Instituto das filhas de maria auxiliadora fundado por São João Bosco N



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INSTITUTO DAS FILHAS DE MARIA AUXILIADORA fundado por São João Bosco

N. 794

Queridas Irmãs,

na última circular eu partilhei com vocês algumas reflexões sobre a oração de Jesus, e sua relação com o Pai. Estando quase no fim do ano litúrgico, que marca a conclusão da primeira etapa do itinerário eclesial rumo ao Jubileu do ano 2.000, quero propor a vocês que reflitamos juntas sobre alguns aspectos do relacionamento de Jesus com seus contemporâneos, como transparecem das páginas do Evangelho e, em primeiro lugar, da liturgia da festa de Cristo Rei. Na conclusão de um ano todo centrado na pessoa de Jesus, faço votos de que cada comunidade viva a próxima festa de Cristo Rei como momento de revisão vital e de agradecimento pelos dons recebidos no tempo de grava do Capítulo e do pós Capítulo. Disso, a resposta à aliança de amor que Jesus nos oferece sairá reforçada e sempre mais consciente, corno também clara e urgente a exigência de comprovar a autenticidade da nossa relação com ele, através da qualidade dos relacionamentos entre nós e com as pessoas das quais nos aproximamos na comunidade educativa, na paróquia, no 2mbito social em que vivemos.

Foi escrito que a festa de Cristo Rei é uma celebração-síntese do mistério cristão. Mas, é justamente esse caráter de síntese que torna difícil a compreensão do seu verdadeiro significado, inclusive porque, no atual contexto cultural e social, caracterizado por um profundo desejo de vida democrática, o título de Rei soa ambíguo ou estranho. Porém, basta meditar as passagens evangélicas escolhidas pela liturgia nos três ciclos, para compreender o tipo de relações que Jesus propõe àqueles que acolhem o seu reino e se empenham em anunciá-lo.


No texto escolhido para o Ano A (Mt 25,31-46), é apresentado o critério de julgamento para pertencer ao seu reino: a prática concreta do amor ao próximo, especialmente os fracos e necessitados: "Em verdade eu digo a vocês. todas as vezes que tiverem feito essas coisas a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizeram" (Mt 25,40).

No trato com os outros, escolhendo assumir o cuidado deles ou ignorá-los, vivendo em atitude de dedicação ou de fechamento, nós nos declaramos efetivamente pró ou contra o seu reino. No relato evangélico de Mateus, parece até que não exista distinção entre cristãos e não cristãos, mas que a prática concreta do amor seja o único elemento discriminatório para pertencer ao seu reino.


A passagem evangélica proposta pela liturgia para o Ano 8(Jo 18,33-37) - o ano que estamos vivendo - apresenta a verdade sobre o homem e sobre a história que Jesus veio revelar. Ele mesmo é a Verdade. Sua paixão e sua morte testemunham a sua nota essencial: o dom de si pela salvação de todos. "O meu reino não é deste mundo; se meu reino fosse deste mundo, meus guardas lutariam para que eu não fosse entregue às autoridades dos judeus: mas o meu reino não é daqui" (Jo 18,36).

A festa de Cristo Rei é a celebração, não do poder real, mas do serviço daquele que se fez obediente ao Pai, até a morte, para a salvação de todos.

Na ótica evangélica do amor que salva, o atributo real consiste em ser senhores de si mesmos, livres dos condicionamentos da lógica segundo a carne, para seguir a lógica do amor, testemunhada pela vida de Jesus. Livre, portanto, mas para amar e servir corno o Mestre.

O rei que o texto evangélico proposto na liturgia do Ano C (Lc 23,35-43) nos apresenta é um rei que serve, que dá a vida. "Eu Ihe garanto: hoje mesmo você estará comigo no Paraíso" (Lc 23,43). 0 trecho de Lucas manifesta com evidência a qualidade do serviço por parte de quem se proclama rei: dar a vida para que os outros possam tê-la em plenitude.

A morte aos próprios desejos de afirmação e de poder se transforma em ocasião de crescimento para os outros, inaugura o advento da nova humanidade, fundada na lógica do amor. A força da verdade manifestada em Jesus, senhor da vida e da história, impele os que crêem nele a segui-lo na obediência humanizante e libertadora ao Pai que, no seu Unigênito, nos quer todos participantes da dignidade real de filhos e filhas de Deus, chamados a colaborar na atuação do seu projeto universal de amor, para a salvação de todas as pessoas.

O modo corno Jesus viveu a sua realeza é único e irrepetível. Mas cabe a nós caminhar atrás dele, procurando expressar a

sua realeza, nas nossas relações humanas, sempre e inevitavelmente marcadas também pela tentação do poder, especialmente quando se trata dos pequenos, dos pobres, dos marginalizados segundo a ótica do mundo.

Não se trata de sonhar relações facilmente livres de critérios mundanos, mas de ajudar-nos a permanecer vigilantes numa busca, às vezes difícil e incerta, mas também luminosa e alegre, de como servir, no processo de recíproca libertação do humano autêntico que está presente em cada criatura, mesmo a mais inferiorizada ou aparentemente fechada ao apelo do amor.

As Irmãs que trabalham com jovens socialmente inferiorizados, para ajudá-los no processo de humanização, são testemunhas privilegiadas da dificuldade e da alegria que essa busca acarreta. E também são as mais convictas da verdade do enriquecimento recíproco gerado por tais relações. Jesus ensina corno viver a realeza do servir,o nas situações ordinárias da vida, como fazer de cada contato uma ocasião que gera vida e alimenta a alegria no coração e no ambiente, abrindo à lógica do amor.

Mas, falar de realeza corno serviço que gera vida, no dom de si, evoca em primeiro lugar as nossas comunidades, oficinas em que todas nos adestramos em crescer em humanidade, através de relações que, haurindo quotidianamente da relação com Jesus, nos tornam sempre mais conscientes das riquezas de que somos portadoras, e nos habilitam a assumir juntas a tarefa de manifestá-las na sua diversidade, valorizando-as com solícita atenção na atuação da missão comum. Que a reflexão sobre os relacionamentos normais de Jesus, durante a sua vida terrena, ajude-nos nessa tarefa prioritária de melhorar a qualidade das nossas relações.

Os relacionamentos de Jesus
A experiência fundamental que uma pessoa tem de si mesma não se fundamenta principalmente na sua inteligência ou no seu sucesso, mas na qualidade da sua relação com os outros. Nas páginas dos Evangelhos, Jesus raramente aparece sozinho. Ao redor dele quase sempre há uma multidão: os doentes, os curiosos, os discípulos, o povo. Mas, para além do número dos encontros, o que nos interessa é a qualidade dos relacionamentos do Senhor. Para ele, ninguém é indiferente. Sua pessoa toda é atenta ao outro.

Jesus escuta, olha, dialoga. Seus sentidos, e sobretudo o seu coração„ são abertos aos vários interlocutores. Tratando com fiéis ou com antagonistas; com mulheres ou com homens; com crianças ou com adultos, a sua atenção é total, e Ihe faz intuir até os pedidos não verbalizados.

O tema da relação, tratado com insistência no documento A vida fraterna em comunidade, foi uma constante do nosso Capítulo, fiel à proposta do Strumento di lavoro que antecipava: «Somente de relações autênticas pode nascer o novo estilo de vida comunitária que procuramos ha tanto tempo» (pag. 11). Interessante, nos Atos, uma reflexão sobre a primeira comunidade de Mornese: «Mulheres de coração à escuta, habituadas ao silêncio de todo o ser, criavam na comunidade um clima benéfico onde cada pessoa se sentia acolhida e amada e, por isso, se manifestava tal qual era, sem medo» (AXXCG 66).

E hoje? Na escola de Jesus, verifiquemos o estilo dos nossos relacionamentos, e aprendamos a comunicar.

A escuta
Há muita gente ao redor do Mestre. Todos o cercam e o comprimem de todos os lados. De repente, para o espanto dos discípulos, Jesus se volta para a multidão e diz: "Quem tocou o meu manto?".

Uma mulher treme e gostaria de desaparecer. Sente-se descoberta. Viu-se curada de uma doença considerada impura, e difícil de verbalizar. Após doze anos de sofrimento, o simples toque no manto do Senhor fez parar o fluxo de sangue que Ihe roubava a vida.

Esse episódio do Evangelho, que conhecemos bem, tem o poder de maravilhar-nos sempre. Há em Jesus uma atenção total, que Ihe faz perceber o movimento mais escondido, o pedido mais secreto.
A prática da escuta nunca foi muito comum, especialmente entre os lideres políticos e, às vezes, também religiosos. Ao invés, o Mestre a pratica com todo o seu ser. Ele não presta atenção apenas às palavras. Capta os gemidos, os pensamentos. Intui o sentido de um gesto, de um olhar. Lá a confusão da mulher surpreendida em adultério; interpreta o perfume com que a pecadora o inebria. Vai além das expressões noturnas de
Nicodemos; conhece os pensamentos dos fariseus; responde à dor da viúva de Naim, restituindo-lhe o filho. Trata-se de uma escuta ativa, porque sempre termina num serviço à pessoa. o único centro de interesse.
Manter-se nesse tipo de comunicação centrada no outro não é nada natural só acontece quando é fruto de uma escolha. Jamais o esquecimento de si é espontâneo. Jesus é sempre atento ao interlocutor. Percebe-se isso pelas respostas e pelas seqüências do dialogo. Ele segue o fio dos pensamentos da outra pessoa, sintoniza com o seu comprimento de onda. Basta pensar em dois encontros célebres e mais prolongados: com a samaritana e com Nicodemos.
Nessas e em outras ocasiões, o Mestre deu todo o seu tempo para escutar. Não teve medo de perdê-lo; não teve receio de desperdiçá-lo em detalhes, embora tivesse corno objetivo final a salvação do mundo. Escutar, até o fim, uma pessoa, pode ser o início de uma redenção.
A nossa regra de vida coloca a escuta como fruto do silêncio e expressão de «caridade e atenção aos outros» (Const. 54). Lendo atentamente o capítulo das Constituições A nossa vida fraterna, percebe-se que o espírito de família, tantas vezes mencionado e característica do nosso carisma, exige que sejamos sempre atentas às Irmãs.

A clássica expressão «preferir as comodidades das outras às próprias» supõe uma escuta inteligente, para perceber qual é o melhor que a Irmã deseja.

O olhar
Foi dito que a primeira escuta cabe aos olhos. Entra-se em comunicação primeiro com o olhar, e depois com as palavras. Jesus escuta olhando, e os Evangelhos o notam com freqüência. "Olhando para ele, Jesus o amou", dizem quando encontra o jovem rico. E escrevem que o Mestre dirige o olhar sobre a multidão: eleva os olhos ao céu, perscruta com o olhar seus interlocutores.

Observa as pessoas que levam ofertas ao templo, e vê uma viúva que coloca apenas duas moedas de cobre; olha para cima e descobre Zaqueu nos galhos da árvore.

Na ultima noite, depois da traição, Lucas relata: "Então, voltando-se o Senhor olhou para Pedro, e Pedro se lembrou das palavras que o Senhor lhe havia dito... e chorou amargamente" (Lc 22,61-62),

Também do alto da cruz, mais do que as palavras, o olhar de Jesus acompanha a entrega recíproca entre João e sua Mãe. As páginas do Evangelho são perpassadas pelo olhar eloqüente do Mestre, e esse olhar devia ter uma expressividade única, se quem escreve, habitualmente sóbrio e essencial, fala disso tantas vezes.


Lendo as primeiras páginas da Cronistória do Instituto, eu tive urna surpresa: a importância dada ao olhar de Madre Mazzarello num texto cuja finalidade é sobretudo documentária.

«Ela me dirigiu um daqueles olhares que penetram até o fundo da al-ma», afirma urna noviça.

E a uma Irmã jovem que tem dificuldade de conviver com uma outra, a Madre diz: «Fique junto daquela Irmã de quem não gosta; eu acompanharei você só com o olhar, para ajudá-la a se vencer»..

As meninas testemunham: «A gente não se aproximava dela sem se sentir confortada pelo seu olhar, pela sua palavra». Experimentem olhar as poucas fotografias que se conservaram de Maria Domingas Mazzarello. A Madre parece um pouco estática, quase severa, embrulhada no hábito: características devidas ao tipo de fotografia da época. A única coisa que chama a atenção é a profundidade do olhar.

A meditação das Capitulares sobre os relacionamentos em Mornese coloca nos lábios de Madre Henriqueta Sorbone este reconhecimento: «Tinha um olhar que sabia encontrar as pessoas, que infundia coragem, que permitia a cada uma perceber o melhor de si mesma, e não se espantar com as próprias limitações» (AXXCG 23). Os adjetivos usados para qualificar o olhar de uma pessoa: manso, bom, duro, gelado, sereno, sorridente, irado, soberbo, humilde... têm intima relação com os seus sentimentos. 0 olhar bom ou mau nasce do coração.

Experimentemos indagar de que tipo é o nosso olhar. Revela escuta, acolhimento, ou afasta as pessoas?

Faz alguns anos, num curso de educação psicomotora, fiz uma experiência que para mim foi significativa. A instrutora propôs ao grupo de participantes - quinze pessoas provenientes das áreas profissionais do ensino ou da psicologia - que formassem

um círculo. Um de cada vez era convidado a ocupar o centro e entrar em contato com os outros simplesmente com o olhar, evitando não só a palavra, mas qualquer outro gesto expressivo. No final da comunicação através do olhar os outros deveriam verbalizar o conteúdo da mensagem recebida. Era surpreendente constatar a convergência das verbalizações em torno de características profundas da pessoa que havia comunicado. Evidentemente, para além das palavras e das intenções, através do simples olhar nós comunicamos a qualidade do nosso ser, do nosso coração.

O diálogo

Para chegar à comunicação existem passagens obrigatórias. Na sua parábola terrena, Jesus percorreu todas elas: escuta, olha e, finalmente, interpela, responde. Uma passagem não exclui a outra, pelo contrário, se integram reciprocamente. com freqüência o Mestre recorre ao diálogo, onde todo o seu ser se empenha. As vezes se trata de breve troca de palavras; em outras ocasiões, Jesus para, conduz o diálogo para níveis profundos, e leva o homem ou a mulher que está à sua frente a compreender o sentido último das coisas e Me ilumina a vida. Depois do diálogo com Jesus, Nicodemos sabe que o Espírito pode fazer uma pessoa renascer, e começa a intuir o mistério do Filho de Deus.

A samaritana tende a materializar a sua comunicação com o Mestre, re-ferindo-se às necessidades quotidianas. Embora não ignorando seus interesses imediatos e o seu vocabulário domestico, as respostas de Jesus projetam a mulher para uma revisão de sua vida, para o pedido do transcendente e fazem até mesmo que ela se torne missionária do Reino.
As Constituições nos pedem uma «atitude de dialogo aberto e familiar, de benevolência, de verdadeira e fraterna amizade» (Const. 50). É um compromisso de todas, mas que cada uma deve assumir pessoalmente, dando sempre o primeiro passo na direção do encontro. Não é uma tarefa reservada apenas à animadora, para ser desempenhada sobretudo no colóquio pessoal. Ao invés, é elemento constitutivo de um clima de família, porque a comunicação está na base da vida comunitária.

Uma perita em relações humanas escreveu: «Provocar um dialogo é uma coisa essencial para a personalidade». É claro que não faltarão os momentos difíceis, porque a comunidade é composta de pessoas diferentes e, por isso, haverá sempre o problema de conciliar a diversidade com a unidade. De qualquer forma, é preferível o insucesso do dialogo a qualquer monólogo individualista. Muito oportuno a respeito disso o que certo autor escreve: «A palavra daquele que quer falar com os homens não se cumpre, se ele não fala com Deus; e a palavra de quem quer falar com Deus se perde no vazio, se ele não fala com os homens». Para poder realizar plenamente, e com satisfação, a vida religiosa na comunidade, é preciso saber viver as relações de maneira positiva.

No documento “A vida fraterna em comunidade”, é sublinhado o cres-cimento do desejo de comunicação mais intensa entre os membros do mesmo grupo. De fato, «sem diálogo e escuta há o risco de viver existências justapostas ou paralelas, o que está bem longe do ideal de fraternidade» (n° 32).

Por que não encerrar este ano dedicado à contemplação de Jesus, a cultivar um relacionamento mais profundo com ele, com a invocação que ele mesmo nos sugere, apresentando-a corno imperativo: "Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração"?.

Sim, pegamos a Jesus, umas pelas outras, que torne os nossos corações semelhantes ao seu, e teremos garantidas as condições fundamentais para uma autêntica comunicação com os outros.

O Capitulo nos convida a isso, quando afirma:« No seguimento de Jesus, a nossa comunicação parte de um olhar de amor sobre a história e as pessoas. É uma longa conversa que brota da escuta atenta dos interesses, das preocupações, dos sofrimentos do povo. Coloca a pessoa no centro, sem encerrá-la nas suas responsabilidades, mas acolhendo-a e desejando-a, junto com todos, como protagonista da história da comunidade humana. A gratuidade da escuta, a paixão pela pessoa colocam as bases para uma relação educativa que ajuda cada um a se tornar responsável em nível ético, social, político, religioso e eclesial» (AXXCG 78).

No inicio do terceiro milênio, sentimos a responsabilidade de nos edu-carnos para o diálogo, de colaborar para a nova
evangelização através da estrada mestra do diálogo, já apontada por Paulo VI na sua primeira encíclica Ecclesiam suam. «O

diálogo da salvação foi aberto espontaneamente por iniciativa

divina: «Ele (Deus) nos amou primeiro»: cabe a nós tomar a

iniciativa para estender aos homens o mesmo diálogo, sem

esperar que nos chamem» (n° 42).

O mesmo pontífice nos recorda uma preciosa regra metodológica

mas, ao mesmo tempo, abre-nos o horizonte católico da missão:

«O diálogo da salvação passou normalmente pela gradualidade,

por sucessivos desdobramentos, por humildes inícios antes do pleno

êxito; o nosso também deve estar atento às lentidões da maturação

psicológica e histórica e à espera da hora em que Deus o torne

eficaz. Não por isso o nosso diá-logo deixará para amanhã o que

pode ser feito hoje; ele deve ter a ansie-dade da hora oportuna e o

sentido da preciosidade do tempo. Deve reco-meçar hoje – isto é, a

cada dia - e por nós, antes que por aqueles a quem se dirige» (n 44).

Também a exortação Vita consecrata encerra a terceira parte Servitium veritatis - A vida consagrada como epifania do amor de Deus no mundo, com um convite ao diálogo com todos, apontando formas concretas de diálogo ecumênico (cf n 101) e diálogo inter-religioso (cf n 102). A afirmação final:«As pessoas consagradas têm o dever de oferecer generosamente acolhimento e guia espiritual e todos que se dirigem a elas, movidos pela sede de Deus e desejosos de viver as exigências da fé» (VC 103), embora de forma mais ou menos explícita, tem a ver com as orientações da Programação do sexênio, da primeira à sexta.

Concluo, sublinhando as condições que o Capítulo enumerou para acolhermos o desafio do diálogo cultural (cf AXXCG 84).

Elas são válidas não só para o diálogo cultural, mas também para as nossas relações comunitárias. Mais uma vez, percebemos a urgência de dar ao nosso microcosmo quotidiano os grandes horizontes do macro-cosmo intercultural e inter-religioso.

Teresa de Lisieux no-lo ensina, agora com a autoridade de doutora da Igreja.

Maria de Nazaré, que por primeira colaborou - nesse estilo e de modo singular - para a realização do projeto de salvação, nos sustenta nesse empenho.


Encontremo-nos espiritualmente unidas na celebração da festa

de Cristo Rei, com a alegre certeza de que servir é reinar,

com amor.

exatamente como ele fez. Portanto, sirvamo-nos mutuamente,

Roma, 24 de outubro de 1997


Af.ma Madre

Ir. Antônia Colombo

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