Inserção de Crianças na Creche uff: Projeto Tempo para Família



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Anais do 2º Congresso Brasileiro de Extensão Universitária

Belo Horizonte – 12 a 15 de setembro de 2004


Inserção de Crianças na Creche UFF: Projeto Tempo para Família

Área Temática de Educação


Resumo

A relevância deste trabalho está na observação contínua da entrada de crianças na Creche UFF , no momento em que são ressaltados sentimentos conflitantes de afetos e cuidado, dúvidas e incerteza para as crianças, seus familiares e educadores, quanto ao que irá acontecer a partir deste momento. Para minimizar tais sentimentos, damos especial atenção aos primeiros dias das crianças e suas famílias na creche, com um planejamento que contemple a especificidade do grupo social atendido. O Tempo para Família é um projeto que tem por objetivo principal criar um espaço em que a criança e seus familiares possam ter uma experiência de separação tranqüila e não traumatizante, procurando proporcionar um ambiente acolhedor e promotor de desenvolvimento para todos, acreditando que este é um momento de transição frágil e ao mesmo tempo complexo. A clientela da Creche UFF é constituída por filhos de funcionários, professores e alunos desta universidade, seus pais/responsáveis e educadores da Creche UFF. O projeto Tempo para Família é desenvolvido pela equipe de Psicologia, atendendo à crianças na faixa etária de 1 ano e meio à 2 anos e meio.


Autoras

Amanda Nogueira Cordeiro – bolsista de extensão Proex-Psicologia

Claudilene Francisco Pereira – bolsista de extensão Proex-Psicologia

Nathália Freitas de Andrade – estagiária de Psicologia da Creche UFF

Bernadete de Lourdes Alexandre Mourão – mestre em Psicologia e coordenadora da equipe de psicologia da Creche UFF

Mônica Bezerra de Menezes Picanço – mestre em educação e coordenadora da Creche UFF


Instituição

Universidade Federal Fluminense – UFF


Palavras-chave: creche; inserção; psicologia
Introdução e objetivo

Muitas foram as dificuldades para a inauguração da Creche UFF, que teve sua obra prolongada por dez anos. Finalmente, em outubro de 1997, com quarenta por cento do espaço físico, foi inaugurada. A partir desse momento, as pessoas compõe esse “novo espaço” começaram a chegar: crianças, pais, professores e bolsistas. Nesse começo, as atividades ficaram a cargo de estagiários dos vários departamentos, orientados por professores responsáveis pelas propostas acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão, realizados na Creche UFF. Essas atividades eram oferecidas em dois horários: de 8 horas à 12 horas e de 14 horas às 18 horas. Em novembro de 1998 o restante do espaço da creche foi inaugurado.Com o passar do tempo a creche foi se organizando e se estruturando para receber, cada vez melhor, as crianças que a compõem.

Hoje em dia, a creche conta com 6 professoras, diversos bolsistas e estagiários de diversas áreas: educação, psicologia, biblioteconomia, nutrição, medicina, etc. Conta também com funcionários fixos para o trabalho pedagógico, administrativo, de limpeza e de alimentação. A Creche UFF trabalha com a proposta de projetos, baseada nos princípios sócio-construtivistas que buscam o desenvolvimento da autonomia. Esta tem como objetivo ser um lugar de troca de conhecimento, alegrias, afetos, de brincadeira, de perguntas, falas , críticas , tanto para as crianças quanto para os adultos que fazem parte dela, além de valorizar as interações e identificações, visando a produção de amizades, e questionando o lugar do brincar e da brincadeira na sua prática diária. Entendemos a criança como autora e atriz de seu processo de desenvolvimento, que se dá em ambientes planejados e organizados por pessoas da geração anterior, a partir de seus valores e crenças do que seja melhor para ela (criança). No entanto, desde sempre, a criança é capaz de iniciar, agir e regular o comportamento de seu parceiro adulto. Por fim, a creche oferece vagas para filhos de professores, funcionários e alunos da universidade.

A faixa etária das crianças que freqüentam a Creche UFF é de 1 ano e meio até 6 anos de idade. Todas as crianças que entram na creche passam por uma semana diferenciada, chamada de semana de inserção, que é planejada pela equipe de psicologia. Cada processo de inserção se constitui em diferentes etapas de regularidade planejadas. Há a entrada de gradativa de acordo com de acordo com a especificidade de cada turno; reunião prévia com educadores; organização do espaço físico próprio- sala de inserção; reunião prévia com os pais; roteiro de entrevista para acompanhamento diferenciado nas primeiras semanas: presença de um familiar (figura de referência) e de um bolsista (figura de apoio); acompanhamento diário, através da ficha de inserção preenchida pelos pais e pela creche (bolsista de apoio), ; atividades promotoras de integração entre as crianças, pais e creche; reuniões com família e educadores um mês após o início da inserção, visando a avaliação do período. Para nós o período de inserção é entendido como um momento rico de encontro e formação de novas redes de relações entre crianças, familiares, educadores, num novo lugar de vida e produção de novas propostas sócio-políticas institucionais e pedagógicas. Por isso esse momento não pode ser visto como condição de adaptação somente da criança a um novo ambiente, pois abrange todos os envolvidos.

Insistimos na tentativa de proporcionar um ambiente acolhedor e promotor de desenvolvimento para todos, por ser este um – frágil e ao mesmo tempo complexo – momento de transição. O projeto desenvolvido com crianças menores (1 ano e meio à 2 anos e meio) tem algumas particularidades, e é baseado no projeto desenvolvido por Susanna Matovani, em Milão, chamado “Tempo per le Famiglie”. O projeto italiano Surgiu como uma prática criada por educadores , psicólogos e pedagogos. Faz parte do serviço público e é promovido pela Secretaria de Educação da prefeitura de Milão, pela Fundação Bernard Van Leer e pelo conselho da Zona 4 (Milão). A maioria das mulheres italianas tornam-se mães em uma idade avançada . Isso ocorre porque a mulher opta pelo investimento profissional, ou porque são mulheres sozinhas que adotam seus bebês. Assim , este projeto tem como objetivo principal, criar um espaço de apoio para os pais , tentando prevenir e lidar com os processos e dificuldades educacionais no cuidado e criação dos filhos. Os usuários do “Tempo per le Famiglie” são as díades mãe-criança e o que se pretende é atender essas díades com uma atenção especial, privilegiando o contato afetivo entre a mãe e a crianças . A dupla encontra um espaço de brincadeira para as crianças, possibilitando o desenvolvimento e interação, bem como de encontros as mães, havendo uma comunicação informal entre adultos (mãe-mãe, mãe-profissional).

Acredita-se na importância da família para o cuidado das crianças pequenas: “Essas famílias não têm necessidade de estruturas institucionais durante todo dia, mas de espaços acessíveis de socialização dos quais possam usufruir a seu critério , juntamente com as crianças, e onde possam encontrar conforto, apoio, para organizar-se , para encontrar ocasiões e materiais de encontro e de jogo entre suas crianças e as outras crianças” (Anoli & Mantovani, 1998). O serviço oferecido nesse espaço é diferente de um atendimento oferecido por uma creche, já que a mãe permanece todo tempo acompanhando o filho e participando de suas atividades. O projeto acontece em meio turno, três manhãs (10 horas à 12 horas ) e três tardes (15 horas às 18 horas ), visando em linhas gerais, identificar novas formas flexíveis e informais de apoio às famílias e às crianças, oferecer às famílias um espaço físico adequado à socialização e favorecer a agregação espontânea das famílias.

O projeto “Tempo para Família” na Creche UFF , foi introduzido pela professora Vera Maria Ramos de Vasconcellos, coordenadora da equipe de psicologia no ano em que se iniciou o projeto. Ele se tornou um projeto apoiado pela Faperj e teve parceria com as equipes do serviço social e de medicina da mesma universidade. Esse projeto surgiu da articulação entre dois trabalhos que eram realizados dentro da Universidade Federal Fluminense: “Inserção das crianças, famílias e educadoras à creche”, coordenado pela professora Vera Maria Ramos de Vasconcellos, e “Observação da relação mãe-bebê pelo método de Esther Bick”, coordenado pela professora Vera Lúcia Chahon e apoiado pela Proex-UFF. A observação da relação mãe-bebê proposto por Esther Bick tem como objetivo acompanhar a relação da criança com seu meio, principalmente a mãe, desde o seu nascimento, com a participação de um observador. Esse trabalho acontece durante o primeiro ano de vida da criança, podendo ser prolongado. O observador vai à casa da díade mãe-bebê uma vez por semana, permanecendo lá por uma hora. A observação não tem um foco específico: tudo o que acontece durante esse tempo é importante, sendo posteriormente registrado pelo observador. Essas observações são discutidas durante o grupo de supervisão.

A articulação entre os dois projetos permite acompanhar as diversas relações que o bebê estabeleceu desde o seu nascimento até sua entrada na creche, como também, as modificações que ocorrem durante esse período. O primeiro “Tempo para a Família” durou três meses , acontecendo em maio, junho e julho de 2001. No princípio , as díades mãe-criança ficavam na creche duas vezes na semana, passando para três e, finalmente, para cinco vezes na semana. A quantidade de horas também foi aumentado gradativamente: no começo eram duas horas , depois três até chegar a quatro horas. A proposta foi oferecer um espaço onde os pais pudessem estar com seus filhos. Ao fim deste primeiro projeto , percebeu-se que eram necessárias algumas mudanças, já que a necessidade dos pais era a de um atendimento real de creche, pois muitos trabalhavam ou estudavam, não podendo permanecer tanto tempo com os filhos. O segundo “Tempo para Família” foi realizado já com algumas mudanças.

O projeto foi adaptado à real necessidade dos pais , tornando-se um processo de inserção mais prolongado. Com o decorrer do tempo houve a alteração gradual da equipe ( bolsistas e estagiários) e das professoras coordenadoras, tornando o projeto um pouco diferente daquele ocorrido em maio/junho de 2001, porém mantendo o mesmo objetivo: receber a díade, privilegiando o contato afetivo e favorecendo uma maior interação entre pais , crianças e creches. Atualmente a equipe de psicologia da Creche UFF é composto por 6 alunos da graduação, sendo dois destes bolsistas de extensão (Proex-UFF) e os demais estagiários; a coordenação da equipe é realizada pela professora Bernadete de Lourdes Alexandre Mourão do departamento de psicologia.
Metodologia

A escolha das crianças é realizada através da seleção das fichas de demanda seguindo os seguintes critérios: levantamento de grupos de crianças com idade entre um ano e meio e dois anos e meio,; data mais antiga de preenchimento da ficha de demanda; filiação seguindo o regimento da Creche UFF; ter irmão na creche. Outro critério de seleção foi a participação da criança no projeto “Observação da relação mãe-bebê pelo método de Esther Bick” coordenado pela professora Vera Chahon, que já não é mais utilizado uma vez que esse projeto é mais realizado. O grupo é composto de no máximo 8 crianças, uma vez que acreditamos que a interação em pequenos grupos (díades e tríades) favorece a aquisição de conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento não só cognitivo, mas afetivo e social. O contato com a família é feito pela equipe de psicologia e de serviço social, após a seleção das crianças. É marcada uma reunião onde é explicado o funcionamento do projeto “Tempo para Família”, passada informações administrativas (material, horário, ...), feita a solicitação de documentos exigidos pelas normas da creche e retiradas algumas dúvidas dos pais.

O projeto, atualmente, é realizado semestralmente em dois turnos: manhã e tarde. Em sua primeira edição na Creche UFF era realizado apenas na parte da manhã. As crianças participantes deste projeto entram na creche gradualmente. Na primeira semana é proposto o seguinte horário: segunda-feira, duas horas de atividade; terça-feira, duas horas de atividade; quarta–feira, três horas de atividade; quinta-feira , três horas de atividade; e sexta-feira, quatro horas de atividade. A partir da segunda semana já é utilizado o horário normal de funcionamento da creche: manhã , de oito horas ao meio dia e tarde , de duas horas às seis horas da noite. Durante as duas primeiras semanas a criança permanece acompanhada pelo adulto de referência, que pode ser um dos pais ou outro adulto com que a criança esteja familiarizada. Este adulto participa também de entrevistas com a enfermeira (neste é feito levantamentos importantes tais como alergias e autorização para administração de medicamentos na creche) e as equipes de serviço social e psicologia. Durante a segunda semana é realizada a saída gradativa do adulto de referência, sendo respeitado o tempo de cada criança ou adulto de referência, para essa separação.

O trabalho da equipe de psicologia compreende as seguintes etapas: reunião inicial com os pais, quando é apresentado o projeto “Tempo para a Família”, a proposta pedagógica da creche e seu espaço físico, além de possibilitar o esclarecimento de possíveis dúvidas dos pais em relação à entrada da criança na creche e à essa primeira separação do ambiente familiar; reunião com professores quando é apresentado o projeto “Tempo para a Família” e planejado o espaço físico e as atividades a serem desenvolvidas nessas duas primeiras semanas; acompanhamento das semanas de inserção realizado através de observação individual de cada criança e com o preenchimento diário de uma ficha de inserção por parte dos pais e do observador (equipe de psicologia) ao final de cada dia, além do registro por parte do observador de toda inserção em seu diário de bordo (onde é feito registro de forma particular) para posterior discussão e avaliação no grupo de supervisão, tornando-se num segundo momento, relatórios que serão arquivados para posterior possível consulta pela equipe de psicologia; entrevista com os pais durante as semanas de inserção com a finalidade de estabelecer um maior contato entre toda a equipe e a família da criança, possibilitando à equipe o conhecimento do histórico pregresso de cada criança; reunião com os pais após o primeiro mês do início do projeto para uma avaliação conjunta sobre esta entrada da criança na creche é neste momento que se torna possível o feed-back por ambas as partes com relação ao comportamento e sentimento da criança neste momento de separação. No primeiro dia de participação da criança, é dado maior ênfase no reconhecimento do espaço físico da creche, bem como os educadores que irão participar diretamente do seu desenvolvimento. É realizada filmagem de algumas sessões, com duração de quinze a trinta minutos. O foco é a interação, sendo dado zoom em situações de maior atividade das crianças com brinquedos e pessoas próximas a ela.. Desta forma tem-se um registro visual do projeto “Tempo para Família”.


Resultados e discussão

Desde o início do projeto, em maio de 2001 até o presente momento, junho de 2004 , foram atendidas 37 crianças e suas respectivas famílias, sendo 8 crianças em 2001; 5 crianças em 2002; 13 crianças em 2003; 11 crianças em 2004. A partir desse projeto foram elaborados trabalhos de monografia, pesquisa, apresentações de pôsteres e comunicação oral em diversos eventos como: VII e VIII Semana de Extensão-UFF, III e IV Congresso de Psicologia do Desenvolvimento, dentre outros. Pode ser observado um maior e melhor contato entre os pais e a creche a partir do desenvolvimento do projeto. O vínculo entre educador e família foi melhor estabelecido possibilitando maiores e melhores trocas entre ambas as partes.

Foi possível a continuação da observação de crianças que participaram do projeto “Observação da relação mãe-bebê pelo método de Esther Bick” após sua entrada na Creche UFF, além do acompanhamento do desenvolvimento de crianças que entraram no primeiro ano do projeto e permanecem na creche até o presente momento. Abertura de um espaço de estágio curricular e pesquisa de extensão em psicologia voltados ao desenvolvimento infantil. Possibilidade de articulação entre diferentes áreas do conhecimento que apresentam trabalho na referida creche ( serviço social, medicina, biblioteconomia, letras, matemática, pedagogia, etc.)
Conclusões

Vemos o espaço de trabalho do psicólogo na creche como o de alguém que ajuda a pensar. Intervir e investigar o dia-a-dia de crianças pequenas em pleno processo de mudanças e transformações típicas da natureza do desenvolvimento humano. Este participa de processos de interação, desconstrução, reconstrução e co-construção criativa, sempre que é dado ao grupo o direito de se expressar, reivindicando mudanças que favoreçam o seu desenvolvimento em espaços coletivos, complementares à família, ricos em novas convivências, possibilidades de exploração e construção de novas visões de mundo em novas formas de estar no mundo, ajudando ao profissional de creche a planejar e organizar um ambiente acolhedor e especialmente propício ao desenvolvimento integral de crianças.

Através do projeto pudemos perceber a importância do contato realizado entre os pais e a equipe da creche durante as semanas de inserção, uma vez que este possibilita o estabelecimento de um vínculo mais estreito pelas partes, o que favorece uma melhor aceitação da criança do momento de entrada, pois ela pode perceber um ambiente de segurança e uma relação de confiança de ambas as partes. Costumamos pensar a inserção em seus aspectos de ruptura do relacionamento exclusivo da criança com seu ambiente doméstico, a separação da mãe e a necessidade de familiarização com um novo adulto que passará a ser constante (por um tempo determinado) na sua vida: o educador. Percebemos também a importância das reuniões realizadas com os pais durante e após o período de inserção, por estas proporcionarem uma análise do trabalho vinda dos pais e da própria equipe que pode, através desta, avaliar o trabalho realizado e estruturar cada vez melhor o projeto.

A organização de todo projeto de extensão vai além de uma simples adaptação da criança à creche, pois entendemos que quando uma família traz o filho para a creche, ela pode acreditar, influenciada por familiares, amigos ou pediatra que trazer a criança, tão nova, para um espaço educacional “pode não ser o melhor, mas é o que ela necessita”, instaurando sentimentos contraditórios que oscilam entre a necessidade e a culpa. Por isso, as relações mantidas com a mãe e os familiares podem contribuir como mediadoras do processo de inserção, como também no sentido oposto dificultar a completa integração à creche. Ao preparar o período de entrada da criança na creche, buscamos promover o conhecimento e confiança entre todas as partes, favorecendo, assim, a integração e o estabelecimento de vínculos entres os familiares, as educadoras e as própria crianças com esse novo ambiente. Cabe à creche ajudar a cada criança e sua família, a viver esta separação , que parcial e temporária, mas é uma nova experiência para os envolvidos.

O respeito aos ritmos e aos hábitos de cada criança e de cada família, a observação do modo de ver o mundo, os valores, os princípios e os diferentes comportamentos são produtos da história e da cultura de cada unidade familiar, são fatores que precisam ser acolhidos como tal. A atividade diária, bem com a pesquisa envolvendo crianças de pouca idade é sempre um desafio a ser enfrentado e assumido pelos sujeitos atuantes na creche, como um todo.

Entendemos esse estudo como uma forma especialmente promissora, de investigação dinâmica da realidade de um contexto dedicado a crianças pequenas, que pretende descrever e analisar as condutas interativas, em busca de um maior conhecimento sobre o processo de constituição do “eu” nessa faixa etária. Esperamos que as discussões traçadas nesse trabalho venham a contribuir na construção de um maior conhecimento das questões de educação e desenvolvimento na primeira infância, tentando definir, entre seus múltiplos aspectos, o lugar do brincar e o das interações, principalmente as afetivas, com companheiros de idade próxima. Portanto, desejamos que os resultados desse trabalho sejam úteis para as instituições de Educação Infantil.


Referências bibliográficas

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Creche UFF. Disponível em: http://www.uff.br/creche Acesso em : 13 de junho de 2004
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