integration. Diagnosis.
INTRODUÇÃO
A Psicologia Escolar tem sido pouco valorizada por ser considerada uma área secundária da Psicologia. Muitas pessoas não conseguem distinguir qual é o papel do psicólogo escolar e quais os benefícios de seu trabalho. No primeiro modelo o psicólogo escolar é responsável em ajudar alunos com dificuldades a conseguirem uma mudança positiva no desenvolvimento escolar. As instituições por si acreditam que o psicólogo escolar deve tratar do ‘’aluno-problema’’ e ajustá-lo para o contexto educacional. Na prática o trabalho do psicólogo escolar torna-se de grande responsabilidade, pois, não são apenas questões de indisciplina, mas também, contextos subjetivos, familiares, emocionais, socioeconômico, entre outros. Andaló (1984)

Outro modelo de intervenção do Psicólogo Escolar segundo Reger (1989), o psicólogo atuaria como clínico no contexto escolar quando baseia sua intervenção num modelo médico. Seu interesse gira em torno da saúde e da doença mental e do diagnóstico e cura de problemas de comportamento.

O mesmo autor afirma que, além de um profissional, o Psicólogo Escolar é um cientista, um engenheiro educacional ou projetista de planos educacionais que usa das mais modernas metodologias e técnicas. À medida que busca utilizar o sistema educacional tão efetivamente quanto possível para cada criança ou grupos de crianças, tem muito em comum com o administrador educacional e com o professor. Assim como os outros educadores, ele daria mais ênfase ao crescimento e desenvolvimento da criança do que à ‘patologia’. Mas diferencia-se do administrador e do professor conforme visa à aplicação mais consistente do método científico na resolução e problemas educacionais e psicológicos.

Outra consequência importante denunciar nesta visão clínica é a de que o professor, ao entregar o seu "aluno difícil" nas mãos de um profissional tido como mais habilitado que ele para lidar com a questão, se exime da sua responsabilidade para com este aluno. Passa então a considerá-lo como um problema que não é seu e que deveria ser solucionado fora do contexto de sala de aula, que é o seu ambiente de trabalho, a saber, no gabinete de Psicologia. Na realidade, porém, a criança que apresenta dificuldades, mesmo quando atendida por outros profissionais, enquanto aluna continua sendo problema do professor e da sua turma e como tal deve ser assumida. Andaló (1984). Pelo exposto o modelo de atuação do Psicólogo Escolar sofre a influência dos modelos médico e social.

Para Fleith (2010) o psicólogo escolar pode ser um agente de transformações quando tem conhecimento do seu papel e de como realizá-lo promovendo ações que destaquem o respeito pela indiferença levando os agentes escolares a promover reflexões, delinear estratégias interventivas a fim de promover integração da escola com a comunidade.

Guzzo, Mezzalira, Moreira, Tizzei e Silva Neto (2010), informam sobre a necessidade de a Psicologia inserir-se na realidade educacional brasileira de forma concreta, colaborando para que a relação entre teoria e pratica possam gerar como frutos mudanças reais, tanto para a formação do psicólogo quanto também para a sua contribuição para o cotidiano da escola.

A Pedagogia não é reconhecida apenas como um curso e sim como um campo científico. O curso que lhe corresponde é o que forma o investigador da educação e o profissional que realiza tarefas educativas seja ele docente ou não diretamente docente. Somente faz sentido um curso de Pedagogia pelo fato de existir um campo investigativo – o da pedagogia – cuja natureza constitutiva é a teoria e a prática da educação ou teoria e prática da formação humana. Ocupa-se, de fato, da formação escolar de crianças, com processos educativos, métodos, maneiras de ensinar, mas antes disso ela tem um significado bem mais amplo, bem mais globalizante. Ela é um campo de conhecimentos, diz respeito ao estudo e à reflexão sistemática sobre o fenômeno educativo, sobre as práticas educativas, para poder ser uma instância orientadora do trabalho educativo. Libâneo (1998).

Vinh-Bang (1990) apresenta uma modalidade de intervenção baseada no método clínico piagetiano e aponta três níveis nos quais a intervenção pode se dar: no nível individual do aluno, para preencher lacunas e corrigir atrasos, no nível coletivo de um conjunto de alunos, para dar conta de elementos que foram negligenciados, e no nível da escola, para reduzir a desadaptação escolar. O autor trabalha com a ideia de insuficiência, definindo-a como ‘’todo e qualquer erro nas produções dos alunos, quaisquer que sejam a frequencia, a proveniência ou a natureza. Tais erros podem ou não convergir ao insucesso, a uma produção considerada como insuficiente’’. Com base nessa ideia de insuficiência, há que se buscar entender o processo de produção dos alunos e não somente seus resultados finais, deve-se olhar o sucesso e o insucesso e reconstituir o processo de produção de resposta do aluno, o que permitirá determinar o local e a incidência do erro.

Segundo Filho (2012) desde o início o relacionamento entre Psicologia e Educação tem sido formada por acordos e desacordos tendo gerado muita polêmica no mundo acadêmico brasileiro. No início do século XX ocorreu o domínio da Psicologia sobre a educação, porém nos anos de 1980 ocorreu o afastamento da pedagogia em relação a Psicologia. A Psicologia Escolar emerge no Brasil com a finalidade de formar conceitos e aplicações de testes para medir e garantir a adaptação do indivíduo à ordem social brasileira, atuando na seleção e orientação dos indivíduos em consonância com os anseios sociais. Atualmente a Psicologia Escolar em desenvolvimento contínuo confirma e valida gradativamente focalizando nos processos educacionais e sociais a principal causa das dificuldades de aprendizagem o foco anterior onde o aluno e família eram considerados como problemas. A construção de novos espaços à reflexão unindo psicólogos e pedagogos, facilita o estabelecimento de uma relação social humanizadora na escola, valorizando o diálogo, as trocas recíprocas de conhecimentos e experiências permeadas pela filosofia, pela ciência e pela política.

Esse estudo teve por finalidade entrevistar profissionais e estagiários e avaliar as crianças encaminhadas pela clínica de Pedagogia.





  1. : universitaria -> avaliacao -> no15
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