Inclusão e acesso às tecnologias curso desenvolvido no âmbito do projeto europeu sennet (2012 2014), coordenado pela European Schoolnet, incluindo os parceiros: dk/uni-c; be/vdies; at/edugp; it/ansas; ee/tlf; pt/dge; tr/MoNE



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INCLUSÃO E ACESSO ÀS TECNOLOGIAS

Curso desenvolvido no âmbito do projeto europeu SENnet (2012 - 2014), coordenado pela European Schoolnet, incluindo os parceiros: DK/UNI-C; BE/VDIES; AT/EDUGP; IT/ANSAS; EE/TLF; PT/DGE; TR/MoNE.





Trabalho realizado no âmbito do Tópico n.º 2

“Exemplo de um PEI e medidas educativas de um aluno com necessidades educativas especiais”



Formadora: Dra ILDA MARIA COELHO LOPES DA CUNHA PESTANA

junho de 2012



Formanda: Anabela Ruas de Oliveira


Negligenciar os problemas de linguagem, mesmo que subtis,

não é uma perda da vida.

Mas é, provavelmente, uma perda de acesso à vida…”

Elias C. P. (2005)


COMENTÁRIO INTRODUTÓRIO

Quando me consciencializei de que teria de centrar-me nas medidas educativas especiais, o meu primeiro impulso foi o de ir pela via mais fácil e colocar um programa educativo individual de um menino da unidade de ensino estruturado para o espectro do autismo, algo recente e que segue os modelos atualmente utilizados, anexando o roteiro, a referenciação, a cheklist e o RTP, não descurando também o CEI que é parte integrante do PEI. Dar-me-ia certamente menos trabalho. Poderia falar do Makaton e do vídeo que vi, fazendo alusão a uma turma que também ela aprendeu os gestos, tal como a turma inglesa, sem ser sob a forma de um projeto tão bem delineado. De facto, poderia falar do espetro do autismo durante muitas páginas: do papel dos pais, da importância da comunicação escola casa, casa escola, do papel dos auxiliares, entre outros. Mas…como sempre escolhi outro caminho, porque estas crianças têm mais apoios e o eco das palavras proferidas pela doutora Helena Serra, em Viseu, não me saiam da cabeça, ressoando cada mais alto. Só me lembrava de “Os filhos da Terra de Ninguém”, daquelas crianças que têm perdido, infelizmente, em muitos casos, o apoio especializado, os disléxicos. A ida à formação a Braga, este sábado, cujo tema era a intervenção na dislexia com o Método Fonomímico da Doutora Paula Teles e o visionamento do vídeo italiano sobre a mesma temática determinaram o resto. Desde julho de 2010 que esperava poder assistir a uma palestra da autora. Já tinha utilizado o método e ansiava por saber se o tinha feito corretamente. Ninguém progride sem dúvidas.

Pelo que já perceberam, não vou enveredar pela escalpelização do Decreto-lei nº 3/2008, de 7 de janeiro que veio definir o grupo alvo da educação especial, entre outros, nem vou tão pouco esmiuçar a questão da legitimidade ou não do uso da CIF, penso que todos estamos dentro do assunto e o que nos interessa é mais o processo em si, sabendo que tudo obedece a um quadro legislativo que temos de respeitar. Daí a anexação da legislação que considerei pertinente. De facto, dizer taxativamente que todos os disléxicos perderam os seus direitos, não é bem verdade, depende de quem está por trás do processo e da gravidade das áreas instrumentais afetadas. Por outro lado, como diz e bem a especialista, há que cada vez mais agir de forma preventiva e atuar logo aos primeiros sinais. Hoje, sabe-se mais sobre dislexia do que há dez anos. A ciência tem vindo a revelar que estas dificuldades têm uma “origem neurobiológico”.

Sendo assim, o caso que apresento é do aluno XXX, cuja autoestima se encontrava destruída. Foi apelidado de preguiçoso por alguns e burro por outros. Ninguém entendia aquela criança, pois tinha uma cultura geral fora do normal, mas os resultados escolares não eram os melhores. Demorava eternidades a fazer as tarefas propostas, parecendo não perceber o que lhe era pedido. Tinha dificuldades colossais na leitura e na escrita e encontrava-se muito desfasado em relação ao esperado para a sua idade cronológica. A criança apresentava claramente limitações significativas ao nível da atividade e da participação, com problemas de aprendizagem graves e continuados, apesar das estratégias implementadas. A docente titular de turma referenciou a criança, no segundo ano, tendo tido previamente a anuência da encarregada de educação, e entregou o documento junto da direção. A referenciação foi entregue à equipa de avaliação. O que é que o miúdo tinha? Seria mesmo dislexia? Aí começou a odisseia. Quem vai fazer o quê? O que avaliar? Que /provas testes utilizar? Quem vai estar com os pais para preencher a anamnese? Começou a edificar-se uma avaliação compreensiva do aluno XXX que se consubstanciou no relatório técnico-pedagógico, tendo-se confirmado neste processo o diagnóstico. Posto isto, verificou-se que de facto o aluno carecia urgentemente da aplicação das medidas da educação especial, sendo uma condição sine qua non para alcançar o sucesso escolar almejado e tentar restabelecer a autoestima. O passo seguinte foi então o da elaboração de um Plano Educativo Individual, um instrumento que descreve o perfil de funcionalidade do aluno por referência à Classificação Internacional de Funcionalidade - Crianças e Jovens (CIF-CF) e que estabelece as respostas educativas específicas requeridas para o aluno com NEE (adequações curriculares individuais, apoio pedagógico personalizado, adequações no processo de matrícula, adequações no processo de avaliação, currículo especial individual e tecnologias de apoio).

Neste particular, refere-se que para além do Programa Educativo Individual, também integrei a planificação da reeducação especializada e uma proposta de sessão com o método “Jean Qui Rit”. Penso que a seleção do método se reveste de extrema importância e condiciona o êxito da intervenção. É de facto útil dar a conhecer este método que muita gente desconhece e que foi sem dúvida uma forte inspiração para a autora do método Distema. Eu consegui há pouco tempo a versão original do método. A ideia de que um leitoril e umas lentes prismáticas resolvem o assunto já é obsoleta e errónea. Há que investir de sobremaneira no desenvolvimento da consciência fonológica, daí o método global, por exemplo, ser o menos indicado. Há até quem defenda que: “Quem utiliza o método global com estas crianças devia ser criminalmente responsabilizado.”

Aconselho, para quem tem tempo, a leitura do livro “Les neurones de la lecture” de Stanislas Dehaene. Aqui fica também o título de um filme fantástico sobre a problemática em questão “Como estrelas na terra”. É impossível ficar indiferente. Fez-me chorar.





Nota: Alguns dados constantes no documentos foram intencionalmente apagados e outros modificados. Os modelos utilizados são uma mera ilustração e não retratam de todo os documentos utilizados atualmente no meu agrupamento. Apenas a referenciação coincide na íntegra ao modelo atualmente adotado.



ÍNDICE


REFERENCIAÇÃO


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